16/01/2011 - Banguecoque (Diário na Ásia - #2)


O AirForce One pousou uma roda e depois a outra. Oscilou, vibrou, guinou e terminou com uma vénia, a agradecer os aplausos dos passageiros. O Jota benzeu-se. E ambos cumprimentámo-nos, por percebermos que afinal era verdade: estávamos no outro lado do mundo.

Ao passarmos a alfândega, a rua. Uma fila interminável de táxis azul-cueca, rosa, verde-cueca (se isto existir). Todos antigos, todos Nissan, Toyota, Honda.

As cores dos táxis

Na estrada, lembro-me do Velocidade Furiosa (yep, aquela trampa de filme). Carros antigos a serem ultrapassados por outros igualmente bimbos (OK, nem todos) mas de alta cilindrada.
Foram 1100 bhat (é a moeda tailandesa, 100 bhat = € 2.4) até perto do hostel. Não sabemos se fomos enganados. Uns € 26 para 35 km's.
O táxista não falava uma palavra de Português, foi difícil comunicar. Por isso deixámo-lo enganar-nos e seguimos até ao hostel, o Baan Dinso. Muito bom aspecto, bonito.

Ainda não eram 9 horas, o quarto só mais tarde estava disponível. Receberam-nos com um copo de água e outro doutra coisa igualmente má. Descemos para a sala da internet, pousámos as malas e abrimos a janela: era preciso desfazermo-nos dos líquidos.
Fomos à net e após a primeira pesquisa em português, pensámos terminar a viagem. Cabeça de Cotonete, também conhecido como José Eduardo Bettencourt, tinha-se demitido da Presidência da Agremiação. Um tipo afasta-se do País por um dia e fazem-nos isto?! ...
Entretanto não havia nada a fazer, a não ser dormir no chão. Após uma hora, acordaram-nos, tínhamos o quarto livre. Pousámos as coisas e caímos na cama durante hora e meia.

Já com repelente colocado, saímos a pé por Banguecoque.

Andámos numa das Avenidas principais, a Giant Swing, cheia (!) de gente na rua, na estrada.
Vende-se tudo. You name it. A cidade é suja, não existe um caixote do lixo. As pessoas cospem no chão, sente-se a humidade, a poluição, a probreza dissimulada.
Existem constantes referências ao Rei da Tailândia e, mediante o local de passagem, as pessoas benzem-se ou fazem um sinal religioso que desconheço.
Vimos o Grand Palace por fora, contornámos a sua muralha e acabámos por entrar no Wat Pho, o templo que tem um Buda de ouro gigante, deitado.
Mas atenção, aqui no Oriente, os sapatos ficam sempre à porta.

No Wat Pho

A arquitectura da cidade é diferente, os monumentos e templos têm um género de pirâmide comprida mas de base pequena.
Arquitectura na cidade

Continuámos a pé e ajudámos estudantes locais que estudavam Inglês, uns através de questionários, outros de filmagens. Poderei neste momento estar no YouTube.

Entretanto já vi diversos animais em bancas, tachos e jarros de vidro.
E o problema é que é tudo para comer

Não me perguntem...

Estivemos no início do Night Market, uma imensidão de gente, muita sujidade e muita bugiganga para comprar.
A fome apertava, por isso experimentámos o Tuk-Tuk para levar-nos até China Town.
A Avenida é cheia de cor, de painéis luminosos. Jantámos pato. Um prato ocidental com pitada de oriental. Ou vice-versa. Não está mau para começar.
China Town

O próximo Tuk-Tuk, um meio de transporte ao velho estilo Ape 50 (caixa aberta) da Piaggio, levou-nos até PatPong, um ícone desta cidade. E porquê um ícone, pergunta o prezado leitor. E pergunta bem, digo eu. Um ícone na medida em que levaram-nos a um bar onde se exibiam artistas que faziam corar de vergonha os do Circo du Soleil. Vi senhoras, algumas púdicas, a laborarem com lâminas, guizos, cigarros, bolas de ping-pong e etc. com um profissionalismo irrepreensível. É por isto que vale a pena vir ao outro lado do mundo.

O Tuk-Tuk levou-nos ao hostel e demos por terminado o dia.

6 comentários:

  1. Alguma delas era a espanhola?

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  2. A espanhola fazia negócio com roupa. Ia à Tailândia de x em x tempo e comprava às "toneladas" para vender em Espanha. E tinha 40/50/60 anos, que eu sou bom em topar isso. Não me parece que ela fosse o target daquelas casas da especialidade.

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  3. De facto este post reforça e muito a ideia de que vale a pena ir ao outro lado do mundo. Descobri este blog por acaso e gostei muito. Acho fantástico esta partilha de vivências.

    http://nospelomundo1.blogspot.com/

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  4. Malta,

    Visitem o blogue acima descrito. Muito bom. Recomendo.
    O que, atendendo à qualidade (ou falta dela) desta chafarica, vos poderá fazer pensar duas vezes. Mas acreditem, está um projecto muito giro a começar, sobre viagens.

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  5. Procurei pelo teu email, mas está difícil para encontra-lo :)
    Agora que já não és o único leitor e, que o teu blog que fazia falta a todos os emigrantes do Belize no Turquemenistão agrada aqui a cara leitora, quero-te fazer um convite. Visto que fizeste uma viagem bem interessante pela Ásia e, que essa viagem vai ao encontro do conteúdo do meu blogue, pensei em ti para fazeres um check-in lá pelo estaminé. Isto se estiveres interessado, claro.

    O check-in, é uma página que criei no meu blog, para as pessoas indicar um sitio que lhes marcou durante uma viagem. Um café, uma praça, um museu, etc., pode ser mesmo qualquer sitio. O objectivo é dar a conhecer novos sitios para além daqueles que vêm nos guias e, claro, aumentar o dinamismo da blogosfera com interacção entre blogues.

    Assim sendo e, como isto já está um testamento do caraças, se quiseres fazer parte deste projecto, diz qualquer coisa para nospelomundo@hotmail.com ou lá no estaminé. Tens lá alguns exemplos de como funciona esta coisa dos check-in's.

    Ainda não tinha visto este comentário, és para cima de espectacular. Obrigada :)

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  6. Já criei o e-mail do tasco.
    Assim que configurar a página e puder inserir esses extras, ficará disponível.

    Estou orgulhoso do convite, o qual é prontamente aceite. Obrigado!

    Vai aparecendo. Se não te importares com baixo nível, de quando em vez.

    Atendendo a alguns chamarem-me de anão, quanto muito sou para baixo de espectacular. O que não deixa de ser bom.

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