18/01/2011 - Banguecoque - ChiangRai/Akha Hill (Diário na Ásia - #4)

Com 4 horas de sono, arrumámos a mala e fomos para o aeroporto. Desta vez o taxista tinha taxímetro, a viagem ficou por menos de metade do preço em relação à chegada. É dia de sair da capital da Tailândia e seguir para norte, ChiangRai.

O dia não começou bem. Percebemos que afinal não estava disponível o voo que queríamos  fazer de LuangPrabang (Laos) até Hanoi (Vietname) daqui a dias, por isso, após alguma confusão incial, e já depois de termos feito o check-in, decidimos arriscar a compra do bilhete de avião pela Lao Airlines. É a única companhia aérea que faz este voo no dia em que necessitamos, mas está mal cotada devido a alguns acidentes ocorridos no passado.

Tipo nós a entrar no avião!
Chegados ao balcão da Lao, deparamo-nos com uma funcionária pública portuguesa no atendimento ao cliente. Lenta, sem prioridades, sem se focar. Nem entendia bem o que queríamos. Primeiro disse-nos que em ChiangRai não era possível marcar voo, tinha de ser ali. Acedemos e pedimos urgência, o avião partia em 20 minutos e ainda tínhamos de fazer o embarque. Ao segundo telefonema decidi espreitar para trás do balcão...apercebi-me que nem computador tinham! Diabos me carreguem, mas se nem computador têm, como serão os aviões? Sem asas?! Foi aí que dissemos que íamos embora, ao mesmo tempo em que ela nos dizia que podíamos comprar o bilhete em ChiangRai. Grandessíssima... Tenho um nome para ela, mas vou respirar fundo. É que tivemos de ir a correr duma ponta do aeroporto...à outra. Mas à séria, a sprintar com as mochilas. Fez-me lembrar o MacGuyver a escapar-se pelo portão que se estava a fechar. Aparece no genérico essa cena!

Acabei de ver o Cabeça de Cotonete montado num rinoceronte a passar pela cabine do avião. O Malarone dá mesmo efeito.

Chegada ao aeroporto de ChiangRai
A viagem até ChiangRai correu bem. Aterragem perfeita, mal se sentiu. O aeroporto é bem pequeno, e à nossa espera estava o Senhor Amor, pronto para nos levar para o seu hotel/escritório no centro da cidade. Ele é o dono do conceito Akha Hill, que já lhe valeu inclusivamente um prémio turístico há pouco tempo, o melhor do género na Tailândia.


Almoçámos e fomos na caixa aberta dum jipe, que nuns bons 45 minutos nos tirou da cidade e nos embrenhou pela selva, através duma vista magnífica que só foi possível apreciar para quem ia lá em cima, ao sabor do vento. Deu para pensar um pouco na guerra que decorreu aqui "ao lado". Era realmente muito complicado vencer vietcongues nestes tipo de territórios.
O jipe, antes da saída de ChiangRai
Saíndo da cidade, na caixa aberta do jipe

Akha Hill é fantástico. Os Akha são uma tribo antiga, originária da China, que entretanto se foi expandido para vários países, tal como a Tailândia. Alguns destes membros que acabámos de conhecer são de Mianmar (antiga Birmânia), outros daqui. Têm uma língua própria, interessante.

A chegada ao topo, ou quase
Estamos na montanha, uma vista belíssima. Esta é uma aldeia perdida na selva, com casas de madeira e bambú sobre as encostas. Promete muito para amanhã.

Estivemos depois à conversa com o Tao, responsável enquanto cá estamos. Um tipo simpático, boa onda. Trabalha todos os dias nisto, como quase todos, julgo eu. Já somos amigos no Facebook! É católico, vem de Mianmar. Aqui na Tailândia, são quase todos muçulmanos. 5% são budistas, e menos de 1% são cristãos. Em Akha existem alguns.
A sala de estar/restaurante da aldeia
Pelo meio experimentei a massagem deles. Rudimentar na atmosfera: no segundo piso da casa principal, televisão ligada, pessoas a irem à casa-de-banho, um colchão no chão e eu completamente vestido. Mas foi bom. Levei uma tareia, é uma massagem que, nalguns momentos, tem um "cheirinho" a osteopata. Vários ossos estalaram!
Massajado e bem jantado, fui dormir no bungalow...

O quarto, visto de fora
A mansão, por dentro


8 comentários:

  1. Que tal cobra de cabidela à Akha Hill? Penso ser uma versão melhorada da lampreia do Rio Minho!
    Aproveita e coloca as fotos do exemplar pescado por uma criança, especialmente para os dois "turistas" tugas!

    ResponderEliminar
  2. Os quatro que votarem que nunca viam o blog, felizmente vieram cá para votar =)
    Estás no bom caminho. Excelente blog.
    Bjo

    ResponderEliminar
  3. Viajar na Ásia, é de facto outra dimensão. Contactar com povos que muito provavelmente, nem sonhamos que existe, deve ser mais do que gratificante, verdadeiramente marcante.
    Acho um máximo, o conceito de casas de madeira e bambú. Tive a ver algumas imagens e, é brutal a beleza que existe na simplicidade deles.

    ResponderEliminar
  4. Por acaso para uma mulher tão viajada como eu, é quase um crime de lesa-majestade dizer que não conhece, mas não conheço mesmo. Nem como destino de férias
    As minhas preferências vão para um Continente que me fascina. África. Aí sim! Gosto tanto que passo lá entre três a quatro meses por ano. Mas não de férias.
    Ali também é brutal. É a brutal intolerância tolerada pelo mais brutal fatalismo.
    África, meu amor.
    Quanta beleza,
    Cantando a dor
    teu pranto encerra.

    Um óptimo fim-de-semana.

    ResponderEliminar
  5. Por acaso é votaram... mas só hoje dei conta do erro :p

    ResponderEliminar
  6. nospelomundo,

    Sem dúvida. Marcá-nos para sempre. De quando em vez, é bom recordar por onde andámos, com quem estivémos, o que passámos. Foi muito pouco tempo, mas a realidade é tão diferente que fica mais rapidamente cá dentro. Tipo Big Brother, muito intenso :)

    Matilde,

    Passe também por aqui, vai ver que gosta das viagens: http://nospelomundo1.blogspot.com
    África para mim é Marrocos. uma grande semana por lá.
    Mas tem de ir à Ásia! Ponha lá essa meta para 2012 :)

    Marilyn,

    O problema é que eles não voltam :)

    ResponderEliminar
  7. lembrei-me agora, pode ter sido a ver o macgyver. eu era apaixonada por ele, agora que penso nisso.

    ResponderEliminar