21/01/2011 - LuangPrabang (Diário na Ásia - #7)


O tuk-tuk levou-nos até ao hotel, o LeBelAir, que se situa junto à ponte que liga as duas margens dum afluente do Mekong.
Ficámos num bungalow estupendo, com muito bom gosto e varanda para o rio. Cortesia de Niamh ("Niv") Cotter, assistente da Direcção, uma galesa simpática. Falámos bastante com ela, percebemos que não andaria longe da nossa idade, criámos empatia.
Não é difícil isso acontecer a alguém com a alegria com que eu e o Jota partilhamos o nosso dia-a-dia. Niamh contou-nos que fez uma viagem de 9 meses, semelhante ao que estamos a fazer , onde não sentiu saudades de casa. O que aconteceu? Voltou a Gales e sentia muita falta do Laos. Convidou o seu amigo/namorado (um local do Laos) para ir ter à sua terra natal e, entretanto, decidiram fazer vida aqui em LuangPrabang.

A conversa foi boa, mas como tínhamos de ir à net tratar do nosso próximo destino e sair rapidamente do hotel para aproveitarmos esta cidade (na esperança dela nos mostrar um Laos diferente do de ontem), despedimo-nos, não sem antes a convidarmos, juntamente com o seu agora noivo, para jantar connosco na cidade. Convite esse prontamente aceite.

Atravessámos a ponte a pé, sobre estacas de madeira. Do lado de fora passam pessoas, do lado de dentro, as motas e as bicicletas. Os carros e os tuk-tuk não passam por aqui.




A vista era magnífica, apesar da sujidade que banhava parte do afluente, onde mesmo assim se viam locais a tomarem banho (e mais ao longe até uma mini praia estava estabelecida, com bar de apoio e tudo).
Chegados ao outro lado, fomos caminhando até à margem do Rio Mekong, onde existem restaurantes e bares absolutamente diferentes. Nota-se a influência dos estrangeiros, mas o clima torna-se maravilhoso, na medida em que se sente uma paz e tranquilidade muito boa, num estilo chill out.


Optámos por fazer um passeio de barco no Mekong, valeu a pena, a vista sobre a cidade é diferente. Um pouco como quem tem o privilégio de navegar pelo Tejo e olhar para Lisboa. Damos logo maior valor à cidade.

 












O almoço foi à beira-rio. Muito bom. Ao nosso lado, a presumível dona do hotel/restaurante onde estávamos a retemperar energias, estava a ensinar Inglês aos seus funcionários, ali mesmo, ao ar livre. Quem não gostava de ter aulas assim?



Prosseguimos a nossa jornada a pé até um primeiro templo, onde comprovámos o que Niv nos contou: na Tailândia, os templos são banhados a ouro. No Laos, devido à pobreza, os templos são pintados por dentro a preto, com as inscrições também pintadas, mas a dourado. E assim criam um efeito semelhante, mais puro. Talvez até mais bonito. São estes pormenores que fazem deste País um local diferente e apaixonante. É que no templo seguinte, encontrámos monges a cantarem em frente ao seu Buda. O som que eles emitem é um absoluto uníssono. É difícil descrever, mas é realmente algo fora da nossa órbita. Soube bem fechar os olhos e aproveitar a sorte de darmos de caras com este momento musical de devoção.




Eram 17:30, altura de ir até ao night market fazer mais umas compras. Por falar nisso, estamos a precisar de comprar uma mala só para as compras! 
Foi o sucesso habitual. Regatear até mais não (não somos cá franceses ou bifes, a serem comidos a toda a hora), com fotografias à mistura. Pelo meio duas brasileiras, muita risada e mais dois brasileiros a chegar. Foi o forró no meio do mercado. Um deles era do Cruzeiro, agradecendo-lhe eu pelo meu Capitão Luisão. Depois de muita risada e troca de informações, a promessa dum copo pela noite dentro.

Às 19:30 encontrámo-nos com Niv e Tia (o seu noivo), seguindo para um restaurante típico. Era junto ao rio, perto do local do nosso almoço. Grande escolha, deu para fazer mesmo uma refeição local, nada turística. Uma mesa na rua, com uma mini fogueira embutida, onde se fazia um fondue com carne e vegetais. A conversa foi boa, trocámos algumas experiências de vida. Tia tem uma vida santa. Trabalha numa agência de eventos radicais e visitas pelo País, trabalha dia sim, dia não! Laos style...
O Jota estava quase a bater com a cabeça na mesa, os brasileiros não diziam nada, por isso concordei em irmos descansar em ritmo de passeio até ao hotel.

5 comentários:

  1. Parece que dos teus seguidores só eu li o §7.º da tua "odisseia" por terras do "cong" e dos kmers vermelhos...

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  2. É normal. São uma cambada. Depois gostam muito de perguntar como foi, que tenho de mostrar fotos, vídeos, etc. e tal... Eu digo que tenho um diário, dizem que ainda melhor. E depois é isto.

    A votação do que fazer para salvar a dívida pública está a terminar. Talvez a seguir seja outro inquérito mas para fechar o tasco!
    UMA AMEAÇA, À MAJOR VALENTÃO! GONDOMAR, GONDOMAR!

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  3. não feches a chafarica! já reparaste que, ao nível da conquista de continentes, só te faltam, mormente e nomeada a oceânia e a antártida? carrega simão! :)

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  4. Anónimo, obrigado. Realmente, com a adesão que isto tem, o melhor é ir pregar para os pinguins! Tirando os que cá vêm, os outros são todos uns camelos! Mas se eles não vêm, também não vão saber que o são... É isso, tenho de fazer o FaceNice do SimãoEscuta...

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  5. realmente devias parar de escrever comentários anónimos a pedir para não encerrar o tasco. come on.

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