22/01/2011 - LuangPrabang - Hanói (Diário na Ásia - #8)

Despertámos às 8h, deixámos as malas prontas, tomámos o pequeno-almoço num alpendre gigante e pegámos nas bicicletas. Encarnadas, pois claro. E ainda pensámos furar os pneus às outras, só para o franciú que aqui anda ficar apeado. Acho que já não gosto dos europeus, só dos ingleses, ajudam-me a praticar Inglês. 

 

















Seguimos para o Museu Nacional, mas estava a encerrar para almoço, por isso fui buscar qualquer coisa para trincar (e eles demoram tanto a servir um bolo e uma água, é preciso relaxar e perceber que a vida é assim aqui...e talvez sejam eles que estejam certos) e seguir para a Phu Si Mountain, do outro lado da rua. Agora leiam em voz alta este nome. Certo, mas os comentários dispensam-se.


Depois das correrias de bicicleta, juntamente com uns 300 degraus até ao cimo da montanha, quase entrámos em desidratação! Mas vale a pena, a vista é magnífica, sobre toda a cidade, envolta no Mekong e nas grandes montanhas que caracterizam este belo País.

190 para cima, 138 para baixo


No topo da montanha




Cidade bonita...































Seguimos para mais compras e depois para o Museu Nacional, basicamente uma mescla entre mobília e artefactos dos 3 últimos Reis, e um altar que é transportado todos os anos em Abril, para comemoração do novo ano. Nesse altar, o Buda, claro.
E eram horas de pegarmos nas bicicletas e voltarmos à base. Ligámos à Niv para nos despedirmos, mas mesmo assim ela apareceu com o Tia para se despedirem pessoalmente de nós. Muito simpática, pois estava no seu dia de folga.
Entrada Museu Nacional
Altar


Parte do Museu Natural, onde está o altar
O aeroporto estava a 3 minutos de carro. Rudimentar para os nossos standards. O controlo é muito subjectivo, e alguns pormenores fazem-nos esboçar um sorriso. Mas lá estavamos nós a apanhar o avião da Lao Airlines às 16:40. 

Tecnologia




Balcão também ele tecnológico
A reza! Se for desta, vou feliz!



















Desta vez o Jota disse-me que também eu devia benzer-me, devido à má reputação desta companhia. Caíram alguns aviões nas montanhas, mas desde 1990 nenhum, fruto também da parceria que fizeram com a AirFrance. 
Mas continuando, desta vez também eu me benzi, deixando para trás uma cidade e um País que me tinham conquistado. Um País maioritariamente de monges, um País afectado pela guerra USA/Vietname, onde, a certa altura e segundo consta, caíam bombas a cada 9 minutos. A maioria detonou, mas muitas ainda andam por aí...
Ao invés dos tailandeses, mais interesseiros e mais chatos na relação "€" com os turistas, o povo do Laos é mais puro e tranquilo. Sofreram bastante mas estão felizes pela guerra ter terminado. São dos Países mais pobres do mundo, mas com certeza também um dos mais belos. A democracia ainda é apenas um nome que consta na sua bandeira. Há algum tempo, uma mãe estrangeira quis levar os seus 2 filhos naturais do Laos para fora, para lhes proporcionar uma melhor educação. O governo respondeu que sim, ela podia sair, mas as duas crianças eram propriedade do País...
Fica para trás um extraordinário País, bonito, puro, sem infra-estruturas, menos caótico que a Tailândia, com maus acessos e muitos km's quadrados de montanhas virgens. Dá pena não visitarmos mais cidades... Aqui, como em Akha Hill, também ficam saudades.

45 minutos depois aterrávamos em Hanói. 
O aeroporto é bonito por fora, existem muitos voos e aviões na pista. Nada parecido com o Laos, que mais parecia uma pista de Beja ou outra similar.

Os vietnamitas que trabalham no aeroporto são militares, e dão ordens à Hitler. Insultei-os de alto abaixo na minha língua. 
A bater continência aos militares

Após termos o visto e as malas, aguardáva-nos um motorista do Elite Hanoi Hotel. Foram uns 35 km's até ao centro da cidade, a capital. 
O tráfego é intenso ao sábado. Não existem regras. Parece que na Ásia é mesmo assim. Conduz-se à direita, e quando necessário, mesmo à direita, ou seja, na berma. É como se fosse outra faixa de rodagem. É preciso é cuidado com os que andam em contra-mão, com os transeuntes e com as rotundas minúsculas no meio de autênticas avenidas que convidam a acelerarmos. Só não é muito grave porque o trânsito é tanto que não se atingem grandes velocidades. TODOS apitam. Eu acho que devem gastar a buzina a cada 15 dias. Ou então é a excitação do Benfica ir jogar mais logo.

O hotel é mesmo no centro, numa ruela entre casas e prédios típicos. Nunca tinha sido recebido desta forma em lugar nenhum do mundo. Ou é dos vietnamitas ou estes tipos do Elite Hotel são fenomenais. Talvez ambas as opções. É que fomos recebidos com um sumo de melancia delicioso, com pedras de gelo incluídas (não dá para evitar!). Nem tivemos de ficar na recepção, trataram de tudo enquanto bebíamos o drink. Tudo preparado ao pormenor: trataram-nos do visto por antecipação, da ida a Halong Bay, do transporte até ao hotel e também tinham o mapa da cidade já pronto. 
O quarto é fantástico: bom gosto, um duche como eu gosto, com espaço e água a cair do tecto, uma cama gigante, LCD, leitor multimédia, portátil, etc..
Era já hora de jantar, por isso resolvemos ir à rua ver Hanói by night.

Saímos da nossa ruela e vimos casas com a porta aberta, famílias juntas a comer. Mas ao chegarmos às ruas principais e depois à Avenida, não dava para acreditar. Centenas de motas juntas, talvez milhares se contarmos alguns segundos. Uma confusão incrível, tudo ao monte! Populares organizam parques de estacionamento improvisados, fazendo filas e filas de motas, escrevendo o número do lugar no banco, com giz.
É um frenesim! As buzinas não param! São 3.7 milhões em Hanói (e mais de 80 no País) e acho que estão cá todos neste momento. 






No mercado de rua conseguimos comprar uma mala para as nossas lembranças. Aceitam dólares, mas já estamos a utilizar Dongs, o dólar vietnamita (€ 1 ~ 27500 Dongs).
Comemos pelo caminho, fizemos mais umas compras e fomos para o hotel.


O Benfica joga às 04:30, mas são 4h neste momento e às 8h temos de estar a pé, não dá mais. Amanhã saberemos...

PS: até agora, perfeito, nunca passámos mal, nenhum efeito secundário.

3 comentários:

  1. Hey, pussy mountain! Quanto custou a mala?

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  2. Grande Vitto,

    Barata lá. Cara quando chegou cá já meio destruída. Qualidade de fabrico.

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  3. O trânsito é um caos de facto.Mas em menor escala e pior,experimenta a Jamaica...é tudo "no problem man";)Ah,e dedo do meio sempre levantado...

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