Acórdão do Tribunal: constituam-mos!

Parece que o acórdão do Tribunal Constitucional diz "se somos funcionários públicos e pagamos pela medida grossa, então os outros também vão ter que pagar, era o que faltava...". E basicamente é isto.

Não sou entendido em política. Não gosto. Acho que muitos servem-se do poder e pouco mais. Tal como alguém que se alista nas Forças Armadas ou na PSP apenas porque sim e não porque quer defender o País.

Para quem acompanha o blogue desde o início (o Zé e a Pini, mas que entretanto abandonaram-me - e fizeram bem porque este local é para baixo de mau), sabe que o meu Pai é o Coronel. E vice-versa. E portanto foi já muito afectado pelas políticas de recuperação do País. E custa-me. 
Mas...

Meus amigos, Anónimo, crianças, Batatinha:

Se o Estado está mal, é normal que sejam os seus funcionários a acarretar maior esforço. Não é justo retirarem-lhes subsídios, claro que não. Claro. O que não acho normal é que eu, trabalhador privado, vá ficar sem subsídio de Natal e de Férias apenas porque "ou pagam todos ou não paga nenhum".
Já todos temos impostos e outros que tais aumentados. O Sector Privado ver o seu 13º e 14º ordenado...ou melhor, nem vê-lo?! Não...

Sim, o Estado não tem dinheiro para devolver aos seus funcionários. E como não pode devolver, para não ser injusto com eles, e segundo o Tribunal Constitucional, agora vai aplicar a medida ao Sector Privado.

Eu digo: vão mas é cobrar dinheiro aos Relvas, Felgueiras, Sócrates, Isaltinos e etc. deste País!

33 comentários:

  1. Nem me ponhas a falar das Forças Armadas...

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  2. Até me expressava quanto a isto, porque os funcionários públicos têm regalias que boa parte da população portuguesa nem as chega a cheirar... mas sinceramente nem tenho paciência.
    Compreendo que perante o tribunal, o Estado vá retirar a todos. Devolver era demasiado mau... Mas se vamos pela igualdade, equidade e outras coisas em ade, então é ler a minha primeira frase que eu não escrevo mais lol

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  3. O meu pai tem a mesma opinião, visto ser trabalhador do privado, mas com algumas palavras feias pelo meio.

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  4. Sabes POC, se já te amava, agora passei a idolatrar-te!!! amanhã mesmo, mando te uma foto de corpo inteiro em frente ao espelho a pensar em ti...

    dito isto, já estou farta de pagar a merda do dinheiro que a troika vem emprestar ao estado para pagar o estado (NAO A MIM!). sou falso recibo verde, significa que levo no rabo há muito tempo, no que diz respeito a subsídios e nenhum fp me veio oferecer parte do salário...
    Não nos enrabem mais, que a vaselina está cara!!!!

    E TAMBEM TENHO FP NA FAMILIA!

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  5. Um dos meus pais é do privado outro do publico, eu não percebo que regalias é que os do publico tem que incomodam tanta gente.
    Nem os funcionarios publicos nem os funcionarios privados deviam por pagar uma crise que não fizerem.

    2w

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  6. Não há trabalhadores do público e trabalhores do privado. Há trabalhadores. Estarmos a fazer esta separação é estarmos a dar armas ao inimigo, numa guerra onde partimos sempre em desvantagem.

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  7. Vamos continuar a lista:
    Dias Loureiros, Oliveiras e Costas, Duartes Limas,Cavacos Silvas, Fundações, PPP, Banco de Portugal, RTP...
    Alguém que continue...

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  8. Quanto a crise e quem comeu o dinheiro e nem comeu, culpados ou desculpados, aconselho reflexão sobre o assunto... Daqui, não me alongo mais.

    Eu, curiosamente, tenho alguns quantos funcionários públicos dentro da família. Não falo de cor.

    Mas lá está: neste momento nem quero saber.
    Se vamos a falar de injustiças, é melhor ir mesmo ao fundo da questão e ver que reais injustiças há neste país. Mais não falo, e quem quiser reflicta também nisto que eu não tenho paciência para escrever grandes testamentos hoje.

    E sim, a crise também me dói.

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  9. Tiago BM Sénior: Tá mal, tá mal!
    Repórter de um canal muita fixe mas que ninguém conhece porque afinal não é assim tão fixe: Então porquê?
    TS: Porque sim, então e ... pois exacto, tá mal!
    RCMFNCPANATF: Desculpe?
    TS: ãnh?

    (não tem piada, mas também não era para ter. Toma lá POC, esta foi por da outra vez teres corrompido o jogo do STOP)

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  10. "Se o Estado está mal, é normal que sejam o seus funcionários a acarretar maior esforço". Desculpa, perdi-me no raciocínio... A despesa paga (mais) a Função Pública e as "regalias" (se existissem e não existem) seriam distribuídas por todos? Então só somos todos "Estado" para o bom? Para o mau os funcionários públicos são mais "Estado" que os outros?
    Acho legítimo que equiparem os funcionários públicos aos trabalhadores do sector privado e cortem à FP privilégios absolutamente descabidos, como o horário de trabalho de apenas 35h semanais, majoração de férias ou a remuneração estupidamente inflacionada das chefias, cargos dirigentes, etc. (já que o Zé Manel que trabalha como cantoneiro ganha o mesmo ordenado mínimo que um trabalhador do privado).
    Mas, honestamente, não percebo porque é que em matéria de impostos (directos, indirectos, whatever) a função pública seja mais penalizada que os privados. Que se lhes acabem os privilégios, acho óptimo. Que se lhes agravem as despesas em prol do "bem comum" (ahahah), acho mal. E, nota, não sou funcionária pública. Trabalho no sector privado e a recibos verdes.
    Não tenho subsídio de férias, nem de Natal (mas acredito que vou acabar por pagar o "imposto" na mesma, em sede de IRS no final do ano, como aconteceu com a sobretaxa extraordinária) e o que recebo não é muito, mas não me "importaria" de fazer mais um sacrifício (e sim, é um sacrifício o que pedem, a todos os trabalhadores deste país, sem distinção, e sobretudo à antiga classe média) se soubesse que esse dinheiro seria utilizado para permitir que quem realmente precisa tivesse acesso a bons cuidados de saúde ou para construírem bons lares de idosos para que a maioria da população possa acabar os seus dias com dignidade, acompanhamento e companhia.
    Custa-me que me peçam mais sacrifícios para pagar cursos de filosofia em França, sacos azuis, amarelos, verdes, submarinos, ordenados milionários e RSI de traficantes de droga ou de quem tem Audi's, BMW's, e por aí adiante, à porta.
    O que me aborrece realmente é que os trabalhadores - sejam públicos ou privados - continuem a pagar para que muitos continuem a viver acima das suas possibilidades, enquanto milhares começam/continuam a viver abaixo das suas possibilidades e milhares não tenham sequer possibilidades para viver.

    Desculpa o testamento.

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  11. Claro que sim, ai os meninos não sabem quais as regalias que os funcionários publicos tem a mais????

    ADSE sabem o que isso é????

    Se derem a opção ADSE a todos os privados todos aceitam, mas não dão essa opção...infelizmente só os meninos e meninas do publico tem acesso.

    Mais???

    Eu dou-te mais uma:

    Numa empresa privada uma secretária/administrativa que trabalha que nem uma moura ganha 485 euros mês, no publico uma cabra alapada nas finanças o dia todo a limar as unhas e a ver o goucha na net mama 2000 euros? acham isto justo?

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  12. OlÁ BOM DIA!
    Quase explodi de regozijo ao ler este post e subscrevo na TOTALIDADE TODOS OS COMENTÁRIOS, porque os considero justos e oportunos.
    JUSTIÇA SOCIAL!
    Cadê ELA?
    Vamos todos trabalhar, alinhar e aprender com os nossos/vossos erros para crescer pró bem comum.
    Começa logo na nossa própria casa, nunca esquecer isto do exemplo.
    BEM HAJAM.
    LUTEM MAS SEJAM FELIZES DE CABEÇA ERGUIDA.
    Agora vou rezar e invocar "O ANJO DA GUARDA"!!!
    Kisses

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  13. Estou de acordo com a V.

    Não nos podemos esquecer que funcionários públicos há muitos, e não se pode comparar uma administrativa a uma pessoa que trabalhe nas finanças (é estúpido, mas de facto não é a mesma coisa, a mudança também devia passar por aí). Administrativas há muitas e na f.p. há muitas administrativas que também trabalham como umas mouras e chegam ao fim da carreira (sim, aos 65 anos) e nem 1000€ levam de reforma, enquanto um militar chega a alferes, faz o mesmo trabalho (os de administração, pelo menos) e ganha praticamente o mesmo (isto com quê? 20 e poucos anos?). E os militares até há poucos anos andavam a ser protegidos, agora é que já levam parte da tesourada também. Na função pública há muuita gente a receber salário mínimo, e para a média salarial ser superior à dos privados há alguns f.p. que ganham balúrdios de forma completamente abusiva. Daí concordar que se cortem as tais regalias que só parte dos f.p. tem (que mesmo assim, uns têm mais que outros) e aí já se poupava bastante, mais até do que dar esta tesourada em 'todos', que só prejudica os que ganham menos, porque os "senhores grandes f.p." têm sempre maneira de contornar a lei e de ainda levarem mais algum para casa. Ainda se ficam a rir, porque se podem queixar e no fim das contas continuam na sua rica vidinha enquanto o grosso dos f.p. alomba com as culpas todas.
    Quanto à ADSE, já teve melhores dias. Concordo que exista, só não sei se concordo que seja extensível além do próprio.

    Casos escandalosos há em todo o lado, mas ir pela via errada é quase tão ineficaz como não fazer nada. E ninguém me diz que isto não estava planeado há já muito tempo. Quem vivia bem, aquele bem de não ter de se preocupar com preços, continua nessa vida.

    No limite, se o privado se quer revoltar contra alguém, que não se revolte contra a massa de f.p. que tem regalias, que se revolte contra quem lhas deu.

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  14. Mr Smith

    Infelismente quem não sabe o que é a ADSE é o sr. Mas não vai tarde para aprender.

    A ADSE é um sistema de saude que funciona como PRIVADO explorado por um organismo publico. Os funcionarios publicos pagam mensalmente para a ADSE. É-lhes descontado do seu salario um valor directamente para a ADSE, no recibos do ordenado vem lá escrito claramente o valor todos os meses. ADSE ----valor x
    Cada funcionario paga um valor diferente consoante o que ganha, e digo já é muito caro
    e até ha 5 anos atras (+-)era OBRIGATORIO, nenhum funcionario podia recusar pagar a ADSE, se quisesse optar por outro sistema de saude tinha que ter a ADSE na mesma. Quero ainda acrescentar que os funcionarios publicos descontam como toda a gente para o sistema nacional de saude SNS/caixa, e em paralelo pagam a ADSE. Tendo no total 2 sistemas de saude obrigatorios que não podem fugir.

    Depois de decadas de queixas, pois havia pessoas que não queriam ter de pagar dois sistemas.
    Ha 5 anos atras o governo disse. OK voces já não sao obrigados a ter e pagar a caixa/SNS e ADSE ao mesmo tempo. Apartir de agora quem quiser desistir da ADSE pode e deixara de pagar esse valor, nunca mais podendo usufruir desse seguro mesmo se quiser voltar. E assim foi, actualmente alguns funcionarios só descontam para a caixa/SNN e outros continuam a descontar para a SNS/caixa e a pagar mensalmente para a ADSE, mantendo os dois sistemas.


    Para a proxima vez que falar fale com conhecimento de causa porque só assim é que podemos todos evoluir para um pais melhor, não é a dizer o que o resto da manada diz, só porque sim.

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  15. esqueci de assinar a explicaçao da ADSE

    2w

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  16. Ms smith


    Mas onde, é que uma admistrativa que trabalhe no atendimento das finansas ganha 2000 euros por mes???? voce vive numa realidade paralela.

    Quem nos dera a todos que os ordenados em Portugal fossem desse calibre. Eu muito sinseramente adoraria que isso fosse verdade. Quanto mais os outros ganhassem melhor era a qualidade de vida da população, haveria uma redução de criminalidade e um aumento directo do consumo.
    E eu como não sou nem psiquiatra nem funeraria só tenho a ganhar com o aumento de vida dos outros. Quanto mais miseravel é a populaçao mais miseravel eu sou.


    2w

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  17. Não generalizemos o que não pode ser generalizado. Em vez de se virarem uns contra os outros, talvez seja mais eficaz juntarmo-nos e lutarmos pelo país, contra os que persistentemente o andam a pilhar para proveito próprio.

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  18. Sr Anónimo eu sei do que falo e você também sabe, só disse que era muito caro a ADSE mas não disse quanto !!!!

    Mas eu digo - é 1,5% do salário !!!!

    Quem ganha 1000 euros por mês paga 15 euros para a ADSE, 15 Euros por um seguro de saúde que abrange o agregado familiar !!!!!!

    Isto é o sonho de qualquer trabalhador do privado, você dia que é caro porque nunca se deu ao trabalho de ver quanto custa um seguro de saúde.


    Não há funcionários no atendimento a ganhar 2000 euros/ mês????? sejam honestos, eu conheço alguns, alias conheço alguns que entraram para lá nos anos 80/90 que nem o 9º ano tem e ganham 2000 euros de ordenado, não sejam mentirosos, com as progressões na carreira os escalões etc etc etc.....

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  19. Mr. Smith, vou enfiar a carapuça e assumir que o seu comentário era uma resposta ao meu. Quando me referi a «"regalias" (se existissem e não existem)» pareceu-me óbvio que não seria interpretada como estando a referir-me às regalias da FP, o que seria, aliás, contraditório com o que escrevi a seguir, em que fiz clara referência a alguns privilégios da FP. Referia-me, sim, à dicotomia despesa/receita de um Estado, no sentido de estar contra a ideia que me pareceu decorrer da expressão do POC ("Se o Estado está mal, é normal que sejam o seus funcionários a acarretar maior esforço") de que a despesa do Estado devia ser mais suportada pelos funcionários públicos. Perguntava eu se o que se pretendia era que a despesa pública fosse mais suportada pela FP do que pelos privados e que a receita pública, se existisse (e é esta que não existe),fosse distribuída por todos, públicos e privados.
    Quanto à ADSE já foi explicado que os FP descontam para a ADSE. Se quer que lhe diga, o que me choca é, por exemplo, o facto de se andarem a fechar hospitais e muitos deles rebentarem pelas costuras enquanto as Forças Armadas têm hospitais próprios que, tanto quanto sei, não estão sobrelotados. Parece-me, em tempo de crise, um desperdício de dinheiro e recursos que podiam ser utilizados por todos.
    Quanto à senhora das Finanças que lima as unhas, profissionais maus há em todo o lado, público ou privado (assim como os bons profissionais). A grande vantagem da funcionária das Finanças que lima as unhas face à secretária é o sentimento de impunidade. A das Finanças, se não trabalhar, não sofre grandes consequências (ou, pelo menos, não sofria até há uns tempos). O problema não é exclusivamente remuneratório. É também de impunidade e desresponsabilização. E isto é um problema transversal ao sector público e órgãos de soberania. Um país onde se não se trabalha não se é despedido ou onde se se cometem graves erros ou crimes não se é julgado, penalizado, etc., não é um país que possa funcionar em pleno. A certeza de que os actos praticados têm consequências é uma grande força motriz para que se tente melhorar a produtividade. Mas isto não é exclusivo dos funcionários públicos. E há, de facto, funcionários públicos que trabalham e alguns trabalham muito. Não se pode tomar todos por um. Assim como nem todos os trabalhadores do privado são uns desgraçadinhos. Também há quem não trabalhe ou cometa erros gravíssimos e não possa ser despedido, porque a lei laboral não é flexível o suficiente, porque há sindicatos por trás (que se preocupam mais em manter o "estatuto" do que em verdadeiramente defender o trabalhador, diga-se), porque os tribunais dão quase sempre razão ao trabalhador, faça o que ele faça (incluindo cometer crimes).
    Mas mudar isto implica mexer com poderes instalados e isso é o grande drama deste país. E é transversal a toda a sociedade, é um problema de mentalidade, de tradição, etc. Vivemos num país muito solidário com a desgraça alheia, que faz muitos donativos para o Banco Alimentar, etc., mas quando se trata de ceder em "direitos adquiridos" porque são incomportáveis cai o Carmo e a Trindade. O funcionário público normal ficou sem subsídios de férias e de Natal, mas os "grandes" passaram a receber suplementos remuneratórios no valor do salário 2 vezes por ano. Os trabalhadores da CP, Metro, TAP, etc. fazem greves a torto e a direito, muitas vezes por coisas mínimas aos olhos de um povo que começa a ter que pedir e furtar para comer, sem se preocuparem se paralisam um país, uma cidade, se impedem que outros nesses dias trabalhem para poderem pagar as despesas no fim do mês. E como estes há outros tantos. Somos um povo perito na máxima "com o mal dos outros posso eu bem" e depois espantamo-nos com o Presidente da República que temos...

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  20. V. por acaso não era para si nem podia ser, até porque os seus comentários são coerentes.

    No privado estamos a assistir ao aproveitamento e boleia destas politicas deste governo, com os funcionários mais antigos e com ordenados mais altos a serem despedidos e trocados por novos com pouco mais que o ordenado minimo.

    E isto é que está a retirar o poder de compra ao país e a empobrecer o mesmo.

    Eu não sou contra as regalias do publico, só acho é que devia ser equivalente para todos. As boas, não as más.

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  21. Mr Smith
    Depreendo que foi para mim o seu comentário, pois o Sr. acha que explicar o funcionamento da ADSE uma coisa incoerente.

    Acha também incoerente o facto de eu ter dito que, quem me dera que a maior parte dos funcionários públicos (assim como os privados digo já) ganhassem bem pois se todos ganhassem melhor, a qualidade de vida da população aumentava bastante, haveria uma redução de criminalidade e um aumento directo do consumo.

    Acha também incoerente quando disse a primeira vez que; nem os funcionários públicos nem os privados deviam por pagar uma crise que não fizeram.

    Também acha incoerente quando eu disse que quanto mais miserável é a população mais miserável eu sou.

    Mas de certeza que o que o Sr. acha mesmo incoerente é que eu não chamo ninguém que não conheço, principalmente atras de um nick de internet de: cabras alapadas e de mentirosos.
    Fruto da educação que tive, não preciso de ofender ninguém para passar as minhas ideias, não preciso de ser mal-educada ou agressiva.

    E pasme-se não sou, nunca fui e não tenho intenções de ser, funcionária pública.

    2w

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  22. Novo Blogue:
    http://piratasvermelhos.blogspot.com/

    Por favor visite e divulgue.

    Obrigado

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  23. Olá!
    Bom dia, para quem se esforça por torna-lo melhor e digno...
    Vou sair rapidamente antes que apanhe uma farpa(míssel) e a minha plataforma faça ricochete, porque «quem não se sente não é filho de boa gente» e por aqui estão a faltar as boas maneiras por parte de anónimas inteligentes,... mas prepotentes, calculistas, e cobardes.
    Harmonizem, acalmem os ânimos, deixem os rancores e só assim partilham de um MUNDO MELHOR.
    Haja bom senso e humildade q.b.
    Esforcem-se!!!

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  24. Bem, este assunto vai sempre gerar muita polémica mas há sempre aqui um ponto que não é falado. Se uma empresa privada (e não estou a falar de grandes empresas nem de grandes bancos) estiver sem dinheiro e a ir a falência quem é que sofre com isso? Pois... Os seus próprios empregados.... Então se a "empresa" que é o Estado está mal quem devia "sofrer" com isso? Pois, os seus proprios empregados, ou seja os funcionários publicos.. Porque se eu tiver um empresa e ela for a falência não é aos FP que vou buscar o dinheiro para a "segurar"... E quando uma pessoa vai trabalhar para a Função Publica sabem bem o que pode esperar.... Ainda por cima no país em que estamos...

    Ass.Nez

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  25. Mas esse ponto é "falado", Nez. É que o Estado não é uma "empresa" como a supermercado do Senhor Manuel que emprega 10 empregados (para não falarmos em grandes empresas, pronto). Tanto quanto sei, o supermercado do Senhor Manuel não constrói, nem assegura a manutenção de, hospitais, escolas, infantários e por aí adiante. E as pessoas parecem esquecer-se que, a par de muito dinheiro mal gasto e que serve para encher bolsos de umas quantas pessoas/empresas/fundações, etc., o Estado, como Estado social que é, também tem esta vertente e todos a usamos, em maior ou menor grau. Por isso não me parece "justo" que seja a FP a arcar com todas as despesas.
    Não percebo nada de Economia. Sei que precisamos de reduzir a despesa pública e que isso passa por reduzir o custo (gigantesco) da máquina estatal pesadíssima que temos (um problema que não é de agora e que, creio, em tempos nos permitiu "aguentar o barco" porque o aumento de despesa pública permitiu reduzir a taxa de desemprego). Cortar os subsídios da FP era um modo de cortar na despesa pública (ainda que me pareça que haveria outras soluções bem melhores, mas isso mexeria nos bolsos dos grandes e dos seus filhos, amigos, sobrinhos, afilhados, etc., e todos sabemos que, por mais que mudemos de governantes, neste ponto, venha quem vier, ninguém é diferente. É sempre a meter no seu próprio bolso). Mas achar que a FP tem de pagar "mais" esta crise que outro cidadão não me parece justo, porque eu, trabalhadora do privado, também estudei em escolas públicas, numa universidade pública e utilizo o SNS. Portanto, também tenho a minha quota-parte de responsabilidade para com a "empresa" Estado e também contribuí para a despesa pública. Há que acabar com os privilégios da FP, isso sim, equipará-los a trabalhadores privados. Mas continuamos com um problema. Há demasiados funcionários públicos neste país. A solução é despedi-los? E depois quem é que lhes paga subsídio de desemprego? Vamos descontar ainda mais para que a Segurança Social consiga arcar com mais essa despesa? Já temos uma percentagem de desempregados tão elevada e grande parte deles, infelizmente, sem quaisquer perspectivas de voltarem a ser reintegrados no mercado de trabalho. Vamos engrossar essa percentagem ainda mais? Isto é uma pescada de rabo na boca, um ciclo vicioso. Francamente, parece-me um dilema muito complicado de resolver. Privatizamos tudo? Mudamos todos de país e o último a sair que apague a luz?

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  26. V. o assegurar de uma escola de universidades e mais importante de Saúde de uma forma "gratuita" são obrigações do estado, por isso nós contribuímos com os nossos impostos em sede de IRS e no que você desconta para a segurança social.

    Agora, não podemos é ser chamados a pagar 2 vezes um determinado serviço, pagamos nos impostos e pagamos quando vamos ao hospital.

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  27. Mas não chega, Mr. Smith, o problema é esse. Não há dinheiro e infelizmente não cresce nas árvores. Nem para nós, nem para o Estado.

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  28. Não chega porque eles não querem que chegue. Essa é que é a realidade.

    Nem nunca há-de chegar.

    Repare, eu sou leigo, mas faço esta pergunta, se o estado precisa de dinheiro para quê vender a empresa que mais lucro dá em Portugal (EDP)?

    Entrou dinheiro agora sim senhor, mas a médio prazo é um negócio ruinoso.

    Está-se a entregar tudo aos privados e ainda por cima a estrangeiros, mas sendo estrangeiros ou portugueses a merda é a mesma, pois eles fogem com a tributação do capital para paraísos fiscais e Portugal recebe 0.

    Eu não sou contra a FP, antes pelo contrário, eu defendo que cada vez mais haja mais FP, só assim o país consegue andar para a frente, mais um ano com o ritmo que estamos a levar, e pode ter a certeza que nos vamos andar a matar todos na rua uns aos outros.

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  29. Cum catano, isto já parece um blog à séria a discutir política e tudo ...
    POC tens que mandar esta gente toda ir limpar as mesas que estão cheias de garrafas de mines vazias e as cascas de tremoços que estão no chão.

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  30. O problema é que muitos dos funcionários públicos, administração central, local e autónoma, só estão nos quadros porque durante muito tempo o estado quis esconder enómenos de desemprego, nomeadamente local, e se transformou num grande empregador local.

    Como o governo não tem a coragem, nem o dinheiro para reduzir significativamente o nýumero de funcionários, optou pela forma mais fácil e inconstitucional de tentar sonegar direitos conseagrados na lei, ainda por cima a um grupo específico - funcionários públicos e reformados.

    Assim sendo e porque num estado de direito, os tribunais devem vigiar os governos e evitar ue estes exorbitem, os senhores do TC, não sei se motivados pelo interesse próprio, lá se decidiram a mexer o cu e agir, pena que sobre o código de trabalho estejam calados, mas enfim.

    Num país governado por esta cáfila corrupta que alimenta e é alimentada pelos grandes grupos privados portugueses, se isto não é verdade expliquem-me para onde vão os ex-ministros quando saiem dos governos, há 38 anos, isto só lá vai quando os portugueses, nomeadamente os do costume, se fartarem e decidirem pôr cobro na tripa forra em que esta canalha vive e faz viver os seus

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  31. Os ex membros do governo vão cobrar os favores que fizeram enquanto membros do governo, ainda ontem vimos na reportagem que deu na TVI os ordenados criminosos que muitos dos ex governantes recebem, e aqui estão todos na mesma gamela, quer ps quer psd, porque no que se trata de roubar e mamar são os 2 iguais.

    Em relação ao TC chumbou o corte, mas para o governo tanto aquece como arrefece, pois eles já avisaram que não cortam de uma maneira cortam de outra, com impostos extraordinários e desta vez vai ser pior, vai ser imposto extraordinário sobre o 13º e 14º a todos, quer FP quer privados.

    BCool, eu apanho as garrafas tu apanhas as cascas dos tremoços, depois trocamos.

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  32. Cheguei tarde a esta discussão mas tenho que dizer q estás errado. Não são os funcionários do estado que têm de pagar a crise. Têm tanta culpa dela como qqr outro trabalhador.

    É imoral que se retire os subsídios aos FP. E os trabalhadores do privado não vão ficar sem subsídios. Isso é treta. O q pode acontecer é ser aplicado uma sobretaxa como foi no sub. natal do ano passado. E isso afecta TODOS os trabalhadores. No meio da roubalheira que é isto, todos pagarem um imposto é o mais justo dentro desta injustiça toda.

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  33. Também tenho funcionários publicos na familia e estou de acordo contigo. A não esquecer que há beneficios que eles têm que os funcionarios do sector privado não têm. e isso não conta?

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