Dia Mundial da Loucura

Pois é. Hoje é o Dia Mundial da Loucura. Inventei agora. E porquê? Porque é dia 29 de Fevereiro. Aquele dia que nunca acontece. Ou quase.

Se alguém tiver alguma loucura para cometer, que a faça hoje. Ainda têm umas horas.
O Simão, Escuta, dá total liberdade para isso. Desde que a loucura seja não fazer falecer alguém.

Portanto caros leitores (Anónimo, tu também pah, dá cá um abraço), se sentem um fraquinho por alguém, hoje é o dia. Do outro lado não podem sequer recusar (está nos livros). Porque não vai contar.
Ou melhor, só conta daqui a 4 anos, mas aí o crime já prescreveu.

Cambada de pervertidos!
E por falar em beijinhos na boca (ahn, quem?!), vou contar-vos uma história engraçada que ocorreu na Escócia, a respeito dos anos bissextos e seus mitos e tradições.

Tradição? Comigo era assim. Vota Simão, Escuta!
Antigamente, apenas os homens podiam pedir uma mulher em casamento. Pois bem, no século XIII, cheias de amor pelos seus mais-que-tudo, mas também cheias de raiva pela discriminação social que as impedia de pedir a mão dos homens, as mulheres conseguiram furar a tradição. Parcialmente.

Foi-lhes então dada permissão para pedirem um homem em casamento. Mas apenas em anos bissextos! Ou seja, dia 29 de Fevereiro era o dia do mulherio enlouquecido sair à rua para pedir, não só mãos, mas também pénis em casamento.

A saída louca do mulherio a 29 de Fevereiro (Séc. XIII)
Mas, e há sempre um mas, se o escolhido não concordasse em casar-se, era obrigado a pagar uma multa!
Quer dizer, aparece-me uma Jennifer Lopez a implorar para me casar com ela...e se eu não quisesse, ainda tinha que pagar multa?! Não há direito...

E é por esta mescla de sentimentos entre o amor e o ódio que hoje descobri donde vem esta bela expressão, "a linha que separa o amor do ódio, é uma linha muito ténue". Ou algo parecido.
Os escoceses são os responsáveis por terem enlouquecido as mulheres! E agora temos que pagar por isso! Ora nos amam, ora nos odeiam! E conseguem fazê-lo ao mesmo tempo!

Vai soprar à prima pah, estragaste tudo!
Escocês, se me estás a ouvir, lixaste isto tudo pah!


Nota da Gerência: o tema de hoje, bem como a história da Wikipédia, são sugestões duma especial leitora, a qual se mantém no anonimato. E não vou confirmar nem desmentir que se trata da Odete Santos.

29 anos de Vida, 108 de Orgulho

Como alguns sabem, sou um tipo descompensado quando quero. A maior parte das vezes essa descompensação estará relacionada com futebol. 

Sou um cavalheiro, sou bem educado. Uma jóia de moço portanto. 
Mas quando existe uma bola de futebol por perto, seja para jogar ou para ver o Benfica, torno-me um ser altamente irritante, perco as maneiras, grito e uso frequentemente o vernáculo. Torno-me um selvagem, mas sem violência física (um "tapinha" não conta como agressão, mas isso são outros futebóis - sim, onde também se marcam golos, e de antologia ).

Era miúdo, muito miúdo. Mas guardo uma memória passada em casa dos meus Avós, onde os meus Tios viram um jogo importantíssimo do Benfica. Numa sala própria para o efeito, havia uma bandeira enorme pendurada na parede, por cima do sofá. E antes, ao entrar em casa, fizeram-me tirar os sapatos e fazer uma vénia em frente à televisão. E eu fiz. Porque eu era do Benfica, mesmo antes de o ser.
Não tenho nenhuma memória de sequer terem havido dúvidas. De existirem miúdos doutros clubes, de existirem influências. Nada. Nasceu comigo. Dizem vocês "o teu pai de certeza que te fez a cabeça!". Bom, o meu querido Pai, para além de ter dois pés esquerdos, não gosta de futebol. Os motores são a sua paixão. Portanto sim, nasceu comigo. E os meus tios souberam explorar esta minha característica.


Tenho saudades desses tempos. De estarmos todos juntos a ver o Benfica. De vibrarmos, da emoção, da alegria. Mesmo que eu não percebesse exactamente o que ali se disputava. 
Com o tempo piorei. Ou aprimorei, talvez. Tornei-me no mais fervoroso adepto de todos nós. Sofro muito, enervo-me, choro de alegria e de tristeza. Vivo intensamente esta relação de amor. 

O Tio mais novo, apesar de achar que vamos descer de divisão quando sofremos um golo, foi quem se recuperou. O ano passado convenci-o a voltar a ser sócio e a comprar cativo junto a nós. Diverte-se, gosta, já sente novamente a magia que é estar com amigos no Estádio. 
O Tio do meio é um borlista. Gosta, mas já são raras as vezes que vibra a sério. Já lhe ofereci um kit de sócio, mas nem assim. 
O Tio mais velho recusa-se a ir ao Estádio, já só vê alguns jogos. Quando vamos a Liverpool, Manchester, etc., vem sempre com teorias de que aos 5 minutos já estamos a ser goleados.
O Pai já sabem, está fora disto.
A Mãe foi ensinada. Tornou-se sócia. Adora ir ao Estádio, vai pouco, mas vai. De resto acompanha sempre pela televisão. E apesar de não perceber grande coisa da poda, incentiva-os e faz um género de macumbas para marcarmos golo. Ela acha que resulta. Prefiro que continue a acreditar que sim.
A Mana, sócia é. Mas com muita pena minha, já não vibra tanto. É raro ir à Luz. Às vezes está em casa e vê os jogos apenas parcialmente. Dói-me a alma.
O meu mais velho é sócio desde que nasceu. Mas eu não tenho mais velho. Adiante.


Depois os amigos. Bom, às vezes gostava que me acompanhassem um pouco mais nestes desvarios. Porque ir apoiar o nosso Clube a outras cidades ou Países, é algo profundamente belo. Conhecem-se locais novos, pessoas novas, costumes diferentes. Trazem-se histórias engraçadas, mesmo que o resultado seja deprimente. Unimo-nos em torno do mesmo. Juntos somos mais fortes. 

Desejo, no dia de hoje, tal como quem trinca a vela debaixo da mesa, que possamos todos, família e amigos, partilharmos mais momentos de qualidade. Porque independentemente dos resultados, são momentos de qualidade.

Não quero dar lições de benfiquismo ou sequer tentar explicar porque razão sou tão apaixonado. Mas avanço com um dos meus motivos:
Todos já sofremos mais ou menos, mas sofremos. E cada um agarra-se ao que pode, ao que gosta. Fazemos tudo para superarmos a dor e seguir em frente.
Porque um dia, a mulher de quem gostamos pode abandonar-nos. Ou um amigo. Um familiar. E quem nunca me abandona é o Benfica. Sempre presente, sempre na minha vida. Nos bons e nos maus momentos, está comigo. E é por isso que nunca o abandono. Porque juntos, somos mais fortes.


Parabéns Benfica. Obrigado Sr. Cosme Damião.

Óscares à Simão - inquérito #6

Pois é, foi noite (ou dia para eles) de Óscares. Coisa para me fazer adormecer para lá das 3h da manhã. Não propriamente pelo espectáculo em si, o qual até acho alguma graça (Billy Cristal tem boas tiradas, fizeram também um sketch muito bom), mas mais porque era domingo, dia passado a pastelar, meditar e o sono a escapar.

Um dos momentos altos (provavelmente o mais alto de todos), foi protagonizado pelo Almirante General Aladeen, figura principal do filme O Ditador.
Depois de ter sido banido da Cerimónia, o Almirante General ameaçou publicamente a Academia, exigindo os seus ingressos (para ele e para Hilary Swank, a quem ofereceu 2 milhões de dólares para ser sua acompanhante) para a entrega dos prémios. Como não poderia deixar de ser, os bilhetes foram entregues e ontem tivemos direito a descobrir que "Kim Jong-Il jogava ténis" com o Almirante, o qual se apresentou vestido com John Galiano e meias K-Mart, porque "meias são meias, não gastes dinheiro". Vale a pena:


Ora, e porque as estatuetas douradas já foram entregues, nós aqui no Simão, Escuta, queremos entregar o prémio que todos esperam: o Simão de Latão.

Para tal, contamos convosco para elegermos o melhor desfile da noite.
A concurso, e puramente numa visão intrínseca do que é realmente o cinema e seus intervenientes, deixo-vos para eleição da "Estátua em melhor condição":

Stacy Kiebler
Angelina Jolie
Jennifer Lopez
Milla Jovovich

Penélope Cruz
A votação está aberta, ali à direita, no sítio do costume!


Nota da Gerência: quem, depois disto, ainda vier com cantigas de que a Angeline Jolie é isto e aquilo, bem pode ir pregar para o deserto.

Bimby, ou o MacGuyver da cozinha

Sou um Homem. Um homenzarrão. 
Sou uma jóia de moço quando é preciso. Sou um rapaz às direitas. Tem vezes que consigo ser incompetente, profissional, medricas e aventureiro. Com juízo e destravado das ideias. Uso o cabelo grande e rapado. Também sei ser um taberneiro quando é preciso (no Estádio, eles precisam de mim - o sector 7, 8 e 9, os jogadores e o Jesus). Uso boxers justos em vez daqueles largos. Uso barba, não a uso ou até posso andar de bigode. Tenho tudo. Mas também tenho um aspecto menos positivo: não sei cozinhar. 

Queridas Raparigas, Senhoras, Mulheres e Pêgas (tenho muita esperança que alguma me leia): não sou perfeito. É verdade. Mas quero aqui assegurar que vou trabalhar bastante neste aspecto. Por vocês. E direi eu, talvez também por mim...

Bom, dizer que não sei cozinhar é de certa forma redutor. Lembro-me perfeitamente de ainda viver no Estoril (hoje até tenho um pólo da Gant, mas não sou assim tão betinho, calma) e ter preparado um manjar dos Deuses. 
Esganado de fome, pus o avental (daqueles não maçónicos) e enfrentei a cozinha como ninguém. Sussurrei-lhe ao ouvido: "eu não te magoo, tu não me magoas. Porque se me magoas, pego-te fogo de seguida". Feitas as apresentações, tive de pensar no que ia fazer...
Pus um pão sobre a bancada, abri o frigorífico, tirei duas salsichas (e não salchichas) - que mais tarde a minha mamã disse que tinham bolor e eram para o lixo -, juntei mostarda et voilá: só não é o melhor cachorro do mundo porque os bares dentro do Estádio conseguem fazer pior.


E portanto agradeço que me respeitem um pouco.

Posto isto, quero discutir um assunto deveras importante para cozinheiros, com mais ou menos conhecimentos: a Bimby!
Justifica-se o investimento de €1000 neste robô de cozinha que mais parece um MacGuyver, pronto a salvar-nos uma refeição rápida à base só dum canivete suíço e uma pitada de sal? Ganha-se efectivamente tempo? A comida é boa? Ou é só para safar? As bebidas ficam "sim senhor"? Os gelados são bons? E as sopas?


A minha mamã não tem Bimby. Diz que até deve dar jeito, mas que para ela, cozinhar é um gosto, e passar por cima de determinados pormenores, enfim...custa-lhe. E que provavelmente não será possível dar o mesmo cunho pessoal que nos cozinhados tradicionais.

Agora pergunto eu: alguém tem Bimby? E usa regularmente? A vida mudou? Tornaram-se mais atraentes?

Fica a promessa de que, independentemente da possível existência dum robô, vou aprender os mínimos na cozinha. E depois organizamos o 24ª jantar do Simão, Escuta. Comigo na cozinha e O Lendário Fábio Ivanildo no bar (não há melhor que ele para isso, um entendido na matéria, reconhecido internacionalmente).

A coerência, ou a falta dela. A amizade.

Não quer dizer que seja o tipo mais coerente do mundo. Aqui e ali, já disse uma coisa e depois não a levei até ao fim. Já me portei mal, mas não com o propósito de magoar alguém. Venha de lá a célebre frase, "quem nunca errou, que atire a primeira pedra".

Mas quando vejo gente que faz mal aos outros gratuitamente, que faz jogo duplo, que à frente diz e parece uma coisa, mas nas costas é o reverso da medalha, tenho tendência a marcar, para sempre, estas pessoas. É um carimbo, um rótulo. Porque não me revejo na maldade.
Até aqui tudo bem, não me choca. Há disto em todo o lado. Eventualmente todos nos cruzamos com gente assim.

No lado de lá, que devia ser o de cá, fica sempre alguém que, ou é inocente, ou é bem enganado. Ou até já desconfia do que vem dali e te tenta avisar.
E tu simpatizas com essa pessoa, porque ela realmente é mais digna, porque sofreu injustamente, porque topou, há muito tempo, que do outro lado não vinha coisa boa.
Mas depois tu tens que deixar de simpatizar. Tens. Porque quem, no final do dia, prefere aliar-se a gente desta, sem escrúpulos, não pode, afinal, ser boa. Não pode ser aquilo que pensavas.
E porque fazem isto? Simplesmente porque é mais fácil. Porque dá mais jeito. Porque se é fraco de espírito. 
De repente, aquela história que te mantinha por perto, mais parece um filme de comédia, com maus actores e realizadores, todos a darem-se lindamente numa hipocrisia sublime.

E agora pergunto eu: se posso atravessar um rio a nado, sem perigo, porque hei-de arriscar por o pézinho noutro, com piranhas prontas a atacarem?
Definitivamente, rios cujo leito são sinuosos e falsos, não são para mim. Até porque não sei, até que ponto, estes rios não vão desaguar em águas não navegáveis. Ou talvez até saiba, só não conseguindo prever o momento desse episódio apocalíptico.


É por isto, meus amigos, que sois tão importantes para mim.


Nota da Gerência: a parvoíce volta dentro de momentos.

Prémio Intergaláctico - blogue com melhor cabeçalho

Um comentário que fiz, por brincadeira, num dos blogues que gosto particularmente de visitar (Crónicas Rosa Cueca), deu-me efectivamente esta brilhante (mas que não chega a ofuscar) ideia: a de, identificar, os blogues com melhor cabeçalho por esse mundo fora. Sendo que Portugal acaba de receber um wild card para este concurso e será, também ele, incluíndo no escrutínio. Com Regiões Autónomas e tudo, que aqui não há mar que separe este Continente imenso que é Portugal.

Aqui não queremos eleger qual o melhor blogue disto ou daquilo. Isso não interessa a ninguém. Já se fizeram concursos para isso e não tem graça nenhuma. Aqui só interessa o cabeçalho! Ou é fantástico ou não. E se for fantástico, terá lugar no nosso coração.

Como tal, e atendendo a que eu é que mando nisto, resolvi criar 5 categorias de blogues, os quais vão, separadamente a votação. As categorias são:

- Humor;
- Diário Masculino;
- Diário Feminino;
- Desporto;
- Vários.


Regras:
- Tenho 4 escolhas para cada uma das cinco categorias. O 5º elemento que irá a votação, será escolhido por vós até final da semana, onde espero que, na caixa de comentários, deixem as vossas sugestões;
- Daquilo que leio, só tenho blogues portugueses e brasileiros na lista, daí preferir que tragam exemplos apenas de língua Portuguesa. Ou o que de mais perto consigam encontrar;
- O cabeçalho não deverá conter publicidade;
- O cabeçalho terá que ser algo criado para o efeito (blogues com fotografias espectaculares ficam de fora);
- 1 semana de votação por categoria;
- independentemente da categoria em que estão inseridos, irá ser apurado o Campeão Intergaláctico, o blogue com mais votos.

Prémio: para o blogue que se sagrar vencedor absoluto, um CD dos Ministars ou dos Starkids, autografado por um dos membros.


Sugestão: para "Diário Masculino", e para 5º concorrente, podiam votar num blogue que é a minha principal referência na blogosfera, o "Simão, Escuta". O autor ficava contente de entrar na votação. E o seu cabeçalho nem é nada mau...

                                                        A música de arranque do projecto

Cumprimentos da Gerência.

O blogue é do Simão, Escuta, mas faço o que quero dele

Tinha uma história e um vídeo sobre um cachorrinho com dias de idade, o qual ficou preso numa canalização mínima, bem abaixo do chão que vocês pisam. E conseguiram salvá-lo, depois de grande esforço. 
Achei muito querido. E foi por apelidar o cão de "cachorrinho" e de ter achado o vídeo "querido" que percebi que, se me apetecia fazer um artigo sem jeito nenhum, o melhor mesmo era colocar um mais másculo, por exemplo, sobre gente a quem se o Euromilhões saísse, não deixaria de ser um prémio menor.

Ora, se tiverem paciência, vejam aqui umas coisas giras. Algumas são de loucos...


Nota da Gerência: sim, o Simão não é rapaz para fazer posts destes, mas que raios, hoje já saiu um super interessante sobre cuecas e boxers, e este vídeo tem cenas do camano, por isso...poupem-me à dor. É Carnaval, ninguém leva a mal...

Nota da Gerência 2: quantos de vocês vão deixar de seguir o tasco depois deste post tão mau?

Comentário elevado a post #1 - Giromba

Ainda a propósito da discussão entre boxers Vs cuecas (ver aqui), o leitor Guga Gaidzak veio, finalmente, esclarecer o povo acerca desta temática. Resumiu a coisa bem resumida, salvo seja. 
A respeito da opção "deixar tudo à bamba" ou cueca (vulgo truce)/boxer justo, julgo estarmos conversados.

Guga Gaidzak:

"E como fazem os gajos mais ''pacotudos'' de material consistente, necessitando de sustentação? ficamos a puxar a giromba a cada 5 minutos? enfiando as patas sujas nas calças para recolocar os bagos no lugar? Boxers servem para pernas finas, e pacotes modestos. E podem rir porque depois do estrago, quem ri por ultimo, ri melhor....."

www.dicionarioinformal.com.br/giromba

A Gerência agradece ao leitor.

New orders on the block

Eis que hoje estou com a "telha". E portanto nada de relevo tenho a dizer, senão só sai vernáculo.

Como tal, vou antes presentear-vos com as minhas mais recentes aquisições, acabadinhas de chegar da Amazon.
Para o surf, qualquer outra actividade desportiva, para uma viagem de amigos e para o camano, isto:

GoPro HD motorsport/surf

Para jogatanas de poker à noite, agarrado a um whisky e um cigarro, isto:

Dispensador e Baralhador de cartas

O problema: não sou nada de jeito no surf e não bebo whisky. Nem fumo. É melhor devolver as encomendas, certo?

Piada Farsola #3 - amor verdadeiro

Uma mulher conhece um homem num bar, conversam, entendem-se, conversa vai, conversa vem, acabam por sair juntos do bar e vão para o apartamento dele.
Chegando lá, ela vê uma estante com 3 prateleiras, com centenas de ursinhos de peluche. Na de baixo estão os mais pequenos, na do meio tamanho médio, e na de cima, os ursos grandes.


Ela, então, ficou a imaginar: Que homem sensível, com tantos ursinhos… Que pessoa tão especial… Mas decidiu não lhe dizer nada, e assim começou a beijá-lo impressionada com o seu lado sensível. Caíram na cama e tiveram, então, uma noite de sexo maravilhosa…

No dia seguinte, estão deitados na cama, a curtir o pós festa, e ela decide perguntar a sorrir:
- Então, que tal?
Ao que ele responde:
- Podes ir buscar um prémio à prateleira do meio.

Filipe, corre tudo bem por Brasília?

Um abraço.

O Efeito Borboleta

Todos gostaríamos de ter oportunidade de voltar atrás e emendar algumas coisas do passado. Todos talvez não. Até tenho uma visão que me diz que "se foi assim, é porque tinha de ser".

Mas ontem dei por mim a pensar que sim, que gostava de poder voltar atrás num Delorean ou algo parecido, de fazer como Doc Brown e Marty McFly e atravessar o tempo. Emendaria alguns erros dramáticos que cometi. E depois Back to the Future, para voltar ao dia de hoje e ser alguém melhor.
Será que se emendasse esses erros, iria interferir com o meu futuro? Com o de estranhos? Sim, decerto. Mas garanto que seria melhor para todos os que me rodeiam.


Tal como acontece provavelmente com todos nós, já dei por mim a pensar coisas como (e não vou pensar na típica "se tivesse rodas, era um camião"): 
- se não tivesse parado neste semáforo, ia dar-se um acidente que mudaria a minha e outras vidas;
- se não tivesse falhado um golo certo, a equipa subia divisão e teria de fazer diferentes deslocações, uma das quais fatal;
- se não tivesse criado este blogue, talvez não perdessem tempo a lê-lo, talvez saíssem mais cedo do emprego, talvez dessem de caras com o amor da vossa vida;
- se não tivesse caído numa esparrela, hoje seria mais feliz.

Esta sucessão de acontecimentos que poderiam ter-sido-mas-não-foram, e dos que infelizmente-aconteceram-e-fizeram-com-que-a-vida-não-fosse-assim-tão-boa, fazem parte dum fenómeno que percente à Teoria do Caos. Ou seja, imaginem que o simples bater de asas duma borboleta, pode fazer com que a sua deslocação de ar dê origem a um tufão no outro lado do mundo. Ridículo, não? A borboleta é uma alegoria, mas metaforicamente falando, faz sentido. A vida é, realmente, um conjunto de acontecimentos que se dão uns com os outros. E que se influenciam mutuamente. É este o Efeito Borboleta.

Diagrama da Trajectória de Lorenz

Ashton Kutcher, o bonitão que só faz comédias (That 70's Show), entre elas as românticas, é actor e co-produtor do filme Efeito Borboleta (2004). Já tinha ouvido falar dele, mas nunca tinha visto. Aconteceu ontem. Em boa hora. E claro, descobri que, afinal, o Kutcher não faz só filmes de beijinhos na boca e mundos perfeitos. Porque eles, os perfeitos, não existem.


Não querendo estragar a história do filme, digo-vos que fiquei siderado a olhar para a televisão. A respirar fundo, tanto de alívio como dor.
Nós, personagem, com oportunidade para reviver memórias passadas e poder alterá-las, somos invadidos por repercussões incríveis e inesperadas quando alteramos o futuro.

Mas a minha pergunta final é: quantos finais diferentes iria necessitar para emendar a minha vida? Um. Só um.

É dia dos namorados! Upa! Yupi! Hi5! Facenice!

Pois é. Chegou o dia. Dia dos Namorados. Que felicidade. Mas quanta alegria dentro de mim. Só me faltam os pontos de exclamação no final destas frases.
Sinto-me a encher, tipo balão, de tanta felicidade. Preciso libertar esta tensão. Alguém que me rebente com uma agulha. Alguém. Esperem, se der fenómenos de eructação talvez sirva. Brpe. Ahhhh...cumós ricos. Eructação é, para vós leigos, arrotar. E não me venham cá dizer "ah, és tão prepotente e convencido, achas que eu não sabia o que era isso?!". É que se já sabiam, peço que se retirem, porque não admito gente erudita neste tasco. Eu só soube porque foi o Anónimo quem me explicou.
Agora mais aliviado, posso continuar.

Estava eu a dizer que hoje é o Dia dos Namorados. O Dia mais feliz para eles. Ou um dos mais felizes.
Todos os casais estão apaixonados, todos são lindos, todos são maravilhosos. E todos vão ao mesmo restaurante. E todos vão dar beijinhos na boca. E todos vão dar as mãos. E todos vão ver se têm sorte no final da noite.

Eu pessoalmente nutro um carinho muito especial por este dia. Gostava mais era que os restaurantes estivessem todos fechados. E que os floristas estivessem em greve. 
Talvez assim a malta percebesse que o Dia dos Namorados é todos os dias. Ou deveria ser. E acabava-se com este consumismo absurdo.

Experimentem oferecer um presente só porque sim, sem motivo. Vão ver que terá muito mais valor, por muito "insignificante" que seja.

Por isso, que caia uma bomba em cima do Dia dos Namorados!


Até porque detesto ver tanta gente feliz...fico com náuseas...

PS: vocês têm 1 dia, eu tenho 364.

26/01/2011 - Ho Chi Minh (Diário na Ásia - #12)

Acordei bastante mal do estômago. Melhor da cabeça e do corpo, mas pior do estômago.
O Jota pensou ficar comigo no hotel, mas convenci-o a não perder Cu Chi. Além disso usei um melhor argumento, o facto do Alberto ficar a fazer-me companhia. O Alberto é o nosso amigo imaginário.
E lá foi o Jota ver os túneis da guerra, que os vietnamitas utilizaram para se abrigarem e surpreenderem os americanos. Mais de 200 km's deles.

A manhã foi muito dura, idas à casa-de-banho com frequência, inclusivamente vomitando a única coisa que consegui ingerir, um quarto duma sandes de queijo.
A mãe ligou, tive de mentir para eles não ficarem preocupados.
De tarde a temperatura baixou para os 37.4 e parece que melhorei um pouco.

O Jota chegou, e com ele fotografias fantásticas dos túneis. E esteve a disparar uma arma, coisa que também gostava de ter experimentado. 







Tem-me ajudado o sacana. É um bom amigo.

Estou triste e abatido. Tenho vontade de regressar a casa. Sinto saudades de tudo e todos. Sinto saudades tuas, e nem uma mensagem tive. 
Agora sinto que um mês é demais. É o que dá ficar sozinho no outro lado do mundo sem nada para fazer, depois de passar os últimos dias nas lonas, escondendo-o.

Estou de cama. São 17:30 aqui e vou parar de escrever.
Já não sei que fazer, principalmente não sei o que pensar. Estou a questionar tudo, desde a viagem, até à minha vida toda. Também era um dos objectivos da viagem, mas assim...
Tenho que arranjar forças.

(...)

OK, tomei um banho à hora do jantar e saímos para eu arejar e tentar comer qualquer coisa.
Fomos percorrendo a pé a zona do centro, acabando num restaurante mediterrânico, no fundo aquele que achei que poderia oferecer-me uma refeição mais condizente com o que o meu moribundo estômago necessita. Peito de frango grelhado, comi 3 ou 4 garfadas e tive que encostar à boxe.

Regressámos novamente a pé para o hotel, fazendo um trajecto mais longo para passearmos um pouco. 
Para além das lojas de marca (existem cá todas), ressalta à vista um ponto deveras interessante. Por cada quarteirão que se passa, existem algumas 5 casas da especialidade. E numa volta de 2 horas, somos abordados umas 20 ou 30 vezes por mulheres a oferecerem massagens e homens a dizerem "one beer, one girl". Chega a ser cansativo, tal e qual as outras pêgas. Falo das buzinas.

E chegou ao fim o dia mais difícil que tive até hoje. Espero que amanhã acorde melhor e com mais boas notícias do Benfica. Daqui a bocado está a valer a passagem às meias-finais da Taça.

Ah, e já contei a verdade à família sobre o meu estado de saúde.
Até amanhã.

O aspecto de ontem, o qual tentei esconder

Alô? O Sporting está?!


Chegou-me às mãos e, independentemente da cor clubística de cada um, está super nice!

O Simão já está no Facenice!

Mas anda tudo a mangar com a tropa?

Eu, que não tenho Facebook, fiz um Facenice para o Simão Escuta...e vocês, 0. Pronto, 0 não, mas 35. Que atendendo às milhões de visitas diárias que temos, é ridículo!


E na publicidade, já clicaram hoje? Como é que eu alimento o Simão? Hmm, Anh...não temos publicidade no tasco? Pois. Mas carreguem na mesma. Ou isso ou mandem vir com o Anónimo.

Para gritarem ao balcão a dizer "oh chefe, mais minis e tremoços!", isso já sabem vocês. Isso e arrotar  ao balcão. Cambada de gente interesseira...

Bom, para quem fizer o tão famoso Like hoje, entre as 17 e as 17:20, temos, em exclusivo:

Para homem,
- um presunto e uma boneca insuflável com as formas da Odete Santos; 
Para senhora,
- uma noite comigo e com o Simão. Sendo que eu só fico a ver e o Simão só engoma a roupa.

É aproveitar minha gente!!! Prometemos conteúdos exclusivos. E daí nem tanto.


A Gerência.

Porquê Simão Escuta?



Assim nasceu o blogue!


Certo dia, Simão Sabrosa, que tinha feito a sua formação de futebolista no Sporting de Lisboa, resolve voltar a Portugal para jogar no seu clube de sempre, de criança, duma vida: o SLBenfica. O Sporting de Lisboa reagiu mal: não queria pagar para o ter de volta, mas também não queria que assinasse pelo eterno rival. Do género do que os homens fazem às mulheres, e vice-versa: "não sei se gosto de ti mas não quero que te metas com outro".

Os adeptos viscondes ficam a espumar da boca quando Simão assina e começa a encantar de Águia ao peito. Entretanto já tinham aquela cantilena foleira. E todos sabem que eu tenho amigos foleiros. E gosto deles.

Após vários episódios em que tive de ouvir esta cantiga, surge o Portugal - Coreia do Norte, o célebre 7-0. Puxava-se por Portugal, mas alguns puxavam contra o Simão. A música vinha e, por cima de "tu és um filho da ***@" eu gritava "tu és um CAMPEÃO!".

Até aqui tudo bem. Mas o Simão fez um dos golos. E nessa altura eu festejei de raiva, quase parecia que sentia metade do que sinto quando joga o Maior. Que sucedeu? Bom, se vos escrevo é porque sobrevivi, mas acreditem que foi quase tão difícil como estrelar um ovo. 


Levei pancada. Mas estou aqui. 
Aquilo não era um jogo, era uma azia acumulada ao longo de anos e insucessos desportivos contra o Grande Capitão. Porque tal como aconteceu com Simão à época, João Mortinho Por-Sair o ano passado (FCP) e, mais recentemente, D'Eusébio o permita, há-de acontecer com Djaló, precisam todos de sair do Barcelona do Campo Grande para serem campeões.

Após alguma reflexão, decidi que a cantilena que os adeptos sportinguistas usavam contra Simão merecia uma adaptação oficial para "Simão, escuta, tu és um Campeão!". Era a forma possível de lutar contra este flagelo.

O blogue foi criado mas esteve parado durante muito tempo, até que um dia decidi que este poderia ser um espaço para eu e os amigos dos clubes rivais podermos conviver aqui, com insulto gratuito e garantido, muita risada e boa disposição. E fiz um ou outro post.
Mas depois pensei: "já há muitos blogues de futebol, e bons, e eu sigo-os e divirto-me imenso. Mais, os meus amigos na verdade são uns montes de esterco, não alinham nisto, vão dizer que sou um anormal (OK, se é para ofender com razão, tudo bem), que têm mais que fazer (como ir ao Facebook), que já não são crianças para estas coisas e mais o diabo-a-sete". E eu voltei a pensar: "então podem ir para a pilinha, seus malandros!", ao mesmo tempo que decidi que o blogue ia ser um espaço aberto a todos (vocês os 5, leitores habituais, obrigado mais uma vez) e sem nenhum tema específico.

Ora isto traz-me problemas: não consigo ter uma clientela fiel, que venha cá pelo motivo X ou Y. Mas tenho-vos a vocês (obrigado novamente aos 5), que são melhores ainda.
E assim vamos ficar. Pelo menos por enquanto.

E é esta a história deste tasco cheio de mau gosto, ordinarice, minis, tremoços mas, infelizmente, com poucas mamas! Ups, lá perdi eu mais uns leitores...


Um abraço da Gerência.

Aramis, a Mosqueteira?

Eram uma vez os três
Os famosos moscãoteiros
Do pequeno Dartacão
Tão bons companheiros

Bla bla bla, já todos conhecemos, agora calem-se, já chega. Pronto.

Na verdade, para além desta emblemática série um pouco mais infantil sobre os 3 Mosqueteiros e o D'Artagnan que afinal era Dartacão, havia a versão mais masculina e desenvolvida. E sim, também em desenhos animados. É verdade que a outra música ficou mais conhecida, mas a verdadeira série era esta.
Aqui fica o genérico:



Lembram-se disto?
Era fenomenal. Mas o que me faz escrever não é a música ou o saudosismo. Na verdade também é. Mas, e há sempre um mas, a verdadeira razão prende-se com...certo, já adivinharam, Aramis. 
Esta coisa de tentar dar emoção à escrita e fazer um "tchan tchan tchan" vai ter de acabar. Ou bem que dou títulos completamente absurdos aos posts, ou corro o risco de passar por parvo. 
Mas pronto, Aramis!


Espera, é de mim ou este gajo faz uma pose estranha?

Havia D'Artagnan, Athos, Porthos e Aramis. Os magníficos duma, à época, autêntica tropa de elite. Quatro tipos másculos, duros que nem um Rambo ao serviço do Rei de França, Luís XIII, certo? Errado. Aramis era roto. Não acreditam?! Ora bem, alguém se lembra do episódio em que Aramis é ferido no peito? Não?

Atentem agora no minuto 1:30 até ao 1:40:


OK! Afinal Aramis não era roto! Era afinal uma cinderela presa na indumentária de mosqueteiro! Está ali, eu vi, são mamas! E o outro pobre coitado fica em choque!
Para os mais desatentos, esta cena foi no seguimento do ferimento de Aramis. D'Artagnan quis ajudar o seu amigo, que se recusou, estranhamente, a ser ajudado. 

D'Artagnan, como rapaz perspicaz que é, já tinha notado alguns trejeitos estranhos no seu amigo:
- "ah, deixem estar, eu faço o jantar, quero dar um gostinho mesmo fofo neste cordon bleu". A sério, mas algum homem diz isso?! É um bife à tosta mista!
- "ai amigas, não liguem, fico mesmo irritadinha nesta altura do mês!";
- "ups, oh Porthos, já subi o passeio 2 vezes, ajudas-me a estacionar a charrete?".

Destes tiques nervosos de Aramis até ao perder das estribeiras vai um passo. Daí que D'Artagnan tenha arrancado a roupa do, perdão, da mosqueteira amiga. 
E se mais provas necessitam, vejam o colarzinho armado em Parfois que Aramis usava. No minuto 1:30, vê-se o colar a partir e a aparecer, qual truque do Luís de Matos, a figura da menina em trajes mais atraentes.

"Oh POC, não sejas imbecil, isso é tudo montagem em PhotoNice, só acredito se ele se tivesse assumido!"
OK, então primeiros 8 segundos do vídeo:



Qual caçador de mitos, desvendei-vos o mistério.

Se isto não é Serviço Público, não sei o que poderá ser.

Nova rubrica no tasco - Piada Farsola

Ali à direita, vão passar a encontrar esta imagem:
Se clicarem nela, serão levados para o submundo das piadas farçolas. Todas de empreitada. Coloco-as aqui e passam a estar disponíveis na página própria para o efeito.
Exacto, as piadas farsolas são aquelas que nos fazem esboçar um sorriso, que tanto pode ser de "epá, até teve graça", como "a sério, é desta que deixo de vir ao blogue!". E é nesse limbo que eu gosto de viver.

Quem quiser, pode contribuir para a decadência do espaço, enviando as suas para o email do tasco.

Hoje sai mais uma:

O capitão do cruzeiro Costa Concordia, Francesco Schettino, começou ontem o seu novo trabalho como motorista de autocarro. 




Djaló: os tintins e a tatuagem. Seja feita a vossa vontade

Como já terão visto, os resultados do último inquérito não me foram favoráveis.
Para quem não sabe do que se trata, aquando do rumor de que YanNice Djaló poderia assinar pelo Benfica, avancei com a promessa de que se esta hipotética transferência se concretizasse, entalava os tintins num portão de ferro.

Quase metade dos vossos votos traduziram-se em que eu entalasse os tintins num portão de ferro e, como se não batasse, tatuasse o Djaló nas costas.

Durante o fim-de-semana tive tempo para me compenetrar que o cliente tem sempre razão, mesmo que o queiramos mandar para determinado local não muito aprazível.
Foi também durante o fim-de-semana que percebi que quem frequenta este tasco de qualidade duvidosa, é gente de mal, gente que pára para ver acidentes, gente que diz "olha, olha agora, vão-lhe sair as tripas, está em sofrimento...traz as pipocas".

Mas como sou homem que honra as apostas que faz, estou cá para dar, literalmente, o corpo ao manifesto.

Ontem tratei de tudo e estou pronto para vos mostrar os resultados.
Não querendo ferir susceptibilidades, prefiro mostrar-vos uma fotografia do portão, depois do Anónimo mo ter fechado com toda a força, de forma a entalar os meus tintins. Por sorte e por uma questão de probabilidade, o portão acertou-me também no Menir, o que fez com que o resultado fosse este:


A polícia está metida ao barulho porque rebentei com o portão dele.
Fiquei com uns arranhões e estou a fazer gelo, mas os médicos dizem que posso retomar a actividade dentro de 24 horas. 

Em relação à tatuagem, queria uma imagem do Djaló a ocupar-me as costas, mas o tatuador disse-me que o Anónimo já tinha feito uma dessas e não tinha ficado bem, o cucuruto do novo Beckham português não cabia, ficou caído sobre o ombro e peito do Anónimo.
Decidimo-nos por algo mais low profile:


Espero que estejam todos felizes. 
À meia dúzia que me quis salvar, o meu obrigado. Têm as portas da chafarica abertas 24 horas. Até vos dou a chave. O último a sair feche a porta. São gente de bem.

Nota da Gerência: Djaló é nosso! Apoio-o com energia e, como diria Jorge Jesus, acardito que como extremo ainda nos vai ajudar!

Balonismo e a sorte da aterragem desportiva

Nunca tinha comido caviar, mas também nunca tinha andado de balão de ar quente. Optei pela segunda hipótese, o mais antigo meio aéreo de deslocação.

Com duas horas e meia de sono, tomei um duche e apontei baterias a Coruche, a cidade que justifica a célebre expressão "dar um passo atrás para dar dois em frente". Isto porque fui para Sul, apanhando a Ponte Vasco da Gama, para depois então seguir para o destino. Parece que agora é mais rápido assim.

Ah, mas para quem pensa que fui para a "night" e tal, desengane-se. Não fui. Tive foi que sair de casa às 06h da manhã! Uma "biolência", como diria a Luce.
A chegada a Coruche deu-se pelas 7:10. Estava a nascer o dia, com dois balões a serem preparados, um bastante maior que outro. O meu era o maior, cortesia do Simão Escuta.


A temperatura oscilava entre os 3 e os 6 graus negativos. Mas o frio é para meninos, mesmo que pareça que o nariz vai cair, os dedos já caíram e o Menir esteja em perigo.


Um holandês, radicado há 17 anos em Portugal, é o responsável pelo passeio. Tem 6 ajudantes, que o material é muito pesado, e tem ar de quem percebe da poda, apesar do balão ter um rasgo, o que me fez pensar que poderia ver ali uma oportunidade de pedir uma indemnização após acidente.


35 metros de balão demoram a encher, primeiro com ventoinha, depois com ar quente. E que ar quente! Aquilo parecia um lança-chamas, ou quatro, para ser mais justo. Um calor que fazia acabar com o Pólo Norte em 3 tempos. 


Já dentro do cesto do balão, vieram as hospedeiras (ou assistentes de bordo, perdão) dar as indicações de segurança. Quer dizer, não vieram, continuava a ser o holandês a tratar de tudo. Ele era comandante, capitão, comissário, presidente, técnico de manutenção, gajo que vai com as raquetes ajudar a estacionar. Era tudo. E era simpático. Disse que as condições eram boas, que não iríamos necessitar de fazer uma aterragem mais complicada, mas treinámos na mesma essa situação.

Subida rápida. Lá em cima parece que voamos a baixa velocidade, mas nem por isso, é impressão nossa. Consegue-se ver o Rio Tejo, a Serra da Arrábida, Lisboa. Tudo, ou quase. Estivemos a 5000 pés, cerca de 1.5 km. A vista é realmente bonita, o passeio vale a pena e é original. Com maior visibilidade, tinha sido ainda melhor.







Passado hora e pouco, era altura de aterrar em Bombel, pequena localidade na linha horizontal do Montijo, mas mais interior. Começa-se a descer e aí sim, percebe-se que voamos a uma velocidade interessante. Maior adrenalina. Em baixo, os bovinos assustam-se com o imponente balão e fogem. A chegada ao solo estava perto.


A oportunidade, neste caso, um campo aberto, estava próxima, mas rodeada de cabos de alta tensão. O campo não era enorme, daí que tenhamos tido a notícia: a aterragem ia ser "desportiva". De repente os planos mudaram. O vento é que manda, e a certa altura já não restam grandes hipóteses.
Guido, o holandês voador, tinha filmado o passeio com uma GoPro, a máquina que quero comprar (uma todo-o-terreno, à prova de água, choque, apoios para surf, carros, motas, etc.). Atirou a camara para o lado, pediu a todos que se agachassem no cesto em posição de segurança (agarrados a umas pegas) e largou o estilo relaxado para um mais preocupado. Antes de me agachar disse-lhe que podia filmar a aterragem, ele concordou e deu-me a GoPro para as mãos. 

Não vi grande coisa, mas filmei-o a ele e à aterragem, julgo eu. Assim que tiver o vídeo disponível, coloco-o aqui.
Batemos no solo a alguma velocidade por 3 vezes, saltavam pedaços de terra e algum pó. Guido gritou para nos agarrarmos pois ainda íamos tombar, mas não chegou a acontecer. Nunca me senti em perigo, mas foi emocionante. Se calhar de fora não teve grande piada, mas para quem lá ia, foi do melhor. 
A explicação era de que aquele balão, pelas suas grandes dimensões e pelas condicionantes inesperadas, pode tornar-se num comboio desgovernado que leva tudo à frente. Não foi o caso, imobilizámo-nos antes disso.

O balão mais pequeno

No chão e já sem dedos dos pés (perdi dois no frio), aguardámos a chegada da equipa de apoio e lá regressámos a Coruche para encerrar a experiência.


Não fosse a aterragem e tinha achado o balonismo apenas engraçado e com uma visão magnífica sobre o solo. Assim fiquei a gostar.