Piratão, ninguém lhe põe a mão!

Hoje acordei e tirei logo um cigarro. Estava stressado, ia ter um dia difícil.
Dei dois goles no whisky (já com o gelo derretido) que tinha na mesa de cabeceira e tomei um duche. 
Peguei na mota, meti o capacete branco e vim trabalhar. 

Entrei, disse bom dia e liguei o portátil. 
Acendo mais um cigarro, invento mil ideais, porque amanhã, sabes bem, é sempre longe de mais. Estava a passar a música dos Resistência na rádio.

Entro no e-mail e deparo-me com um alerta: tinha sido alvo de auditoria interna! E mais, tinha sido aberto um reporte de incidente. E porquê, pergunta o caro leitor. Por motivos, diz o autor. 

Após ler com detalhe o e-mail enviado pela Administração de Sistemas, percebi que tinha ido contra a Política de Utilização de Equipamento (computador) da empresa. Dizem eles que estou em incumprimento porque tenho pornografia no disco rígido. Quer dizer, porque tenho umas músicas guardadas.
Curiosamente, parece que não encontraram o filme da Branca de Neve e os 7 Matulões.


E dizem mais: não posso ter, em nenhum formato, qualquer documento, imagem, vídeo, etc. que evidencie sarcasmo, ofensas, sexo, ameaças e mais o diabo-a-sete. Até vernáculo é proibido.

Agora a sério, estão com medo do quê? Que venha aí um tipo do Estado inspeccionar o meu computador para encontrar meia dúzia de músicas das quais tenho, obviamente, os originais em casa? Se querem aborrecer-me, entupam a canalização ou façam disparar o alarme para eu ter de fazer de cerra-filas na evacuação. Agora isto? Pffffffff.

E pronto, agora vou ouvir umas músicas que tenho na pen USB.

Melhor Cabeçalho - 4ª Categoria, Vários

Terminada mais uma importante votação, vamos, sem mais delongas, avançar para a penúltima categoria. 

Esta é aquela categoria em que entram todos os blogues que não cabem em mais lado nenhum. O refugo, dirão alguns. A nata, digo eu. É com eles que podemos fazer um cheesecake de frutos silvestres. E quem não gostar, pode ir comer uma tarte de lima, que ninguém leva a mal.

Candidatos a Blogue com melhor cabeçalho na categoria-que-não-cabe-nas-outras-mas-que-merece-uma-referência-na-mesma:

Aventar;
Guiky;






E agora, toca a votar!

Blogue do rapaz que eu gostava de malhar

Há dias comecei a receber informações previlegiadas de que poderia estar para ser nomeado para um concurso. Julguei que estavam a mangar comigo. Mas confirmou-se. E sendo assim, tenho que vos dar conhecimento do que se passa. É minha obrigação.

Não será por certo novidade para alguns. Outros como eu, acabados de chegar à blogosfera, poderão não conhecer aquele que será, depois da Eleição de Blogue com Melhor Cabeçalho, o maior prémio internético de sempre.


Esqueçam os Óscares, esqueçam os Grammys, esqueçam o Melhor Bolo de Chocolate do Mundo. Esqueçam que o Emerson é titular no Benfica. Esqueçam que têm homens e mulheres em casa. Foquem-se no que realmente importa: o BILF award está em votação!

A blogger Pólo Norte, na senda do sucesso dos anos anteriores, e após muita discussão entre as suas Polonetes, definiu uma shortlist para atacar o mercado. Talvez não vá atacar o mercado, mas pelo menos decidiu que a blogosfera merece saber quem são os bloggers masculinos que preenchem o imaginário das mulheres e dalguns rotos leitores. 

BILF é a sigla para Blogger I'd Like to Fuck. Sou mais terra-a-terra, por isso em português isto é algo como o Blogue do rapaz que eu gostava de malhar.

Quero deixar algumas notas:
  • Alguém no seu perfeito juízo nomeia-me para uma coisa destas? Estou na posse de informação que me garante que fui nomeado por mero acaso. Existe um "Simão, Arrebita-me" a arrebatar corações e mentes perversas e pecaminosas, o que levou a Miss Murder ao equívoco aquando da nomeação;
  • Se é para entrar neste concurso, é para ficar em último lugar meus amigos! É ponto de honra! Estou lá perto, porque:
  1. esta chafarica tem meia dúzia de meses e vocês são só 3 + Anónimo = 4 (ler esta parte enquanto ouvem isto);
  2. não escrevo coisas interessantes;
  3. não escrevo para as mulheres;
  4. com a brincadeira do Diário na Ásia, já expus a minha extremamente atraente figura. Ora isso faz com que a mente feminina perca parte importante do seu imaginário e do que faz fervilhar tanta hormona. Já não existe tanto mistério, o não saber quem é o POC, quem é o BILF por trás desta javardice toda. É com alguns destes argumentos que irei, mais tarde, justificar a cabal derrota.
  • Não quero de forma nenhuma salientar aqui o tamanho do meu galardão, ou como os mais antigos saberão, do meu menir. Acho que devem gostar realmente da escrita. E agora em cheque-mate, lá porque seria capaz de deixar qualquer mulher nas nuvens, esse factor não deve contar para nada. Esqueçam o facto de ser um romântico inveterado e ter realmente um menir que "epá, sim senhor". A sério, não pensem nisto, OK? Prometem?
A taça à esquerda. Ooops, à direita. À esquerda, a sério, à esquerda.

Posto isto, é hora de votarem em consciência. O objectivo é olharem para os resultados da votação e darem votos a quem possa estar atrás de mim. Altruísmo meus amigos, altruísmo!!!

Dirijam-se aqui!


A Gerência agradece.

É porem a mão na consciência!

Em 1986, Peter Davies estava de férias no Kenia depois de se graduar na Northwestern University.
Durante uma caminhada cruzou-se com um jovem elefante que estava com uma pata levantada. O elefante parecia muito stressado, então Peter aproximou-se muito cuidadosamente. Pôs-se de joelhos, examinou a pata do elefante e encontrou um grande pedaço de madeira enfiado. 
O mais cuidadosa e gentilmente possível Peter removeu com a sua faca o pedaço de madeira e o elefante cuidadosamente colocou a pata no chão.


O elefante virou-se para encarar o homem com grande curiosidade no seu rosto e encarou-o por tensos e longos momentos. Peter ficou congelado pensando que seria pisado pelo animal. Depois de um certo tempo o elefante bramiu bem alto com sua tromba, virou-se e foi-se embora. Peter nunca esqueceu o elefante e tudo o que aconteceu naquele dia.

20 anos depois, Peter passeava pelo Zoológico de Chicago com o seu filho adolescente. Quando se aproximaram da jaula dos elefantes, uma das criaturas virou-se e caminhou para um local próximo onde Peter e o seu filho Cameron estavam. 

O grande elefante encarou Peter e levantou a pata do chão e baixou-a, repetiu, varias vezes emitindo sons altos enquanto encarava o homem. Relembrando o encontro em 1986 Peter ficou a pensar se aquele era o mesmo elefante.


Peter reuniu toda sua coragem, escalou a grade e entrou na jaula. 

Foi direito até ao elefante e encarou-o. O elefante emitiu outro som alto, enrolou a sua tromba na perna de Peter e mandou-o contra a parede matando-o. 
Provavelmente não era o mesmo elefante e ele fodeu-se...


Este bonito texto é dedicado a todos aqueles que mandam aquelas histórias merdosas e cheias de finais felizes em vez de PowerPoints com gajas BOAS.

A faixa do meio e os meteoritos

Hoje apraz-me falar sobre Ciência. Mais concretamente sobre Ciência Espacial.

Após exaustivos contactos com a NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) e a ESA (Agência Espacial Europeia) nas últimas semanas, e mais uma vez imbuído do espírito altruísta que passa por trazer-vos, de quando em vez, Serviço Público, posso adiantar que está descoberto um dos grandes mistérios dos tempos contemporâneos.


Falo, obviamente, das pessoas que conduzem na faixa do meio nas auto-estradas, quando a da direita está cheia de vazio, um imenso vazio à frente.

Agora que 92,4% dos leitores deste tasco já se foi embora, nem lhes vou poder avançar com a verdadeira razão para esta propalada "tremenda parvoíce" que os automobilistas praticam, e que afinal tem uma explicação muito lógica. Explicação essa que faz deles, afinal, iluminados e visionários.

Está provado, cientificamente, que os meteoritos que caem diariamente em Portugal, são atraídos para a faixa direita das auto-estradas. Esta é a verdade que querem escamotear.


Basicamente este facto deve-se à posição do Sol em relação ao Mosteiro dos Jerónimos. 
Em virtude das constantes greves que assolam o País, o Mosteiro tem vindo a deslocar-se, por vergonha, cerca de 0.2 milímetros por cada milénio, o que juntamente com o desgaste da Lua em relação às promessas do Governo, faz com que os meteoritos atinjam sempre o lado direito da estrada.

Posto isto, só me posso penitenciar por, até hoje, não perceber porque razão estava sempre a fatídica faixa vazia de carros. Achava (pasme-se) um disparate conduzir-se na faixa do meio quando não há trânsito. Obrigavam-me a sair da minha faixa e ir fazer ultrapassagens duas faixas à esquerda, para depois voltar a passar as mesmas duas faixas de modo a voltar ao local inicial e, teoricamente, correcto.
Cheguei a pensar que era parvo conduzir-se assim, uma vez que aqueles que não se desviam, iriam começar a ultrapassar, uns pela direita, outros pela esquerda, o que aumenta a probabilidade de acidente.
Ou que era simplesmente estúpido termos 3 faixas e serem apenas 2 as utilizadas frequentemente.

Veículo que circulava à direita na A5

Acabei de receber o desabafo do Anónimo na caixa de comentários, ainda mesmo antes de publicar o post. Diz ele assim:
"Ah, e para além disso eu conduzo na faixa do meio porque de x em x km's, existe uma entrada na auto-estrada, e assim deixo os automobilistas entrarem sem problemas! És um idiota e parece que estás a ser irónico com esta palermice toda dos meteoritos!".
Bom, agora digo eu: nem sequer admito que alguém possa pensar que estou a ser irónico. No entanto é bem observada a questão, eu próprio, quando possível, desvio-me para o meio quando me aproximo duma entrada na auto-estrada, exactamente para facilitar. Mas depois volto à base. 

De qualquer forma está explicado e eu agradeço à Ciência Espacial por este pedaço de Serviço Público.


Nota da Gerência: é recomendada a condução responsável, evitando, sempre que possível, a faixa de rodagem da direita. Pela saúde de todos nós.

O meu mini Euromilhões à distância da paixão (confirmou-se)

Hoje foi dia de greve. E é por aí que começo. Estou em greve também, sou solidário com quem acha que, não trabalhando, tudo se resolve. Vai daí, resolvi fazer greve às apostas online durante uns tempos.

Há pouco tempo atrás, falei-vos duma aposta que fiz na bwin. Tinha carregado a minha conta com € 25 e ofereceram-me outros € 25, um rebuçadinho por já não lhes prestar cavaco há mais dum ano.
Usava a conta para jogar Poker Online. Desta vez resolvi olhar para jogos de futebol e dar uma de mestre do Totobola. Vi vários jogos com odds (pagamento por probabilidade) baixas e percebi que assim não ia a lado nenhum. 
Imaginem, Benfica contra Alpiarça. No plano teórico, o Benfica é claramente favorito, ou seja (e como exemplo), por cada € 1 que aposte na vitória do Benfica, as "bwins" desta vida pagam € 1.10. Mas um empate ou vitória do Alpiarça pagariam muito melhor, visto serem mais improváveis. Pronto, agora que os leitores estão já todos familiarizados com apostas destas, posso continuar.

Eu e o meu novo amigo...desse tamanho mesmo.

Mas agora imaginem que junto vários jogos, escolho o resultado que quero (1X2 - vitória A, empate, vitória B) de cada um deles e, por cima, aposto da seguinte forma: só ganho se acertar em todos (todos!) os jogos. É a chamada aposta múltipla.

Passou-me qualquer coisa má e pensei "mas quero mais é que se lixe, vai tudo e vai já, sou o Professor Bambo ou não?!". 
Isto porque há uns anos, o meu alias na empresa (propriedades do meu contacto) dizia "Prof. Bambo". Cortesia do Gordo, mago dos Sistemas de Informação, em jeito de retaliação por uma partida qualquer. A brincadeira devia ter sido retirada de imediato, visto que qualquer pessoa poderia ver aquilo e... Mas não, ele esqueceu-se. Até que certo dia tenho uma reunião em que a meio me perguntam "oh POC, tu és o Professor Bambo?!". E para não deixar mal o Gordo, disse que sim, era eu.

Como também vos disse, apostei com a minha paixão pelo meio. Sabendo quem era o apitador de determinado jogo, da história, das polémicas, do Jorge Jesus levar banhos tácticos, de termos o Emerson e claro, do valor do adversário, achei que nesse jogo, não devia apostar, visto ser um resultado bastante imprevisível. Mas como dizia, a paixão falou mais alto e senti que não podia deixar de apostar na vitória do meu clube.
E pronto, desgracei-me. 

Vejam aqui a aposta finalizada e vejam como é que se perdem € 25 e não se ganham cerca de € 1300. 


Agora vou só ali dar um tiro nos cornos e já volto. Mas por via das dúvidas, visto que nem na aposta consegui acertar, se me faltar a pontaria, atiro-me lá para baixo.


Nota da Gerência: não tentem isto em casa. Falo da aposta.

Ah, e se calhar já acabavam com as greves, não? É que parecendo que não, ficamos todos pior...

Melhor Cabeçalho - 3ª Categoria, Humor

Fechada a votação para Melhor Cabeçalho em "Diário Masculino", passamos à categoria de Humor.

Prevê-se uma luta intercontinental e titânica entre dois Países que agora escrevem erecção sem "c".
3 blogues portugueses, 3 blogues brasileiros. Qual levará a melhor? E mais importante, qual levará a pior?
E quem é que acha que Assistentes de Bordo deviam passar a chamar-se mesmo de Aeromoças?

Os nomeados:


E os seus maravilhosos cabeçalhos:






Toca a votar meus desgraçados. E sim, também estou a falar contigo Anónimo do camano.

Comentário elevado a post #2 - Cuecas Vs Boxers

É verdade. O artigo sobre Boxers Vs Cuecas continua a dar que falar.

Sinto que a minha função é também esta. Não deixar passar um comentário alvo de registo.
Uma cara leitora Anónima, disse, a respeito de boxers mariquinhas:




Anónimo disse...
"As duas imagens me parecem boas,giras, eficientes e confortaveis. Para mim como gaja, mau mau é boxers com bonecos, se eu quiser uma coisa fofinha compro um peluche. Ja nao sou nenhuma miuda."


E agora acrescento eu: excepto se estivermos a falar de roupa interior do Benfica. Nesse caso entramos num campo de sedução ainda maior. Não duvido que uma mulher se sinta mais atraída por mim se eu estiver nestes trajes.

Aliás, já aconteceu. Tenho um primo emigrado na Suécia que numa festa de fim-de-ano levava umas truces do Benfica e fez questão de mostrá-las à comunidade. Acabou a noite a pontuar...

Mas se por acaso estiverem numa situação em que precisam de pagar a fruta, levem isto (vão ver que terão uma atenção):

Por outro lado, se quiserem pregar uma partida à vossa amada e acabarem a ter uma noite de boa disposição em vez de sexo, vistam estas:

Voltando à Anónima e a boxers queridinhos e lindinhos com ursinhos e coisinhas fofinhas: não somos meninos. Se é para partir pedra, é para partir pedra. Ahhh, lá se foram mais uns leitores...

E é isto.

Deixo-vos com os meus novos boxers:

Piada Farsola #5 - cigarros


Um dia, um homem cansado da vida de casado disse que ia ali à esquina comprar cigarros e desapareceu.

Não é força de expressão ou sentido figurado, ele disse exactamente isto:
- Vou ali à esquina comprar cigarros e já volto.



Ficou dez anos desaparecido e, há algum tempo, reapareceu.
Bateu à porta, a mulher foi abrir, e lá estava ele, dez anos mais velho, quieto, sem dizer palavra.

A mulher despejou toda a revolta para cima dele:

- Seu isto! Seu aquilo! Então dizes que vais à esquina comprar cigarros e desapareces?
Abandonas-me, abandonas as crianças, ficas dez anos sem dar notícias, fazes-me criar as crianças sozinha e ainda tens o desplante de reaparecer assim? Fica sabendo que nunca te vou perdoar. Estás a ouvir? Nunca! Entra, mas prepara-te para...


Nisto, o homem dá uma palmada na testa e diz:
- Epá!  Esqueci-me dos fósforos! Já venho! 


Rock in Rio e a magnífica t-shirt Eu Vou

Quem é que nunca foi ao Rock in Rio (de agora em diante, RiR)? Pois, já todos foram, não é meus caros? Então são todos farinha do mesmo saco! Todos! Malandros!

Eu nunca fui! E tenho muito orgulho em dizê-lo. É uma questão de honra, quase. E porquê? Porque me apareceram com aquela t-shirtzinha foleira (ups, já perdi mais uns leitores) a dizer "Eu Vou!". 

A sério, mas quem é que precisa de saber onde vocês vão? Mas quando eu vou à Luz ver o Benfica, passo dois meses antes com uma t-shirt a dizer "Benfica - Feirense, Eu Vou!"? Não, porque o leitor já sabe que eu vou sempre. Ou se for jantar um bitoque logo à noite, acham que andei a trabalhar com uma t-shirt a dizer "Bitoque, vou-te malhar!"? Poupem-me...


Agora que já desabafei um pouco, posso prosseguir. Ou progredir, estou indeciso. Não, vou mesmo prosseguir.

Quando um tipo quer ir a um Festival de música vai ao SuperBock Super Rock. Ao Optimus Alive e mais um ou outro. RiR é para meninos. Aquilo é tudo muito bonitinho, é muita paz e amor. E o leitor sabe que não me identifico com esses sentimentos menores e ultrajantes.

Sempre fiz questão de não marcar presença. Cheguei a ter um bilhete oferecido, daquelas borlas que às vezes nos aparecem à frente. Não aceitei, preferi que alguém aproveitasse o que não havia para aproveitar.

Mas eis senão quando, essa gentinha insuportável do RiR me arranja o Bruce Springsteen e os James no mesmo dia (3 Junho)! Isto é provocação! Isto é andar a mangar comigo e com a tropa! E com o Bootcamp, já agora...
Tudo bem que já vi o Boss em 1993, era puto, mas lembro-me. E também já vi os James. Mas possa, os dois no mesmo dia? Não vou conseguir falhar isto. Ou o Benfica joga nesse dia e tenho desculpa, ou temos o caldo entornado e receio que terei de comprar a tal t-shirt.


E como extra, existe outro dia (26 Maio) que também é upa upa. Smashing Pumpkins (já vi), Linkin Park, Offspring e Limp Bizkit. Só faltam aqui os Ministars. Mas mesmo assim, c'oa breca, vou ter que assaltar um banco para ir aos dois dias? 

Quem vem?


Nota da Gerência: que parte do dinheiro sirva efectivamente para causas nobres. Respect.

Melhor Cabeçalho - 2ª Categoria, Diário Masculino

Com a Categoria de Desporto encerrada, seguimos rapidamente para a de Diário Masculino.

Este tema é delicado. É preciso ser muito homem para se ter um blogue que é intitulado de "Diário Masculino". Isto porque a expressão "diário" leva-nos de imediato para um campo bastante sensível, que pode ser fácil e erradamente confundido. Eu próprio tenho alguma reserva em ter sido nomeado: porque não faz sentido e porque a categoria se chama Diário. Mas siga.

Para Diário Masculino, os nomeados são:

Tolan;
- Simão, Escuta.

Os cabeçalhos:






Toca a votar seus malandros!!!


Nota da Gerência: foram os caros leitores que nomearam o Simão, Escuta. Tudo bem que ofereci minis e tremoços em troca dos seus votos, mas julgo que isso não é relevante neste momento.

Bootcamp ou o Campo das Botas

No seguimento da dieta rigorosíssima que levo a cabo desde início deste ano, acabei por resolver experimentar uma das aulas da moda, neste caso o Bootcamp.
Fretei um avião e voei desde Serapilheira da Serra até ao Estádio Universitário, em Lisboa, para poder marcar presença.

Ora em que consiste esta prática desportiva? Podem vir aqui e descobrir todos os pormenores. De qualquer forma, em jeito de resumo, esta modalidade consiste na prática desportiva ao ar livre, monitorizada por instrutores com prática de treino militar/recrutas.

Descobriram a pólvora novamente. E porquê? Porque enquanto nos ginásios têm de pagar contas exorbitantes com rendas, água, electricidade, gás e muito pessoal dedicado à manutenção das instalações, aqui é sempre a entrar...o "ginásio" é ao ar livre!

Para um segmento de seres humanos (e outros) que prefiram o contacto com a Natureza, esta opção deve ser tomada em conta.

Como contra, e falo por mim - visto que não sou pago para falar pelo Anónimo - existe aquela brincadeira esquisita de dar gritos e estar tudo em fila e tal e coiso. É assim pessoal, se eu quiser ir à tropa, telefono a avisar. Mas ou é à séria ou então não contem comigo.

E era ver a malta toda: 1, 2, 3, 4! Depois uivavam que nem lobos a procriarem. A sério, poupem-me nessa parte. Mantive-me sempre calado, como seria de esperar numa cena destas.


Se um dia tiver que ir para o Iraque defender a bandeira do Benfica e a de Portugal, OK, grito e vou que nem Rambo com as munições ao peito. Mas assim? Não, assim não. Ou bem que metem lá morteiros, granadas e minas ou então não dou grito nenhum.

O exercício consistiu em trabalhar braços, pernas e tronco em exercícios com uma corda, depois com umas flexões diferentes das habituais e mais aquele exercício de ficar 4637829 minutos de braços abertos e sempre em movimento, em que parece que os mesmos estão prestes a cair do corpo.

Com o decorrer das aulas, vão ter caminhadas, corridas, treinos específicos, treinos mais parecidos com terrenos militares (obstáculos pelo chão e pelo ar), o que dará, sem dúvida, mais cor ao exercício físico.

É um conceito interessante e que se está a expandir no nosso País. Experimentem. Como eles dizem, se não gostarem, azar, não voltem.
Se querem perder peso e ganhar resistência, então é mesmo uma excelente opção.

Lembrem-se de levar roupa para ir directa para a máquina. Ainda ontem "tive" que sentar este naco na relva molhada/enlameada. Portanto cheira-me que o Bootcamp é mas é mesmo o Campo das Botas, porque sapatinho ali, nem pensar...

Em princípio, vou ficar por ginásio, bicicleta, futebol e surf. Ah, e fechar um bocado a boca.

Publicidade? Shiuu, estamos a ser vigiados!

Comportem-se por favor. Anónimo, pede licença e sai, neste momento não podemos pactuar com o vernáculo com que me enches os comentários (em que passo o lápis azul). 

Não quero nada disto aqui nos próximos dias!
A verdade é que fui contactado por duas empresas que querem, imaginem, colocar publicidade no tasco.
Não querendo por em causa os responsáveis das mesmas, só me apraz pensar que são loucos. Qual é a empresa que quer ser associada a um antro destes?

Onde é que ponho os cartazes publicitários? Ao lado dos posters das mulheres que apareciam nas páginas centrais do Correio da Manhã? É que isto não é propriamente um local onde tenhamos um Calendário Pirelli ou assim...
E querem o quê? Que passe a servir champanhe em vez de minis? Caviar em vez de tremoços?

Vou responder-lhes cordialmente. Não vou insultar o seu discernimento pela escolha do Simão, Escuta. Vou só alertá-los para o facto de vocês serem meia dúzia de leitores (nem eu próprio leio esta chafarica) e em quantidade, não serem propriamente o melhor público-alvo. Porque de qualidade vocês são...não, precipitei-me...também não são...

Mas se me oferecerem dinheiro suficiente para cobrir os custos com o pessoal (electricista, cozinheiro, barman, empregado de mesa, empregado de limpeza, gerente, senhor das cautelas e a Sabrina, a nossa acrobata russa que fica na mesa 24, aquela mesa escondida atrás do lençol alfazema), posso pensar na coisa.

Volto a pedir-vos compreensão durante esta semana. Estaremos a ser monitorizados por estas empresas e não quero dar ainda pior aspecto, OK? Comportem-se...


Piada Farsola #4 - Manuel e a Loira

Manuel entrou num bar cerca das 20 horas. Escolheu um lugar junto de uma loira esplendorosa e olhou para a televisão, no momento em que começavam as notícias do dia. A equipa de reportagem cobria a notícia de um homem que estava prestes a atirar-se do alto de um enorme edifício.


A loira voltou-se para o Manuel e disse:
- "Você pensa que ele vai saltar?
Manuel respondeu:
- "Eu aposto que ele vai saltar."
A loira respondeu:
- "Bem, eu aposto que não vai".
Manuel pôs uma nota de € 20 na mesa e exclamou:
- "Vamos a isso...!"

Logo que a loira colocou o seu dinheiro na mesa, o homem que estava no topo do edifício atirou-se, morrendo no embate com o solo.

A loira ficou muito aborrecida, mas entregou-lhe a nota de €20.


- "Aposta é aposta... é justo... Aqui está seu dinheiro".
Manuel respondeu:
- "Eu não posso aceitar o seu dinheiro. Eu vi o incidente anteriormente, nas notícias das 18 horas. Eu sabia que ele ia saltar."
A loira respondeu:
- "Eu também, mas eu nunca pensei que ele o faria novamente".


Manuel pegou no dinheiro e saiu...


27/01/2011 - Ho Chi Minh - Siem Reap (Diário na Ásia #13)

Acordei melhor, o suficiente para não vomitar, comer umas bolachas e tentar aproveitar alguma coisa mais interessante do que estar amarrado à cama.

Apanhámos o táxi que nos guiou pelas infernais ruas de Ho Chi Minh City até ao Museu da Guerra. À entrada logo fazia antever que iria valer a pena. Uma exposição de tanques, aviões, etc. que fariam corar, pelo menos, os meus Gi-Joe. Mas antes do exterior, havia o interior para ver.




E assim começámos pelo 3º Piso, optando por fazermos o caminho descendente. Entrámos na 1ª sala, onde tinham algumas réplicas de guerra, mas mais que isso, existia documentação oficial que punha termo à guerra, que ordenava eleições democráticas no Vietname. Era também uma sala com diversas curiosidades históricas, tais como a quantidade de bombas caídas em solo vietnamita, o número de militares dos dois países, número de mortos, feridos e quantidade de dinheiro "investido".
A conclusão que tirei é que a Guerra do Vietname custou muito mais que a 2ª Grande Guerra Mundial, mas com menos mortos. E o número de efectivos dos Estados Unidos da América era substancialmente inferior aos vietnamitas, mas com poder bélico muito maior.



Penso que a Guerra perdeu-se, para os USA, porque não conheciam o terreno do inimigo. Como vos falei há muitos dias atrás na selva de Chiangrai (Tailândia, não teve nada a ver com a guerra), imaginei como seria travar aqui um combate, e apercebi-me que quem conhece os terrenos que pisa, tem logo vantagem. É óbvio, eu sei, mas depois de ver com os olhos...fica ainda mais claro.

A selva era dominada pelos chamados vietcongues, que tinham cidades subterrâneas, absolutamente fora do controlo dos USA. Existiam inúmeras armadilhas, completamente dissimiladas. Muitos americanos perderam lá a vida, ou foram capturados.


Continuando pela exposição, estava a entrar na 2ª sala (que terminava o 3º andar - sobrava o 2º e o exterior) quando, de súbito, uma força do Alá (ou do c...) me enviou a ver a exposição do WC, situada no 1º andar. Tal a imponência e realismo dessa sala, tranquei-me nela para combater, deitando fora as 3 bolachas que tinha comido. 
Mais uns suores pelo corpo, mais desalento. Continuava em fraqueza extrema.

Sem forças para subir 2 andares de escadas, e após recuperar um pouco sentado no hall de entrada, optei por ir ver a exposição exterior.
De quem sai do edifício, à direita encontra-se uma área que foi de prisões, onde havia uma guilhotina com  fotografias de cabeças cortadas, bem como outros aparelhos utilizados para tortura.
E estas fotografias eram verdadeiras. E ver algumas coisas ali ao vivo é diferente do que ver na televisão. Impressionante...



Segui para o exterior propriamente dito, onde minutos depois se juntou o Jota. Naquele espaço parece que estamos a entrar um pouco na guerra. Os aparelhos militares (e suas explicações) são fantásticos. 




Vi um bombardeiro, um tanque gigante e um helicóptero de transporte de militares para zonas teoricamente inacessíveis, que era verdadeiramente monstruoso. As hélices eram do tamanho dum 3º ou 4º andar.
Existiam mais tanques, aviões, etc., mas foram estes os que mais me impressionaram, com toda a sua força bélica diante dos meus olhos.
E assim terminou a visita.


O regresso ao hotel deu-se para apanharmos as malas, fazer o check-out e arrancar para o aeroporto.

Apesar da imponência deste Saigão e das mulheres duma beleza rara como nunca vi, não me parece que vá deixar muitas saudades. É um País muito avançado (Hanói e Ho Chi Minh), ocidentalizado, não parecem existir tantos traços religiosos como na Tailândia e Laos. As pessoas querem é tudo de marca, do bom e do melhor. Inevitável, pois têm acesso.
Aqui encontram-se as melhores lojas, todas. O que me liga especialmente esta cidade ao Oriente é ainda se ver muita gente a comer na rua, sem higiene e com um cheiro nauseabundo, bem como o mercado da prostituição em altas.
Esta parte do Vietname, e suas gentes, são parte do Ocidente. Next...



Depois das formalidades no aeroporto, o avião. Os chineses enganaram-nos novamente: vamos pela Cambodia Angkor Airline. Parece que têm uma parceria com a Vietname Airlines. Vamos num A320. Não há problema, o truque agora é benzer-me, aprendi com o Jota. Pode vier a companhia áerea que vier, nós voamos. E voámos até Siem Reap, no Camboja.



Surpresa total, aeroporto mais bonito de sempre, até hoje. Não estou a falar da Ásia, estou a falar de todos os aeroportos onde passei. Em madeira, duma simplicidade e bom gosto fascinantes, jardins, lagos, palmeiras. Por dentro um asseio irrepreensível. Era um óptimo começo.


Tratado o visto, seguimos com o nosso motorista até ao Ree Hotel. O caminho foi curto, mas deu para perceber que são mais calmos na estrada, e em muito menor número, cerca de 200 mil.

O hotel é grande, parece antigo, mas renovado e com bom aspecto. O quarto é espaçoso, temos uma cama para cada um. É o que se quer. Mas o melhor é a simpatia dos empregados. Nada a ver com os imbecis do Vietname (Ho Chi Minh). O que é ridículo é que o bagageiro é o que melhor Inglês fala, para além da sua natural simpatia. O responsável da recepção é um puto que não articula duas palavras seguidas, acho que nem da própria língua. Quem o safa é o elemento que está em formação on job.


Entre a chegada e o conhecer o quarto, era hora de jantar. Seguimos de tuk-tuk (o melhor de todos, o do Camboja bate os outros todos!), até ao Night Market, onde tudo se passa.
Osgas e lagartos onde há luz. É preciso habituar, não ligar. Nada disto faz mal.


Esta zona é gira, anda tudo à vontade, boa onda, bons restaurantes, comércio de rua e mais um apontamento novo: aquários CHEIOS de peixes pequenos, que fazem "massagem" e limpam e arranjam os pés, tipo pedicure. Até pode funcionar, mas naquele água devem entrar centenas de pés por dia. Por isso, "deixa estar"...



Antes do jantar, umas compras com a miúda mais simpática até hoje. Só se ria connosco. Portuguese sensation. em acção. Ela tinha 20 anos e falava bem Inglês. Às tantas eu disse "vamos nós beber um copo e deixamos aqui o meu amigo a tomar conta disto", ao que ela riu e adorou a ideia. Mais engraçado foi o Jota a sugerir o contrário, e ela a dizer que não. Ahaha, muito bom!


Regateámos com ela, mas no fim deixámos dinheiro a mais de propósito. Teve que haver fotografia, claro. Ela não tinha net nem mail, por isso deixámos os nossos e-mails para ela um dia poder contactar e receber a nossa fotografia. E ficámos de passar na noite seguinte, pelas 23h, hora de fecho das "lojas", para ela vir beber um copo, trazendo os irmãos.



E assim chegámos ao jantar, um restaurante, com muito bom aspecto e virado para a estrada, onde tocavam vítimas das minas, a quem comprei um CD para os ajudar. Eram amputados. A sua música fazia lembrar aquela que normalmente acompanha as demonstrações de capoeira.
Consegui comer um pouco de pizza.
O nosso tuk-tuk Nº4 aguardáva-nos, por isso lá fomos até ao hotel, enquanto negociámos com ele o dia de amanhã. Por $ 15 USD, e por nossa conta, das 8h às 18h, para nos mostrar Angkor Wat e afins.

Por isso até amanhã, que eu acordo cedo (ou neste caso, o Jota tem de me acordar cedo) e continuo muito, muito cansado.