Análise do Provedor #1 - as primeiras reclamações


PROVEDOR





"O meu bigode é melhor que o teu."
- Adolf H., 1939, Alemanha



Caro Leitor(a),
Tenho recebido algumas considerações sobre este blog, acerca da forma e do conteúdo. Se sobre o conteúdo não há muito mais a dizer, excepto acrescentar que é um blog que nos tira a respiração (assim como as mãos de um violador agarram o "gasganete" da vítima e lhe tiram o ar), já sobre a forma, faz-se útil tecer alguns comentários e explicações.
"Não é o que ele (POC) diz, é como o diz." Só por aqui já dá para perceber de que grupo vêm as considerações, mas... adiante.
No entanto, depois de cuidada e atenta leitura, entre uma bifana e um Sumol ananás, começa-se a perceber que se calhar há matéria para reclamação e o(a) leitor(a) tem razão em se manifestar. É notório que os posts estão impregnados da maior gabarolice e auto-promoção de que há registo na blogsfera. Tão impregnados que já nem o Sonasol Verde resolve. Pura e dura G-A-B-A-R-O-L-I-C-E.
Note-se o Diário na Ásia:
- o moço visita lugares de pobreza material. Podia descrever esses locais apenas como "pobres"? Podia, mas não o faz. Mete uma abaixo na caixa de gabarolice, para aumentar a rotação da basófia por palavra, e descreve o local como "extraordináriamente pobre". Óbvia basófia!
- encontra meia dúzia de lagartos amestrados, e logo os caracteriza como "milhares de crocodilos". Basófia!
- ele não fica cansado, "ía quase desmaiando". Basófia! Bem, aqui não é basófia. É mais gabarolice do que outra coisa.
- aldeia flutuante? Nãaaaaa, "floating village" que é para mostrar que concluiu o primeiro ano de inglês do colégio. Basófia!
É preciso dizer mais? É, mas se ninguém lhe deu educação também não sou eu que o vou fazer, que eu tenho coisas combinadas para amanhã e ainda não reguei uma leira de terreno que tenho atrás de casa.


"Vamos diversificar." - Ilona Staller, 1970, Itália



O leitor pede ao POC para diversificar as matérias e sugere os seguintes temas:



- contos de viagens exóticas, incluindo intoxicações alimentares;
- divagações de amor;
- teorias da conspiração;
- politica;
- livros, filmes, música.
Eu acrescento:

- fotos de cãezinhos fofos (parece dar resultado com o mulherio aqui do buteco).



Concordo com quase todas as sugestões. Divagações de amor e política é que me parecem ser temas que recorrentemente originariam palavrões de baixo calão e ofensas á mãe alheia. É capaz de ser demasiado violento para as meninas de 5 anos que lêem o blog, digo eu. Portanto, passemos às outras.



Contos de viagens exóticas, incluindo intoxicações alimentares.  Neste ponto recomendo que o POC vá passear para o Martim Moniz (até para não estar a pedir contribuições ao leitor que lhe permitam viajar para longe) e coma umas chamuças afogadas em óleo e caril. Para o resto, eu forneço a cicuta que ainda me sobrou do último jantar de natal lá em casa.
Teorias da conspiração. Por mim tudo bem, até pode inventar que o homem foi à Lua e voltou. Pessoalmente, sugiro aquela do Faul McCartney. (mas lembrem-se, não é uma teoria quando se consegue provar)



Livros, filmes, música. Acho muito bem que o leitor se torne num intelectualoide e já possa, com propriedade, ir duscutir estes temas com os amigos na sua taberna de eleição. É o que eu faço quando vou á venda do Mindo e falo do Rancho Folclórico de Rio de Vide.

Fotos de cãezinhos fofinhos. As gajas gostam. Só por isso.


Prosa escrita por Señor B..

Desafio irrecusável

Temos recebido, na caixa de correio do Simão Escuta, algumas fotografias de leitoras com grande sentido cívico. Gente que é altruísta, que quer fazer bem aos outros, mesmo não sendo escuteira. Gente que se pauta pelos valores da partilha.

Ao ir recebendo alguns destes emails, fui pensando: então mas se existem leitoras capazes de mostrar o seu apreço por este tasco, ao mesmo tempo que mostram a sua cara...então porque não exponenciamos isto e elevamos a fasquia: não queremos apenas 3 ou 4 febras por dia! Queremos 24, mesmo que não se exponham tanto. Podem fazer com algumas leitoras mais púdicas têm feito, colocam brincos e assim despistam uma possível identificação.


Posto isto, está aberto o desafio. Julgo que estamos a fazer história. E julgo também que esta é a melhor ideia desde a invenção da roda.

Peguem nos vossos mini posters de apoio ao Simão Escuta e ao POC, peguem no telemóvel e registem o momento. Depois só precisam de enviar a fotografia para o simaoescuta@gmail.com.

Tatuagem ainda fresca da fã nº1 do POC. E única.
"Ah não sei quê, és maluco...que ia dizer o meu namorado?!"
Responde a Gerência: "O namorado pode dar dicas sobre exposição da luz, posição, lingerie apropriada, tirar a fotografia, etc.. Aqui, queremos que todos participem. Não somos machistas".

Lembrem-se: não pode ser apenas o Autor a fazer, constantemente, Serviço Público.

On your marks!
Ready, Set, Go!

Ainda a respeito de animais maltratados


Aqui.

Piada Farsola #8 - Nas compras

Um tipo vai ao supermercado comprar preservativos. Quando chega à caixa para pagar, a empregada pergunta-lhe:
- Quer um saco?
E o tipo responde:
- Não, obrigado, ela não é assim tão feia.

Meretriz que os pariu

Com muita dificuldade e muito yoga, tenho conseguido impedir que o camionista que há em mim, venha à tona. 
Mas existem alturas em que necessitamos do vernáculo para melhor exprimir certas emoções.

Isto a propósito dum artigo que li no Sufoco de Palavras e que acabo por "repetir" aqui. Diz respeito aos animais que maltratam os animais. Gente sem vergonha na cara, gente que não tem dignidade, honra ou respeito pelo próximo. Gente que devia estar a ver o sol aos quadradinhos. E podia continuar. E continuo, mas mais à frente.

Porque é que não existe uma lei que seja dura para quem maltrata ou abandona animais?
Porque é que quem rouba uma lata no supermercado vai preso e quem assassina ou massacra animais por prazer continua a passear-se na rua?
Porque é que não cai um meteorito nos chifres dessa gente?
Tanta gente boa a morrer, e esses ainda aqui estão...porquê?

Deixo-vos o link do Facebook da União Zoófila, onde podem ver a Campera, uma cadela que, vou dizer assim, passou um mau bocado.
A fotografia onde vão parar é dura, muito dura. Mas se quiserem ver a fotografia seguinte, façam-no por vossa conta e risco. Aqui.

E para finalizar, se alguém que me lê já fez isto a algum animal, podem ir para a real puta que vos pariu. E mandem-lhe os meus cumprimentos.
Porque vocês, seus desgraçados, são um bicho que mete nojo ao cão. Que por sua vez é um animal que não tem nojo de nada.

A inocência de Cristiano Ronaldo

Tenho uma prima com 5 anos, toda gira e bem disposta. E pirosa. 
"Está calado oh Simão, és um idiota, coitada da miúda, deixa-a estar, piroso és tu que andaste de cavas e usas óculos foleiros", dirão vocês. Mas foi na Ásia e estava muito calor, digo eu. Adiante. 

A minha priminha tem uma paixão assolapada pelo C'stiano Rónaldo. E por isso é pirosa. Mas pronto, é da idade...a televisão faz isto às crianças: tanto passam uma coisa na televisão que elas acreditam que é giro. Aliás, tenho para mim que se fosse cantor ou actor, eu próprio seria um homem cobiçado. Enquanto não me torno uma estrela na televisão, tenho o apoio da minha mãe que me acha lindo.

Visto que o foleiro do C'stiano está em Portugal, em estágio com uma equipa qualquer que se juntou em Óbidos para se preparar para um torneio de Verão, o meu Tio resolveu levá-la a ver o seu mais que tudo (a juntar ao Sergio Ramos, também do Real Madrid - acho que estamos entendidos quanto ao nível de pirosisse que assiste a minha prima) ao vivo.

Sergio Ramos e Cristiano Ronaldo, pura classe

A coisa correu bem. Assistiu ao treino e conseguiu ver o foleiro de perto. 
Liguei-lhe ao fim do dia para saber como tinha sido. As palavras foram estas:

"Estava nervosa. Mas ele também ficou envergonhado quando me viu".


É isto. A mulher é, desde tenra idade, um ser muito crente e confiante.

O leitor decidiu, está decidido! A novidade é...

...a criação do Provedor do Leitor! Mas as novidades não se ficam por aqui. Continuem a ler...

Bem sei que não foi opção mais votada, mas foi a opção que já estava decidida como a que iria ver a luz do dia, antes mesmo de fazer o inquérito. A democracia é um pouco isto.

Temos recebido algumas queixas acerca da linha editorial deste tasco, dos seus comentários, da sua indumentária, do cabelo, etc. e mais o diabo-a-sete. Como tal, queremos que os leitores sintam que a sua opinião conta, mesmo que seja para insultar o Autor. Daí a criação desta nova rubrica tão eloquente. Ora, para a mesma funcionar na perfeição, convém existir alguma imparcialidade na análise das cartas, SMS's, e-mails, telefonemas e ovos podres que nos chegam. Sendo assim, e sem mais delongas, quero dar-vos a conhecer a pessoa, esse grande ser humano, que vai tratar do Provedor do Leitor, e que dá pelo nome de...


...Señor B! É verdade. O fundador da apanha do tremoço no Ártico, o homem que desbloqueou conflitos no Médio e Longo Oriente, a mulher que vende cebolas no Sahara e o advogado de defesa do polémico caso do uso de estupefacientes por aves migratórias é o Vosso Provedor!

Estou certo que o meu caro amigo estará à altura do desafio, até porque sendo eu anão, facilmente passará a altura.
Que sejas muito bem-vindo. Esta é agora, também, a tua casa.


Aos leitores que queiram já ver algumas queixas analisadas, só necessitam de nos contactar através do e-mail do tasco, simaoescuta@gmail.com, ali à direita.

Mudanças no blogue e Plágio tmn - resultados

Há dias lançámos dois novos inquéritos, um a respeito da (ausência de) qualidade deste tasco, quase em jeito de "se fosses Presidente por um dia, o que mudavas no Simão Escuta?", e outro relacionado com o plágio de que fomos alvo por parte da tmn.

Os resultados foram apurados, mas não cozinhados. Em baixo, nos gráficos, poderão consultar a quantidade de votos por opção. A minha análise reflecte as correspondentes percentagens.
É nestes momentos que percebo que os leitores deste tasco são gente muito...peculiar.

5% querem-me no olho da rua, para dar espaço a quem realmente sabe ter um blogue em condições;
13% querem o Provedor do Leitor, e acho bem, porque tem de haver Democracia, onde eu tomo a decisão final;
20% queriam era que isto tivesse ido desta para melhor;
29% são Iluminados, que escolheram todas as opções excepto a próxima (?!).
52% querem posts todos os dias, mas devem pensar que isto é só estalar os dedos com certeza!

A Gerência está em fase de reflexão e convoca para amanhã uma conferência de imprensa para anunciar novidades fresquinhas.


Ver aqui a problemática original com a tmn (muito grave e importante).

6% acha que sou rEdículo e que a tmn não copiou nada. Podem retirar-se!
8% são anjinhos que acham que este tasco faria manifestações na Assembleia! Isso é para meninos!
18% querem que envie uma carta à tmn a insultá-los por nos terem copiado;
19% são gente de bem, que se iriam manifestar no Intendente, algo de acordo com os nossos pergaminhos;
24% ainda acham que o Jorge Jesus é mesmo catedrático (mas é nosso e para ser campeão novamente!);
47% acha que isto só vai lá com medidas extremas: um milhão de € em minis e tremoços ou € 5 de carregamento no telemóvel.

A Gerência está em fase de reflexão também, mas não convoca de momento nenhuma conferência de imprensa. O tema é delicado e vai obrigar a reunir primeiro com os advogados da chafarica.


Amanhã sai uma novidade, das grandes!!!

Apanhados!

Há uns bons meses, e por causa duma discussão extremamente saudável sobre futebol, eu e um anormal dum grande amigo (vou chamar-lhe de Gordo, para preservar a sua identidade) entrámos em blackout um com o outro. Insulto para cá, Anão para lá, e deu-se o divórcio. 

O grupo que temos em comum ressentiu-se. E durante este tempo nunca coabitámos todos juntos.
Eis que um convite para aniversário comum, estragou este clima de paz e alívio que se sentia há meses, onde reinava a harmonia e os passarinhos voltavam a cantar.
O Gordo, aproveitando o evento, e não conseguindo suportar mais a dor de me ter perdido, implorou para o perdoar. Foi uma cena só vista: apareceu no meu "serviço", pediu-me desculpa em frente aos colegas, pos-se de joelhos, fez o diabo-a-sete. Eu disse-lhe "epá oh Gordo não me chateies". E ele deu-me um abraço. Depois chorou muito e eu disse-lhe "está bem, mas o Benfica é melhor que o Sporting, não é visconde?". E ele disse que sim.

Entretanto pensámos: já que estamos aborrecidos há uns meses, podemos prolongar isto mais um mês e pickles e armar grande confusão durante o aniversário. E assim foi. Almoçámos às escondidas durante este tempo todo, só comunicávamos quando havia abertura para isso e fomos desenvolvendo um plano maquiavélico. Tivemos inclusivamente a ajuda dum consultor externo, o Preto (vou chamar-lhe assim, também para o preservar), que nos ajudou a delinear o plano, nomeadamente a validar as t-shirts que fizemos propositadamente para o evento. De resto, foi perito em conseguir não almoçar connosco.
Abrimos um concurso para ver quem ganhava o design da t-shirt. E ganhou o Argel. 

O objectivo era fazer estalar o verniz, dar um banano e semear o pânico. Para tal, definimos palavras-chave para determinadas fases (por exemplo, "já sabia que isto ia suceder" era para terminar, tirando a t-shirt de cima e deixar por baixo a que dizia "Apanhados!"). 


Iríamos estar a almoçar junto da piscina (fomos vestidos com roupa que pudesse ir parar à água), quando eu iria perguntar em voz alta "vou buscar água, alguém quer alguma coisa?", ao que o Gordo iria retorquir "traz-me uma cerveja sff". Eu voltava sem cerveja e ele metia-se comigo, eu ameaçava-o e partíamos para a violência, indo parar à água.
Nesta altura, esperávamos que alguém se lançasse à piscina para nos separar, enquanto as raparigas entravam em pânico e a mulher do Gordo chorava baba e ranho.
A verdade é que chegando à Quinta que alugámos, a piscina não era ao lado da casa e o tempo estava mau para almoçar na rua. Tivemos que improvisar...

Vai daí, coloquei uma garrafa na borda da bancada da cozinha e dei-lhe um toque para se partir no chão. Corria mesmo tudo mal: nem a garrafa partiu! Mas deu para o efeito. Saiu um "és sempre a mesma coisa" mais um "anão" e gerou-se a confusão. O Cajó (vou chamar-lhe assim) disse "malta, vá lá, calma", enquanto nos abandonou, com medo que sobrasse para ele. 
Ficámos a pensar "mas que raio...foi-se embora! E agora?!". Bom, e agora só dava para ser à mesa, com todos sentados. Fiz de virgem ofendida (sou muito bom nisto) e disse à mulher do Gordo que ele já tinha aprontado e que ia haver chatice Ele insurgiu-se por eu estar a fazer queixinhas e deu-me um estalo (vá lá, não foi um banano), agarrei o touro e fomos à pancada até à cozinha. E...ninguém nos seguiu. Pois é.

Parece que houve um "deixem-nos, ninguém os vá separar, eles estão a precisar disto para se resolverem".

E pronto, quando existe tanta amizade, ficamos a saber que, quando houver problema, este grupo estará nas trincheiras a combater connosco (...).

Resta dizer que reunimos toda a gente e emitimos um comunicado oficial, já com as t-shirts visíveis, onde repudiámos a atitude deste grupo. 


Somos uns outsiders.

Nova promoção Pingo Doce

Só hoje, no sítio do costume, Melão com 50% de desconto*.


*Só para viscondes, sportinguistas, osgas e lagartos.

Simão, Escuta, estás de volta?

Acordei em reboliço. Segundo a imprensa desportiva do dia, Simão Sabrosa, Glorioso Capitão e Campeão, poderá estar de volta ao SL Benfica.

Medi a tensão, tomei dois Xanax, dei um trago no whisky que tinha na mesa de cabeceira e voltei a dormir mais 30 minutos. Foi o tempo necessário para imaginar a Jennifer Lopez com a Beyoncé, as duas aos beijos e a implorarem para me juntar a elas. Tive que lhes dizer "epá, por favor, não percebem que agora estou a sonhar com o regresso do Simão?! Não me aborreçam.".

Simão, certo dia fiz um tweet para ti, dizendo que tinha um blogue em tua homenagem, mas que falava de tudo menos de ti e quase nada sobre futebol. Creio que chegaste a entrar, viste o título e achaste que era dalgum visconde com cabelo à menino que estava aziado por teres vindo para o Glorioso. Digo isto porque a partir desse momento, bloqueaste-me no Twitter.


Ainda és um grande jogador. Mas já não caminhas para novo. A tua presença no plantel seria importante a vários níveis. Mas Simão, a concorrência é forte. Se aceitares ser um elemento importante mas igual aos restantes colegas, serás um grande, grande reforço. Tens que te preparar para a titularidade, mas também para o banco, às vezes poderá acontecer. Em qualquer lado, terás o nosso apoio.

Recebemos-te de braços abertos. E aqui, terás sempre a tua mini. Por isso Simão, põe este blogue mal frequentado nos teus favoritos. 

Manifestação marcada! Pelos direitos de autor!

Chegou há minutos, à Redacção do Simão Escuta, um e-mail que andará a passar por indivíduos e sujeitos desta intermete fora, e-mail este cujo conteúdo era tão somente, um dos artigos aqui publicados no tasco. No caso o "Prateleiras e Pandeiretas", acerca das fotografias de Rita Pereira na Playboy.

Até aqui tudo bem, é giro e tal, até podia fazer com que esta chafarica fosse vista por mais do que 5 pessoas diferentes por dia (aproveito desde já para agradecer-vos aos 5 pelos refresh que fazem constantemente), mas o que está errado é o facto de não terem sequer mencionado que aqui se servem minis e tremoços à discrição. Uma vergonha. Um ultraje. Ah, e já agora, não terem mencionado o blogue.

Por isso caros leitores, proponho uma manifestação púdica hoje mesmo (só vale mostrar ombros e perna até ao joelho) em nome dos direitos de autor! Durante hora e meia o mundo vai saber de que fibra somos feitos!

Assim, às 20h deverão estar em Kinshasa (República Democrática do Congo), junto ao Grill do Vítor. Ou em Brazzaville (Zaire), na Charcutaria A horta de Telheiras.
Para quem não tiver possibilidade de se juntar a nós, pode também acompanhar toda a emissão em directo através do canal Sexy Hot, a partir das 22h.

E para não pensarem que isto é a brincar, aguardo a qualquer momento a confirmação da presença do Major Valentim Loureiro. Gondomar! Gondomar!

Escuteiros, os berloques ou a bicheza dissimulada

Os homens que são (ou foram) escuteiros, são-no porque (escolher uma opção) :

a) gostam de ar livre, companheirismo, ajudar o próximo e desafios?
b) lá em casa, certo dia o pai disse "despe a roupa da tua mãe, cá em casa arrotamos à mesa, não há cá bicheza"?

Esta é uma das grandes questões do nosso tempo. 
Alguém tinha que trazer o assunto à baila. Nós, no Simão Escuta, não temos medo de temas polémicos. Temos sim receio. Daí, convém dizer que este tasco mal frequentado é como o Bairro Alto, em Lisboa: alberga uma comunidade de homens, mulheres, jovens, homossexuais, ladrões, homem-sexuais, traficantes, bichas, punks, carecas e avózinhas. Temos mesas, minis e tremoços para todos!

Agora que já perceberam que estamos apenas a realizar um estudo científico, queremos saber a opinião do atento leitor.

Para ajudar à discussão, deixo duas temáticas interessantes, uma anti e outra pró escuteiros:

1 - anti-escuteiros, suas bichas loucas:
  • porque razão andam eles vestidos com berloques nas meias? Se fazem isso com as meias, como será a roupa interior?!


2 - pró-escuteiros, seus homenzarrões: 
  • minuto 04:09 até 04:36, aqui:


Nota da Redacção: fui escuteiro. Quer dizer, não fui, mas podia ter sido. Só não fui mesmo por causa das meias, de resto revejo-me em tudo. Menos na parte de "cagar na mata".

Piada Farsola #7 - o Casamento

Durante uma entrevista, a repórter fez a seguinte pergunta aos 3 políticos presentes:
Santana Lopes, Cavaco Silva e José Socrates.

Meus Senhores, se  fossem solteiros, com quem gostariam de casar?

Santana Lopes:
- Eu casaria com a Soraia Chaves, a mulher mais bonita de Portugal!
Então, um bêbado, lá no fundo, batendo palmas, grita:
- Isso mesmo, casou pela beleza, valeu, muito bem!!!

Cavaco Silva:
- Eu casar-me-ia com a minha actual esposa, pois eu amo-a muito e ela ama-me!
O bêbado, mais uma vez:
- Muito bem, está certo casou por amor, boa!!! Muito bem!!!

E então, o José Sócrates, demagogo como sempre, deu a sua resposta:
- Eu casaria com Portugal, meu coração pertence ao país!
O bêbado, mais eufórico que nunca, respondeu lá de trás:
- Sim senhor, muito bem, isso é que é um homem honrado: fodeu, tem que casar!!!



Cabeçalho de Ouro - entrega dos prémios

Depois das urnas de voto terem sido violadas 24 vezes nos últimos dias, é com profundo pesar que vimos divulgar os resultados do maior concurso de sempre da blogosfera: o Melhor Cabeçalho, ou Cabeçalho de Ouro.
Nunca se tinha feito um concurso desta dimensão. E correu bem.

Mas dizia eu que divulgamos os resultados com pesar, porque não podem ganhar todos. Mas com alegria, por saber que contribuímos para o enriquecimento de toda a cultura internética. Esperem, estou a receber informações que dizem que isto foi apenas uma grande parvoíce e que o Simão Escuta é o pior tasco de todos os blogues que falam sobre vernizes para as unhas.

Adiante. 

Gostava de agradecer a todos os eleitores, bem como aos blogues que foram a escrutínio. E especialmente aos que não foram. E também aos que receberam a informação que iam participar mas ignoraram esse facto.
Gostava também de agradecer aos meus pais e a Nossa Senhora do Caravaggio, foram eles que me deram força para ultrapassar este obstáculo. Ah, não...isto não é aqui.

Sem mais delongas, e fazendo deste o post mais longo (mas é só gráficos de votações e prémios!), eis os resultados por Categoria:






Importa referir (e relembrar), que fomos levados ao engano por certas e determinadas pessoas (as quais não vamos enumerar até porque teríamos que inventar qualquer coisa em cima do joelho), o que fez com que o blogue Quadripolaridades ficasse de fora da votação. Mas existe uma menção honrosa (e talvez horrorosa) para o mesmo. Mais abaixo poderão comprovar.

O vencedor absoluto, com 169 votos, é o blogue Singularidades de uma Ruiva, da Categoria "Diário Feminino". Parabéns!

Os prémios, quais molduras para colocarem no vosso blogue, podem ser retirados daqui:

Viagens no meu Caderno
Gordo, vai à baliza!
Cineblog
Fode, Fode Patife
Singularidades de uma Ruiva
Quadripolaridades
Exacto, o prémio para Diário Masculino não fica em casa. Porque sim e porque, como organizador, apesar de gostar do nosso cabeçalho e agradecer o facto de me terem incluído para votação, não me ficaria bem aceitar este prémio. 
Aqui, somos muito altruístas. Por isso divido o prémio com os meus colegas (é lindo, paz no mundo, acabe-se com a fome, vivam as Misses) e entrego-o ao Viagens no meu Caderno.

Até para o ano! Se a ASAE não passar por cá antes...

Atingimos para baixo de 1 milhão de visualizações!

É verdade. É enxugando as lágrimas de tanta emoção que vos dou conta desta efeméride.

Ultrapassámos as 100.000 visualizações, o que é, efectivamente, um número para baixo de 1 milhão.
Quero desde já agradecer ao Anónimo, sem ele este tasco mal frequentado não seria a mesma coisa.

E agora, porque com estes paninhos quentes não vamos a lado nenhum, a verdade nua e crua é que se vocês fossem gente que "epá, sim senhor", teríamos, neste momento, pelo menos mais 3 visualizações.
Aliás, existem blogues muito melhores que este que têm mais visualizações. Eu pergunto: como é possível?! É por serem melhores?! Poupem-me...


Resumindo e baralhando, é absolutamente vergonhoso que tenhamos demorado 7 meses e pickles a atingir esta marca. Mais, o Programa do Goucha tem mais "Likes" que nós.

É hora de fazer um balanço. E eu já fiz. Faltam-me perder 3 Kg e mudar o visual.


Obrigado fiéis seguidores. Por terem estado sempre aqui, irão receber uma viagem de sonho. Para tal, basta que tenham lido este e-mail até ao fim antes de chegarem a meio. E têm de avisar 24,4 amigos em 1,24 segundos para se tornarem seguidores ali à direita (no Facenice e no Google Rede Social).

Quando atingirmos o milhão de visualizações, esse momento será imortalizado assim:


Novidades do nascimento da Águia - sobreviveu!

Vieira, põe os olhos nisto!
Mesmo com a tempestade que aconteceu após o nascimento desta nova Águia, ela sobreviveu. Todos passamos por tempestades na vida, temos é que sair bem delas. E por isso, Caro Presidente, nas próximas eleições, peça para sair.

Em baixo as novas fotografias da evolução da nossa pequena Águia. Tem agora uma semana.
Mal me aproximei, levantou-se e abriu a boca, julgando serem os pais a aproximarem-se para a alimentar. Já abre os olhos, já tem penas.
Na próxima semana, talvez já não a encontre no ninho, onde continuam os dois ovos por eclodir (e que me parece não terem sobrevivido aos dias frios e chuvosos da semana passada).



Poderão ver o primeiro post, onde se vê a Águia acabadinha de nascer, aqui.

Comunicado da Gerência - t-shirts de alças

Em virtude dalguns comentários feitos (e especialmente os que não foram feitos) relacionados com alguma indumentária utilizada na viagem à Ásia, a Gerência vê-se obrigada a esclarecer que as t-shirts de mangas cavas, ou de alças, foram adquiridas nos mercados paralelos de olhos em bico, única e exclusivamente com o propósito de suportar melhor o calor.

A Gerência vem ainda descansar o leitor, na medida em que, em Continente Europeu, esse vestuário só é utilizado para um domingo em que se fica a vegetar por casa. Ou quando se joga futebol.

Agora que garantimos a perda dos leitores que usam alças, deixamos um forte abraço ao Anónimo.


A Gerência.

Sabe bem andar assim, mas não consigo gostar de me ver.

28/01/2011 - Siem Reap - Angkor Wat - Floating Vilage (Diário na Ásia #14)

Despertar antes das 8h, meia dúzia de cornflakes e um croissant pequeno. Nada mau para os últimos dias.

O Thong (é assim que se lê, mas não como se escreve) esperáva-nos como combinado. O nosso número 4 é cumpridor.
Em 10 minutos chegámos às portas de Angkor, onde os turistas pagam $ 20 USD por um dia de visita. E aí entrámos, tal como em Halong Bay (Vietname), noutro mundo. No meio duma gigantesca floresta, vários templos. O mais conhecido, Angkor Wat. Fica completamente rodeado por um lago. Para além de ser o mais conhecido, é também o templo (wat) maior.

Portas de Angkor

Angkor Wat

Os vendedores ambulantes têm o seu local próprio para estarem, sendo possível visitar os templos sem se ser importunado. 
Este (Angkor) é grandioso. 
São todos construídos com pedras, somente pedras. A beleza é, para não variar, indescritível. Afinal, esta é uma das 7 Maravilhas do Mundo.
Ao redor, no meio da floresta, existem centenas de macacos, convivendo normalmente com as pessoas. Alguns no chão, outros nas lianas. É giro, é diferente.





Angkor Wat é constituído por 3 principais torres, bastante mais altas que o quadrado onde estão envoltas. Mas tudo se liga, é um puzzle que faz sentido. Todas, ou quase todas as paredes, contêm inscrições, como por exemplo, uma em que estão demonstrados os 32 níveis de céu que existem. Em qual estarei eu?! E tu? Pois...


Foram 2 horas só em volta deste maravilhoso templo, sempre a pé, sempre a subir e a descer, sempre sob um sol abrasador. Trouxe um quadro, uma tela grande que me apaixonou, em amarelo/dourado, com o templo, os elefantes e o Sol. Espero que em casa tenha o mesmo efeito.


Voltando ao tuk-tuk, andámos mais um pouco e ficámos numa zona com mais 3 templos para vermos, sempre a pé. Não sei os nomes, mas são lindos. Não tão grandiosos como o anterior, mas mais acolhedores e mais dentro da floresta.
Sempre as pedras, sempre figuras simétricas, sempre bonitas e encantadoras. Como é possível? Tudo isto foi construído para os Deuses, uma enormidade de templos perdidos numa gigantesca floresta.



Quem viu o filme Tomb Raider (onde consta que foi quando Angelina Jolie se apaixonou por este País e este povo - e eu acredito) facilmente encontra semelhanças. Algumas cenas foram aqui filmadas. Mas ao vivo, é bem melhor...


Pelo meio fizémos amizade com duas dinamarquesas que viajam durante 2 meses. A Kristine e a Ane, devem ter a nossa idade. Andavam nos templos e cruzámo-nos algumas vezes. Tirámos uma fotografia em conjunto e fiquei de lhas enviar um dia mais tarde.


Chegou a hora de almoço, o tuk-tuk do Thong levou-nos a um restaurante simpático, no qual ia desmaiando. A fraqueza era muita. Tive que comer açucar para me aguentar. E aguentei e almocei uns pedaços de carne. Ansiava pelo recosto do tuk-tuk para retemperar energias. 
Assim foi, mas no próximo templo (OK, agora são todos iguais, excepto este e mais uns que ficaram com raízes de árvores a envolvê-los) fiquei a descansar, entrando novamente em quase desmaio. Julgo que me aguentei porque, sem o Jota, ficavam as minhas coisas "desamparadas". Cheguei a ficar com a visão turva, mas lá aguentei.



Entretanto o Jota chegou, deviam ser umas 15h. Vimos mais uns templos de tuk-tuk e parámos para ver crocodilos. Milhares. Sim, milhares, entre adultos e bebés. Estão num recinto fechado e metem medo. Muito. Chamem lá o Crocodilo Dundee para vir cá...nem ele se atrevia a espreitar onde aqui os portugueses andaram de máquina em punho. Aliás pedimos para segurar num dos bebés, mas disseram logo que era impossível, pois também eles nos iam fazer emagrecer, digamos que à força.



Terminada esta epopeia (sempre quis dizer isto), seguimos para um porto, talvez a uns 20 minutos de distância. O rio é sujo, só se vê castanho, mas é por aqui vamos de barco a uma verdadeira "floating village".

Depois de navegarmos durante uns 30 minutos, chegámos ao mar. Ups, afinal isto é tudo um lago, mas dum tamanho tal que não se vêem margens em lado nenhum.
Mas antes disso, é preciso explicar o caminho até à floating village. Ao nosso lado, vão-se aproximando lanchas rápidas, algumas donde saem crianças em andamento para o nosso barco, para tentarem vender algo. Outros barcos levam miúdos com cobras enormes enroladas sobre eles, gritando "one dollar, one dollar". Quase como se fosse um infeliz circo de variedades, onde tentam fazer números diferentes para os turistas. 



Enquanto isso, nas margens deste afluente vemos homens com água até ao pescoço, a trabalharem, a apanharem peixes com redes. Os miúdos a tomarem banho e a brincarem. 


As casas são pobres, muito pobres, feitas sobre estacas para aguentarem as subidas do nível da água deste afluente.
É este cenário que se tem até se desembarcar no "mar".

E agora sim, a verdadeira vila flutuante. Tirando os óbvios barcos, tudo foi construído sobre grandes flutuadores (normalmente barris). O que começou por ser uma vila com 20 pessoas, tem agora mais de 5000.
Passámos por polícia, reservatório de água, lojas, oficinas, escola, etc.. Tinham tudo, ou quase. Mas o nível de pobreza e de condições em que esta gente vive é assustador.




Parámos num espaço grande, com umas lojas (se é que podemos chamar de lojas), onde ao nos aproximarmos, já apareciam crianças a navegar em alguidares (sim, alguidares), a virem abordar-nos e a pedir 1 dólar, fazendo as suas acrobacias com as cobras. Triste. E isto existe neste nosso mundo.
Nesse grande convés flutuante, aquários com peixes do rio e um tanque com crocodilos. Dizem que agora já não existem perto da sua vila. Convém.




Acreditem, por parca ou extensa que esta descrição seja, não é fácil gerir tudo o que se está a passar à nossa volta. É incrível pensar que se vive nestas condições.
No regresso ao porto/cais onde nos esperava o nosso número 4, tivemos tempo de pensar no que vimos e na sorte que temos. E também tivemos tempo de ver o nosso barco embater noutro, mas como na altura a velocidade era reduzida, tudo tranquilo.


Fomos para o hotel, pois já eram 18h. Queríamos descansar antes da folia da noite. E eu bem precisava de descansar...
O pior foi tentar dormir e não conseguir. Estava tão exausto que não conseguia abrandar o ritmo. Reparei que tinha, permanentemente, o batimento cardíaco muito elevado, deitado na cama, em completo repouso.
Comecei a perceber que já estava muito debilitado fisicamente, após vários dias sem me tratar. Liguei aos pais e disse que ia voltar, não andava bem, estava a ser um sofrimento e não me sentia bem a preocupar ou prejudicar o Jota, que nesta altura já tinha dormido e estava a passear pelo hotel. Liguei-lhe e pedi que me levasse ao hospital, que fica a 3 minutos do hotel. 

Confirmou-se o batimento cardíaco anormal e o internamento pela noite. O Jota ficou comigo e em permanente contacto com os meus pais. Obrigado a ambos. Sem eles teria sido mais difícil.
Fui medicado, dormi e dormi, mas sempre cansado, exausto.