Piada Farsola #10 - iguais

Dois amigos num bar, depois de alguns copos, conversam:
— Se por exemplo, eu comesse a tua mulher, continuaríamos amigos?
— Não!
— Bem, mas ficaríamos companheiros, não?
— Não
— Hum… Ficaríamos inimigos?
— Não
— Deixaríamos de nos falar, é isso?
— Não!
— Então meu! Ficaríamos como?
— Quites! Ficaríamos quites!

A Crise, o meu Cativo e o Armando Sá

O Governo aumentou o IVA de espectáculos de 6 para 23%, e o futebol é considerado um espectáculo. 

É a primeira vez que sinto na pele o hediondo aumento. Quando falamos de valores pequenos, notamos uma diferença, mas lá está, pouca. Um concerto, um bilhete para um jogo, etc..
Agora num cativo de Estádio a coisa fica mais complicada.

O meu é relativamente barato. É, pelo menos, um dos mais baratos. Asseguramos excelentes lugares no 3º Piso do Topo Sul. Excelentes, porque estamos no enfiamento da bandeirola de canto, tendo uma vista magnífica sobre o relvado.
Resolvemos privilegiar a noção de espaço, das jogadas e do entender o jogo, sobre a proximidade do mesmo. Até porque lá de cima, e quem me conhece sabe do que falo, consigo comunicar na mesma com eles (treinador e jogadores).

Num parêntesis, isto faz-me lembrar aquele Benfica - Inter (0-0 e 4-3), onde nas competições europeias decidimos ir ver o jogo junto à relva. Armando, lateral direito do Maior, nunca se tinha visto naquelas andanças, estava tremido. Chegou a altura dele fazer um lançamento de linha lateral, perto do nosso lugar. Estava indeciso, ora ameaçava para a esquerda, ora para a direita. Ficou uns 6 segundos naquilo, o árbitro já estava para apitar e os colegas a desesperarem, com Tiago a fazer-lhe sinais para lhe endossar a bola (sempre quis dizer endossar, só agora tive oportunidade, obrigado).
Eis que da bancada, o actual esteio do 3º Anel, num assombro de espírito de entreajuda, grita (com ar de desespero) para o Armando "mete no Tiago, mete no Tiago!". E meus caros, garanto-vos que ele ouviu (não estou a brincar). E colocou a bola no Tiago.

Os cativos no Pingo Doce são assim.

Voltando à temática do IVA, tenho um aumento de €20 duma época para a outra. Pornográfico. E que fez o Benfica junto dos sócios que estão sempre presentes? Nada.

São € 150 do meu lugar + €156 de quotas. Isto por ano. Para 15 jogos. Somando e arredondando, são € 20 por jogo, para um lugar que é dos mais baratos. € 20 por jogos que, na maioria, são contra equipas que não chamam à atenção. É caro. Muito caro. 
Estou sempre presente e quase não tenho vantagem perante um não sócio. Não faz sentido. Dá vontade de não ter cativo. Mas já sei que o vou renovar.

Aceito que o preço aumente. Mas julgo ser de bom tom que esse aumento seja repartido entre Clube e Sócio. Até como forma de agradecimento para quem está sempre presente, mesmo com resultados absolutamente lamentáveis como nos dois últimos anos.

Mas isto sou eu, que percebo pouco da poda.


Lá estarei, como sempre.

Ainda a propósito do calor destes dias


Cortesia, via e-mail, da leitora Brilhos que não Brilha

Uma figura incontornável da Apanha do Marisco da Golegã. 
Não. Na verdade é alguém que gosta de malhar nos outros, de fazer pouco, de gozar, de achincalhar. Já o fez em relação aqui ao tasco, mas como somos gente de bem, estamos aqui para dizer que, apesar disso tudo, sabemos recebê-la bem. E se participar no desafio "A leitora mostra(-se)", iremos recebê-la ainda melhor.

De qualquer forma, deixo aqui o post onde a Brilhos que não Brilha mangou com o Autor (a propósito do post onde relatei o salvamento que a escuteira me fez ao tratar da bolha).
Façam o favor de insultá-la e dizer-lhe que ganha a vida a dizer mal dos outros. Provavelmente através de publicidade. Que não tem.

A (bebé) leitora mostra-se #4

E porque este tasco afinal é para todos, quero anunciar a criação dum berçário ali entre a mesa 2 e a 3. Um pouco afastado dos fritos e da mesa 24, onde temos a Sabrina a receber clientes.


Um grande bem haja à Pipoca, nossa querida seguidora desde tenra idade. Não quis deixar de participar no desafio, conseguindo atrair os olhares indiscretos dos leitores, especialmente dos de palmo e meio.

Grande momento este (à séria)! Que seja um exemplo para muitAs de vós!

Paulo Bento errou nos penaltis

Parabéns à Selecção. Com as individualidades mais fracas dos últimos, no mínimo, 14 anos, conseguiu a proeza de chegar às meias-finais. A teoria, os resultados e o futebol jogado faziam prever, com algum grau de certeza, que nem dos grupos iríamos passar.

Transfiguraram-se e tornaram-se, finalmente, numa equipa. Unidos, disponíveis e com entrega máxima. E isso faz toda a diferença.

Por isso foi bom, foi um bom Europeu.

Amanhã todos vão dizer que foi falta de sorte, que nos batemos de igual para igual. Eu acho que nos batemos de igual para igual, já a sorte...

Analisando os penaltis, parece-me que existem aqui equívocos com influência no decorrer dos mesmos.
Atenção, é uma lotaria. É verdade. O melhor marcador de penaltis do mundo pode falhar, tal como o mais improvável marcador pode marcar. Mas existem alguns factores, alguns detalhes que podem fazer a diferença.

Não quero criticar Paulo Bento. É apenas a minha visão. Se Paulo Bento quiser discutir comigo, crie um blogue e apareça. Até pode chamar-me de cabeça de abóbora. Respeito-o bastante.

És bom homem Paulo Bento, mas este livro é teu

Em dois pontos fulcrais:

  • Porque razão vamos guardar para o 5º penalti, aquele que é, na teoria, o melhor marcador? Era para resolver o jogo com um golpe de mestre? E não se lembraram que se antes a coisa correr mal, gastou-se um penalti "certo" (ou mais provável)?

Os melhores batedores de penaltis devem assegurar os primeiros. Se só temos 3 exímios marcadores, então eles marcam os 3 primeiros. Porque senão estamos a deitar oportunidades fora. É aí que jogamos com as probabilidades.

Estudem-se as probabilidades! Se marcamos os primeiros 3, então o adversário é que tem o papel mais complicado. É ele que não pode falhar. É ele que se vai enervar. É ele que, talvez, chegue ao 4º penalti em risco de ser eliminado.

  • Porque razão se coloca João Montinho (aka 28 ou Maçã Podre) a marcar um penalti? Mais, porque razão marca ele um dos primeiros? Não estamos todos cansados de saber que Montinho falha bastantes penaltis? Mais, para além dos falhar, os que marca são previsíveis e denunciados? 
Não podemos chegar a uma meia-final europeia e ter um jogador a marcar um penalti desta forma. Bruno Alves arriscou, tinha coragem, não é o guarda-redes que defende, mas é mais bem marcado. Julgo que não tinha necessidade de arriscar tanto. Mas isso são outros "quinhentos".
Agora...meia-final europeia e ter um jogador a marcar um penalti assim? Quem vê futebol regularmente, sabia perfeitamente que Montinho partiu sem convicção, sem saber para onde ia colocar a bola. E quem vê futebol regularmente, sabia que o guarda-redes ia defender o remate. Bastava não se precipitar.


É pena. Montinho fez um bom Europeu. Mas não entendo porque razão é escolhido para esta fase do jogo.
C'stiano nem teve oportunidade de marcar...repararam?

A probabilidade estuda-se. E o jogo psicológico, também.
Não invalida que realmente exista o factor sorte aqui no meio. Existe. Mas tal como no Casino, podemos jogar sem ter em conta as probabilidades estatísticas (e às vezes até ganhar), ou podemos saber jogar com elas, diminuindo as hipóteses de erro, isto se tivermos conhecimento desta ciência (vulgo "trabalho de casa feito").

Foram bravos e não mereciam sair assim. Mas ninguém merece.


Parabéns à Selecção. Mas...queremos títulos.
Na próxima corre melhor.


PS: fala o tipo que em cada dois penaltis de futebol de 5 falha um. Sou talhado para grandes golos, deixo os fáceis para vocês.

Patriotismo é isso?

Hoje é o dia certo. Dia de Portugal - Espanha. Dia da padeira aviá-los todos e dizer "espanhóis dum raio, aqui vocês não ganham, aqui vocês não entram, que para isso já cá estão os chineses".

Como o caro leitor sabe, nutro um carinho especial por esse grande homem que é Cristiano Ronaldo. Mais conhecido como Azeiteiro, C'stiano (como ele diz) ou Linic.

E a respeito deste tema da Selecção, mas principalmente de C'stiano, a maior parte dos Portugueses com quem falo sobre isto (normalmente em Kinshasa são mais da minha opinião), são todos a favor do Capitão da Selecção.
Não importa se percebem de futebol, se o vêem regularmente, se têm conhecimento dalgumas atitudes. Nada importa. Só importa dizer, mesmo que sem argumentos, que C'stiano é o "máior" porque é Português. E, invariavelmente, a conversa termina com o ser patriota. Que eu não devo ser, que o menino é assim porque lhe fazem mal e mais o diabo-a-sete. Lérias. Tretas. Balelas. Porque é exactamente ao contrário: foi o Azeiteiro quem se pôs a jeito e fez com que eu (e muitos mais, parece-me), não gostem dele.

O menino quer ser mediático. Quer ser o melhor (ainda bem), mais conhecido e etc.. Quer ser até o mais bonito. Mas não apreciando homens, parece-me que isso é mais resultado do seu corpo trabalhado até à exaustão.
Nunca percebi bem estas paixões assolapadas por uma figura mediática só porque sim. Porque não me venham dizer que se vissem C'stiano, o desconhecido, o trabalhador num Continente ou Pingo Doce desta vida, iam olhar para ele e sentirem-se nos píncaros da excitação.
"Ah está calado, já olhaste bem para ti oh palerma?". Certo, agora apanharam-me. Não tenho como escapar dessa.

Continuando, o Capitão da Selecção é um jogador estrondoso. Talvez o mais completo do mundo. Mas não o melhor. Para mim, não. Mas não vale a pena discutir isso.
O tema é patriotismo.
E eu gostava de distinguir claramente aqui uma coisa: eu não sou mais nem menos patriota por gostar dum Português. Gosto das pessoas com quem simpatizo, que respeito, que admiro. Se forem portuguesas, melhor. Mas se não forem...hey, a nacionalidade não é o mais importante. Importa o que somos.

C'stiano é importante para a Selecção Portuguesa. Muito. E desejamos que esteja inspirado hoje. Mas não gostar dele (fora os pontapés na bola) é sinónimo de não ser patriota?!
Se um larápio for português, vou defendê-lo só porque nasceu no mesmo País que eu? Sei, é uma comparação exagerada, mas a questão é que querem obrigar os Portugueses a gostar de C'stiano, sob a premissa de não sermos patriotas. Ridículo, Digo mais: rEdículo.


Um indivíduo que só festeja a sério quando é ele a decidir os jogos? Que é Capitão e sai ao intervalo dos jogos a queixar-se ao João Vieira Pinto que os colegas não lhe passam a bola? Que é Capitão e nunca faz o seu papel? Que é arrogante? Que fala sempre com o rei na barriga? Que se acha o maior e melhor em tudo? Que faz manguitos na Luz porque o assobiam como Simão é assobiado em Alvalade? Que diz "BESjaRender? Que diz "eu sou o C'stiano Rónaldo"? Que gere a sua vida para se armar aos cucos? Que não aceita uma crítica? Que é o primeiro a sair do campo, seja na vitória ou derrota, quando faz exibições menos boas? 

É um jogador fabuloso e um dos melhores de sempre. E muito trabalhador, que bem sei reconhecer. Mas um banho de humildade a pessoas assim, nunca fez mal a ninguém.
Se na intimidade é diferente? Pode ser. Também dizem que o Bruno Alves é um tipo simpático, quando dentro de campo é o Bruto Alves, com um currículo de agressões bárbaras a muitos colegas.

Sou patriota. Mais que muitos que lá estão. Mais que muitos que me acusam de não gostar de Portugal porque não gosto do Linic.
Adoro o  meu País e custa-me, mais do que a Crise dura e crua, ver a quantidade de gente mal formada em cargos que influenciam o trilho que Portugal está a fazer. Seja na Política, Desporto, Saúde, etc..

Admito que esta Selecção não me preenche as medidas, admito que não vibro de forma louca como já o fiz anteriormente. Mas vou sofrer e vou querer a nossa vitória. Que se faça história daqui a bocado.


VIVA O BENFICA! FORÇA PORTUGAL!

A leitora mostra-se #3

Pois é. Afinal não é desta que o tasco encerra.

Há gente que é altruísta e tem as suas prioridades (bem) definidas.
Até agora, tínhamos duas leitoras com contributos: uma que mostrou carninha. Outra que mostrou a mão, mas que devido à originalidade, "passou"...

Hoje é dia de mais um momento marcante na história deste tão decadente espaço. É dia doutra anónima colaborar e inscrever o seu nome, a título figurativo, no Hall of Fame.


Não foi minha intenção adoptar esta atitude de força. Mas a Gerência achou que realmente era a forma de alertar as leitoras para as suas obrigações morais. E agora, à distância, consigo perceber que foi a atitude certa e a possível.

Porque não pode ser só dar, dar, dar e nunca receber em troca. Aliás, aconselho uma leitura atenta à ficha de associada para leitora desta chafarica, onde claramente existe um asterisco que diz, em letra tamanho 2, "Ao assinar esta ficha, a leitora fica imediatamente obrigada a posar para o tasco, não podendo esta premissa ser renunciada. Até ao fim da vida.".

Por isso toca a enviar as fotografias por mail. E não tem de agradecer, cara leitora.


Simão Escuta. Por um mundo melhor.

Simão Escuta encerrado até que as leitoras se dispam

...e enviem fotografias em bikini, lingerie ou nuas (damos preferência a este ponto) com os dizeres do Simão Escuta e/ou POC.

Momentos difíceis exigem medidas extremas.
Não queria ter que chegar a este ponto, mas a forma como as leitoras deste tasco têm brincado com aquilo que é mais sagrado, exige uma tomada de posição.

Já fomos condescendentes durante umas semanas, mas não o podemos continuar a ser.
A torneira fechou? Não pinga mais nada? Então os posts do Simão Escuta também fecharam.
Dói muito. Dói cá dentro. É ferida que arde sem se ver, mas é um mal necessário.

Vocês, caras leitoras, umas com mais coxa, outras com mais peito, todas com asas, não mostram o vosso corpinho em bikini na praia? Anónimo, tu não. Já te disse para arranjares os dentes. E o facto de te chamares na verdade Manuel, não abona muito em vestires-te com um bikini.
A sério, é um ultraje. É mangar com a tropa. Na praia é vê-las passear os seus corpinhos. Aqui, que ficam no anonimato, "ah tenho vergonha". A sério, valham-me os comprimidos.

Ah, e nada de montagens como estas que nos chegaram:





FAQ's:

  1. "ah eu sou feia, gorda e cheiro mal da boca" - não serve. Nós, no Simão Escuta, temos leitores que gostam de mulheres que cheiram a cebola podre, confeccionada num restaurante chinês já fechado pela ASAE;
  2. "ah mas não consigo fazer isso sozinha" - não serve. Nós, no Simão Escuta, temos uma equipa que cobre todo o País e poderá ajudar as leitoras. Temos inclusivamente enviados especiais além fronteiras;
  3. "mas o meu Pai não deixa" - não serve. Mostre o tasco ao seu Pai. Ele vai gostar e irá dar aquela palavra de incentivo que muitas vezes falta;
  4. "não sei quê, mas não consigo escrever no meu próprio corpo e fotografar" - não serve. Conseguem. Escrevam e tirem a fotografia ao espelho;
  5. "ah mas não consigo" - não serve. Chamem uma amiga, o marido, o namorado ou o periquito.
  6. "não vou escrever nada no meu corpo, sou uma pipizinha e depois tinha que passar água para me lavar" - não serve. Imprimam uma folha com os dizeres e tirem assim a fotografia;
  7. "mas não quero mostrar as mamas!" - não serve. Primeiro porque devia, segundo porque as fotografias servem para qualquer parte do corpo: pés, pernas, coxas, barriga, ombros, costas. Desde que seja sexy, passa.

Em jogo poderá estar uma Viagem à América do Sul com o Autor (em 2013) ou uma caneca do tasco.


Simão Escuta. Por um mundo melhor.

Pinto da Costa, estás feito: Detector de mentiras

Não se deixem enganar mais pelas crianças.
Estou a pensar trazer esta máquina para a Europa. Os testes irão iniciar-se com os leitores aqui do tasco. Vou descobrir tudo...

Sim, é um vídeo, eu sei. Mas vale (muito) a pena. 

Dizem que com o avançar da idade, os velhinhos tornam-se novamente como que crianças.
Depois é levar Jorge Nuno a tribunal e está feito: A-pito Dourado nas grades.

Acerca do Provedor do Tasco

Señor B, esta semana foi complicada. O início da próxima também o será. Talvez por isso me veja imbuído de sentimentos lamechas. E não quero deixar passar a oportunidade de te homenagear.

Señor B: se não fosses tu o Provedor, seria outro qualquer.


Um abraço,

O Autor

Conselho dum homem experiente

Não importa o quanto ela seja linda;


Não importa o quanto seja sexy;

Não importa o quanto seja sedutora;


Não importa o quanto seja bonita e doce;


Não importa o tamanho das suas mamas;


Não importa o tamanho do seu rabo;



...esqueci-me da treta do conselho!

Grandes cromos...

A hora de almoço é religiosa: serve, curiosamente, para almoçar sozinho, com colegas, amigos, desconhecidos. Ou não almoçar.
Numa das últimas incursões com o Preto e o Gordo, juntámo-nos ao Careca e a mais 2 colegas. "Ah, vamos almoçar a outro lado, para variar". Pronto, tudo bem.

Entrámos no carro, sentaram-me na cadeirinha de bebé - primeiro a segurança - e lá fomos.

E fomos parar a outro concelho. E porquê, pergunta o caro leitor. Porque conhecíamos um restaurante que era o manjar dos Deuses! 
Não, afinal fomos para outro concelho porque era necessário trocar cromos.

É verdade. Homens feitos, loucos que nem crianças a trocarem cromos com desconhecidos. 
O curioso? É que estávamos num espaço próprio para o efeito, quase só com adultos. Afinal, é a Caderneta do Euro 2012!



Mas antigamente não era tão fácil terminar uma caderneta. Não havia internet. E não existiam espaços próprios para as trocas. A malta ia desenvencilhando-se como podia.
Existiam algumas colecções com carteirinhas que não eram ainda fechadas sob vácuo. Eram as verdadeiras carteirinhas, pareciam um envelope. Eram as minhas preferidas. 

Eu estava feito com a Senhora Teresa, dona do quiosque. Tinha uns 8 anos e ia lá muita vez comprar doces e cromos. E mais tarde o jornal desportivo que, naquele dia, tivesse mais páginas do Benfica.
A coisa funcionava assim: comprava as carteirinhas, abria cuidadosamente com calor, escolhia os cromos que queria e depois colocava lá os meus repetidos. Voltava a fechar, passava um pouco de cola e estava feito. Voltava ao quiosque, entregava uma carteirinha e recebia outra. Ah...belos tempos...

Bom, mas estes palermas estão a fazer a colecção do Euro. E fazem bem. 
Entre compras de conjuntos de carteirinhas (caixa inteira, fechada), idas aos CTT trocar anilhas e caricas Coca-Cola que iam apanhando nos restaurantes, cheguei a sentir uma ponta de inveja por não ter começado também a tempo. Fez-me lembrar a infância e a ânsia de conseguir um cromo raro, de combinar trocas, de ir preenchendo a caderneta.

Ainda guardo, com ternura, uma caderneta dum Campeonato Nacional onde pontuava Nito, defesa do Belenenses. A belezura:


Carrega Portugal!

29/01/2011 - Siem Reap (Diário na Ásia #15)

Fui acordando pela manhã, trocava palavras com os enfermeiros e com o Jota, comentando que provavelmente nos tínhamos enganado no hotel, visto o hospital ter excelente aspecto.

Entretanto de tarde deram-me alta. E alta conta para pagar também. PQP! $ 1000 USD! Vão mas é mangar com o Boda!
À frente, é saúde. Vou fingir que nunca tive esse dinheiro.

O bagageiro levou-nos de volta ao hotel, onde fiquei a descansar o resto do dia, desde as 18h em diante. Pedi um bife grelhado com arroz para o quarto e o Jota esteve a organizar-se para os próximos dias, já sem mim.
Nada mais a realçar, excepto o permanente cansaço (extremo...).
Ah, e com isto faltámos ao encontro das 23h com a simpática cambojana e com o avião da Vietname Airlines que nos iria levar até Phnom Penh, a capital deste País. Íamos apenas ficar esta noite, mas por aquilo que investigámos e que algumas pessoas nos disseram, parece que não perdemos muito. Menos mal. Mas desculpa, Jota.

Hoje não escrevo

A Gerência vem comunicar que não haverá lugar a post durante o dia de hoje.
Demarcamo-nos completamente da opção tomada pelo Autor, estando já a Direcção Jurídica do Tasco a analisar o caso.

A caixa de comentários fica à disposição dos interessados para o que bem entenderem: fazerem um post, debaterem o Orçamento de Estado, discutir a problemática do Tony Carreira ter ou não capachinho, se as vacas são mesmo loucas ou, em última análise, insultarem o Autor.

Benfica: um sonho concretizou-se

Nem sempre sonho. Ou julgo que não sonho. Mas de sábado para domingo sonhei e lembro-me bastante bem.

Tenho alguns sonhos na vida:
- que acabem as guerras;
- que acabe a fome no mundo;
- ver um jogador da Selecção Nacional dizer ao Nuno Luz e/ou Daniel Oliveira "a mim tratas-me por você, que não andámos juntos na escola nem somos amigos. E se me perguntas o que dizem os meus olhos, chamo os capangas/cunhados do Cristiano. Ou mando-te para Mykonos só de sunga";
- ver o Benfica, ao vivo, na final da Liga dos Campeões.

Sendo que até agora não se cumpriu nenhum dos meus desígnios de vida, acabei por ter um sonho que desapareceu da minha realidade quando, na 2ª classe, tive uma lesão ao nível da cabeça (entorse no cérebro) que me impediu de vestir a camisola do Benfica a nível profissional.

A nova época de hóquei em patins tinha começado ontem mesmo, um dia depois da conquista do 22º campeonato nacional. Ainda em clima de festa, a equipa tinha-se deixado surpreender pelo adversário, estando já a perder 2-0. Após a lesão dum jogador do Benfica, não houve alternativa senão chamar alguém do público para jogar de manto sagrado. Fui eu, claro.
Fui inscrito como júnior (?!), depois do acordo com a equipa adversário: afinal de contas, não era um desconhecido que ia fazer a diferença. 

Equipei-me, peguei no stick e disse para os meus colegas "não esperem nada, nunca joguei hóquei...vejam lá que até ontem julgava que se podia escrever óquei, mas afinal isso é à moda antiga". 
O jogo recomeçou e em pouco tempo tinha marcado 3 golos, plenos de rapidez, técnica e insistência. Era a apoteose. E a bola, por esta altura, era redonda, mas uma...bolacha Maria. Isso.
Na 2ª parte do encontro parecia outro, fruto do cansaço. Fui para a baliza. Já com o marcador em 7-2 para nós, sofremos um penalti, o qual não defendi (não tinha luvas sequer, e a bola parecendo que não, aleija).
O jogo terminou depois.


Sem ainda perceber o que tinha sucedido, fui para casa ler as notícias. Falavam dum júnior que se tinha estreado e dado a volta ao resultado. Nos comentários alguém dizia que tinha sido o POC. E quando fui ler os blogues da especialidade, estavam todos felicíssimos, porque sabiam bem quem era o tal "júnior".

Acordei (ainda no sonho) no dia seguinte e fui contar à família e amigos, emocionado, em lágrimas. O sonho tinha-se concretizado, apesar de não ter sido no futebol de 11. E só quem sente algo tão forte pelo seu Clube, sabe o orgulho que seria um dia vestir a Sua camisola.

Ontem acordei com a sensação de que tinha estado a chorar. E tinha, por certo.


O tal orgulho que falei, é o orgulho que alguns profissionais de hoje já não têm. Ou perdem no entretanto das suas carreiras. É triste. Mas eu, pelo menos, acordei feliz.

Linic, sempre acreditei!

Sempre te defendi! Sempre!
Quando todos te criticaram, estava cá eu para dizer que apesar de teres feito dois jogos medíocres, como ser humano és o topo que o País pode alcançar!

A jogarmos assim, as meias-finais estão já ali. É manter esta atitude e os checos que se cuidem! Parabéns!

Cristiano Linic: ele está a calar-me!

Está boa C'stiano! Finalmente um belo jogo na Selecção!
Agora passa a bola também aos colegas, que a confiança está a dar lugar ao egoísmo. 

E o joão pereira (atenção, eu nunca escrevo nomes em minúsculas) que fez um passe do camano?! Os Deuses estão loucos!

A jogarmos assim, as meias-finais esperam-nos.

1930 - Chicago


Já vos contei daquela vez que trabalhei em Chicago como contabilista?

Estavamos no final de 1930, talvez em Dezembro, e era dono dum pequeno escritório de contabilidade na cidade. O dia já estava escuro há algum tempo quando, finalmente, cheguei à minha sala. Deixei a gabardine, e o chapéu, no bengaleiro da entrada e fui para a mesa. Não liguei a luz da sala - o foco das luzes da rua que entrava pela janela adentro era suficiente para eu chegar à mesa sem incidentes.    E pó. Vê-se sempre pó a pairar. Sentei-me e liguei um pequeno candeeiro de mesa.

- Dharma! - gritei. Chama "o homem" aqui ao escritório. Urgente! E já agora, traz-me um sandwish de rolo de carne.
- Mais alguma coisa? - perguntou ela, do outro lado da parede, naquele tom de quem está a fazer horas extra-ordinárias por obrigação.
- Manda vir o sandwish primeiro.

Abri a mala e tirei os cadernos e livros que tinha passado o dia todo a ler. Nada de novo. Eram os mesmo cadernos e os mesmos livros. Os mesmos quadros. E os mesmos números."O homem" chegou primeiro que a sandwish.   Porra Dharma, não fazes nada certo!   Entrou sala adentro de charuto na boca e visivelmente bem disposto - era última pessoa a quem uma proibição o ía impedir de beber álcool. Retirou a gabardine mas manteve o chapéu.

- B, o que pode ser tão importante que me faça sair do restaurante a esta hora? E liga-me esta luz! Morreu aqui alguém, ou quê? Estás com má cara. Estás pálido. Pareces doente. Vou mandar-te para a costa leste apanhar sol. Tenho lá uma casa, sabes? Olha, aproveita e manda cumprimentos ao John "Papa". Já não estou com esse sacana há álgum tempo. Como será que anda? Foi para a costa e não regressou. Um pai, sabes? Ele foi um pai para mim. Deu-me o meu primeiro canivete. Ainda o guardo. Ah Johnny... bons tempos...

Aproveitei que ele finalmente calou...


- Al, estes números não batem certo.   Sempre gostei de o poder tratar por "tu".
- Sabes que mais? Não me interessa isso. Resolve, e vem lá abaixo ter conosco. Leva a Dharma se quiseres. Prometo que não conto ao marido.

Saiu da sala a rir-se e deixou-me sentado na cadeira.   Resolve, diz ele. Se tivesse a mínima ideia. Se ele ao menos imaginasse onde isto vai parar...   Tirei a chave do bolso e abri a gaveta da mesa. Retirei a garafa de wiskey e o revólver. Era um Colt .38 que o Al me tinha oferecido, um ano depois de começar a trabalhar com ele. Um bom revólver. O wiskey, Johnny Walker como não poderia deixar de ser. Legítimo. Olhei para os dois em cima da mesa...

Enquanto levava a garrafa à boca, guardei a Colt novamente na gaveta.    Não. Ainda não é hoje. Já que fiz o fogo de artifício, agora quero vê-lo rebentar na parada. Se puder beber, melhor ainda...




Senõr B


Entretanto a render em Beja...

C'stiano Ronaldo, aka Azeiteiro, provavelmente em virtude da tão falada saída da Grécia da Zona Euro, já se precaveu e colocou todos os seus sacos de dinheiro (que se os tivesse apostava na Espanha como vencedora do Euro 2012) a render em Beja. Ou em Beja, a render.


Confirmem aos 19 segundos.

A leitora mostra(-se) #2

Estava eu a ver o C'stiano a fazer mais uma daquelas exibições pela Selecção, quando sou presenteado com novo gesto de grande generosidade por parte doutra leitora.

Desta vez, e apesar da originalidade da fotografia e bom gosto na escolha das palavras, esta leitora será alvo dum inquérito disciplinar, uma vez que não deu uma anca, um pé ou um ombro para nos deliciar. É só uma questão de identificarmos a fura-desafios.


Relembramos:
- mesmo que queiram mostrar mais do que devem, o Autor exige o total anonimato;
- ninguém será alvo de comentários menos próprios, até porque eles ainda não existiram nem irão existir;
- esta é uma brincadeira saudável, apesar de irmos fazer posters gigantes para colocar nas paredes do tasco;
- nós, no Simão Escuta, não estamos à procura de top models ou de magreza. Até achamos graça às roliças;
- a criatividade vale marfim, como aquele que o Varela tem na boca (grandes dentes pah);
- poderá haver um prémio simbólico para a melhor fotografia (assim a Anónima indique uma morada válida).


A Gerência.


Manjerico à Simão Escuta

Hoje é que é o dia do manjerico.
Fica o meu.


O que fazer com a vagina? Parte 2

Eis que o mistério está desvendado.
A Uma Rapariga Simples, após um trabalho de investigação duma magnitude nunca antes vista na zona da Trafaria, enviou para o apartado do tasco a prova de que as vaginas são para se provarem.

Tanta coisa com o programa da TVI onde discutiam o que fazer com as vaginas, quando o Simão Escuta consegue o furo jornalístico da década. A revelação daquele que é, para muitos, o verdadeiro 3º segredo de Fátima: as vaginas são para comer. Um Doce!



Agricultura no Pólo Norte

Sim, correu tudo bem, obrigado por perguntarem.

Fui para a praia, dei um mergulho. Fiquei na conversa, vi as horas e fiquei doido. Peguei na mota e fui a casa almoçar, eram 15:30. Equipei-me ainda salgado e saí novamente de mota. Estacionei nos Restauradores, passo apressado e cheguei à partida. Eram 17 horas. Nem consegui colocar o chip nos ténis, foi logo o sinal de partida.
Enfim, a preparação dum atleta de competição é isto. 

Mas foi bom, só pensei em desistir umas 24 vezes. Por minuto. E também foi bastante aprazível ir a correr e estar a dar-se o fenómeno da eructação ao mesmo tempo.


Tenho uma bolha grande debaixo do pé, o tendão de Aquiles com qualquer coisa que ainda não percebi o que é, e uma ferida aberta na alma, devido ao tempo com que cruzei a meta: 64 minutos. 
É este o resumo da participação nos 10 km's da Corrida de Santo António.


Sinto que vos desiludi. E é por isso que vou tentar compensar-vos com mais uma fotografia duma leitora, assim que ela deixe de ser tonta e envie a "produção".

Em relação à bolha que fiz no pé, importa referir que foi uma leitora deste tasco que me fez o curativo. Uma quase cirurgia, onde houve agulha, linha, tesoura e duas esguichadelas de Betadine líquido em cima da carne viva (gosto desta expressão). Ao fim doutros 64 minutos, consegui soltar da boca o ferro que me deram para morder, isto enquanto falecia.
Mas obrigado, escuteira.

Em jeito de resumo, e atendendo à prestação deste sábado, vou dedicar-me à agricultura no Pólo Norte. 
Acho que lá não há net.


Por isso, um abraço a todos,

A Gerência

O que se pode fazer com a vagina?

Tem a palavra a TVI e o leitor deste tasco.

Verdade. Programa transmitido ontem. Enviado por um visconde.

Enquanto debatem este assunto, a extensa equipa do Simão Escuta vai fazer os 10 km's da Corrida de Santo António. 


Portugueses Vs Portugueses

Arranca hoje o Campeonato Europeu de Futebol. Faz parte dum conjunto de 2 torneios de Verão que se jogam nos anos pares e nos ajudam a combater (sem grande resultado) a saudade de ver o Benfica jogar. Mas não é disso que vou falar a seguir. 
Este post é sobre a Selecção Nacional e os Portugueses, mas sem futebol.

Como direi isto duma forma simpática...er...hmm...OK: a Selecção Portuguesa é medíocre. E tem adeptos medíocres. E tem portugueses medíocres. E tem muita gente boa também. Mas de gente boa está o mundo cheio, e como já falei de cãezinhos e mulheres e coisas, hoje é para achincalhar.

A única forma de entender o folclore à volta da Selecção é dividindo os portugueses em dois grupos:
- os que gostam de futebol e o entendem minimamente;
- os que sabem que existem os 3 grandes mais o Sporting de Lisboa e só ligam mesmo a isto na altura do Europeu e Mundial.

A ligar estes dois grupos está o desejo final: que Portugal ganhe e nos dê uma alegria.
A desligar os grupos, está a lógica e a racionalidade: a Selecção tem 1 jogador fora-de-série e mais uns 3 acima da média. O resto são jogadores que não se destacam, mas que podiam fazer uma grande equipa. Mas não fazem. Não somos uma equipa, quanto mais uma grande equipa. Temos, aliás, a pior Selecção dos últimos, no mínimo, 16 anos.

O Presidente da Federação passava facturas nos corruptos.
O Seleccionador é bom homem (e é isto).
O Capitão é uma anedota.
Os jogadores são medianos.
Convocam-se jogadores que dias antes "não se enquadram naquilo que queremos para a equipa".
A preparação foi ridícula, com uma folga a cada dois dias de trabalho.
O circo foi montado e os palhaços quiserem participar.


Agora que o leitor já acha que não sou patriota, desejo que enfie o seu patriotismo num local onde ele caiba.
Já vibrei, festejei e chorei por Portugal. E não estou a falar de choros na final do Euro 2004, isso é para meninos.
Quero que Portugal ganhe, mas sei que não merece. E aponto o que vejo de mal. Porque só crescemos com crítica, desde que seja fundamentada.

Vamos ser objectivos. Mas que pouca vergonha é esta da Selecção:
- andar a desfilar de charrete? 
- ser recebida pelo Presidente da República? 
- ser convidada para almoços na Fundação Champalimaud? 
- ter um aparato destes? 
- ter a cobertura da viagem de avião para a Polónia como se tratasse da primeira ida à Lua?

E porque razão a Federação e o País alimentam isto? Já ganhámos alguma coisa? É que parece. Se isto é assim agora, como será se ganharem alguma coisa? 
É hora de trabalhar, com afinco, não de andarem a fazer de vedetas de Hollywood. 
E já agora, não podem fazer uma reportagem sobre a cor de papel higiénico que os jogadores usam? E sobre a cor das cuecas do Ruben Micael (oi?)?

Estes meninos mimados, que representam o País, até fazem fretes nas cerimónias. O Capitão trata o Presidente da República por você. No fundo, o Presidente é o C'stiano, certo? Tu cá-tu lá. Faz sentido.

A Selecção, como a conhecíamos, acabou. Neste momento é um clube, mas no mau sentido.
Há anos atrás, achava-se que Rui Costa já não servia para número 10. E como não havia outro tão bom, contrataram o Deco, brasileiro. O mesmo brasileiro que meses antes tinha dito que não queria jogar por Portugal, por ser...brasileiro. Mas entretanto como não foi chamado para o seu...Brasil, acabou por ceder. Bonito.
Ou quando necessitámos dum ponta-de-lança, porque Nuno Gomes já pouco jogava no Benfica e não havia nenhum goleador português. O que sucedeu? Isso, outro brasileiro. Liedson. Contratado.

Não se trata de xenofobia. Trata-se da Selecção Portuguesa jogar com Portugueses. Para muitos é estranho. Para muitos, é normal que se naturalizem jogadores só porque dá jeito. Mas isto é uma competição saudável entre Países ou um conjunto de equipas que se reforçam noutros Países só porque dá jeito? Que pouca vergonha...

Mais, porque razão a Federação tem o hotel mais caro de todas (repito, todas) as Selecções? É necessário? Estamos a falar de diferenças abissais para os restantes.
"Ah, mas é dinheiro que a UEFA deu como prémio do apuramento e os impostos dos prémios e mais o diabo-a-sete são pagos em Portugal". Meus amigos, é mais importante irmos gastar uma pornográfica quantia de dinheiro em estadia ou investir esse dinheiro no futebol do País? No futebol de rua, dos pequenos clubes, de se criarem ou remodelarem infra-estruturas para os miúdos crescerem com condições para a prática do desporto?

A comunicação social, por motivos económicos, quer mostrar que os Portugueses estão com a sua Selecção. Que estão loucos por ela. Mas não estão. Não há ligação, não há química. 
Tal como num grande amor que desaparece, porque deixa de haver chama.

Já agora, somos favoritos ao quê? São tratados como heróis...mas algum dia ganhámos alguma coisa? 


Que amanhã Portugal ganhe. Amanhã e sempre. Mas não irei sofrer como dantes. O meu Portugal tem outros valores.

Piada Farsola #9 - no mosteiro

Um jovem noviço chegou ao mosteiro e logo lhe deram a tarefa de ajudar os outros monges a transcrever os antigos cânones e regras da Igreja.
Ficou surpreendido ao ver que os monges faziam o seu trabalho, copiando a partir de cópias e não dos manuscritos originais.

Foi falar com o velho abade e lembrou que, se alguém cometesse um erro na primeira cópia, esse erro propagar-se-ia em todas as cópias posteriores.

O abade respondeu que há séculos copiavam a partir da cópia anterior, mas que, ainda assim, achava pertinente a observação do noviço.


Na manhã seguinte, o abade desceu até às profundezas do porão do mosteiro, onde eram conservados os manuscritos e pergaminhos originais, intocados há muitos séculos.
Passou-se a manhã, a tarde e a noite, sem que o abade desse sinal de vida.
Preocupado, o jovem noviço, decidiu descer e ver o que estava acontecendo.

Encontrou o velho abade completamente descontrolado, com as vestes rasgadas, batendo com a cabeça ensanguentada nos veneráveis muros do mosteiro.
Espantado, o  jovem monge perguntou:

- Abade, o que aconteceu?
- Aaaaaaaahhhhhhhhhh!!!...  CARIDADE...era CARIDADE!

Eram votos de "CARIDADE" que tínhamos que fazer... e não de "CASTIDADE"!!!


A leitora mostra(-se) #1

Quando julgava que as leitoras não iam aderir ao apelo, eis que recebo a primeira preciosidade.

Trata-se duma anónima que teve a ousadia de entender a mensagem subliminar do Apelo: fazer Serviço Público. E fazê-lo com sensualidade e classe.


Esta fotografia é original e não foi trabalhada. 
Desejo, do fundo do meu coração - e penso que estarei a falar por mais gente - que esta Anónima sirva de exemplo. Que vos mostre, a vocês leitoras, a luz. Que vos mostre o caminho. Que vos faça perceber que existem desígnios de vida que ultrapassam tudo e todos.

Simão Escuta. Por um mundo melhor.

Para quem duvidava...

...da participação na Corrida Contra a Selecção, eis que a Organização sentiu-se na necessidade de fotografar os elementos que foram como que o esteio deste evento.


Após cerca de 10 km's a morder os calcanhares ao etíope que ganhou a prova, ali o Monstro das Bolachas teve uma entorse na cabeça, ao passo que o Egas padeceu duma desinteria galopante. Desta forma, tive que abrandar o ritmo e cortar a meta com 55 minutos e lá para o fim da tabela.
Ninguém me tira da ideia que se não fossem estes dois imbecis teria feito 54 minutos. E pickles.

Sábado a equipa do Simão Escuta estará presente na Corrida de Santo António.


A Gerência informa que não se responsabiliza pelo (mau) aspecto do Autor. Parecendo que não, o cabelo corta-se.

Porque razão odeio o Rock in Rio?

Há dias falei sobre a minha renúncia em marcar presença no RiR. Alguns leitores quiseram saber o porquê de não gostar do festival.

A explicação aqui.

Corrida pela Selecção - toda a verdade

Como já todos falaram sobre os 8 km's da Corrida pela Selecção, que se passou no sábado, já posso agora eu falar.

O Gordo inscreveu-me online há umas semanas. Eu tratei do pagamento. 
Chegado ao Estádio Nacional para levantar o dorsal e acessórios mariquinhas (t-shirt, braçadeira) na semana passada, fui confrontado com a minha não inscrição: afinal de contas, não tinha pago. Não que seja caloteiro, que não sou (quem me conhece, sabe que sou capaz de transferir € 1 que fiquei a dever dalguma coisa mundana), mas fui ao homebanking e devo ter falhado um algarismo de segurança e não reparei. Resultado: estava fora da competição!

O caos instalou-se na tenda, percebi claramente que estavam com medo que fosse morder os calcanhares às lebres durante a corrida. 
Passaram-me à pessoa responsável (vou chamá-la de Tânia, para preservar a sua identidade), que disse que seria mesmo impossível, que até gostava de ajudar, que nunca tinha visto ninguém tão persistente (ela queria dizer "chato"), mas que não havia nada a fazer. Ou arranjava a inscrição dalgum amigo que desistisse ou teria que ver pela televisão.
Meditei durante segundos e percebendo que não era obrigatória a utilização da t-shirt da Selecção, arranjei a solução. Devido à simpatia (à séria) da Tânia, disse-lhe, em segredo, que ia fazer fotocópia dum dorsal e ia participar na corrida. Ela retorquiu, dizendo que os seguranças me punham fora. Eu fiz-lhe ver que eu era uma jóia de moço e não merecia esse tratamento. Ela disse que ia estar na corrida, e que se me visse, poderia ter problemas. Mas a isto respondi que se fosse eu a vê-la primeiro, já não contava. Foi aqui que a desarmei.

A equipa de design gráfico do Simão Escuta trabalhou arduamente na véspera da corrida e o resultado foi este:
Podem ver-se marcas amadoras no verso do papel (tinha riscas)

A inscrição estava, afinal, validada!

Sábado equipei-me com a t-shirt branca de corrida do tasco e lá fui eu, no meio da maralha.
Em ritmo lento, eu, o Gordo e o Preto chegámos ao fim, cortando a meta abraçados.

O meu Tio mais velho, com 52 anos, terminou em 29º da geral, com 28 minutos e direito a um bilhete para o jogo da noite. Dá para acreditar?
O mais novo fez a entrada na pista de tartan já com a minha priminha (a do C'stiano Rónaldo), ficou para a posteridade.

Mas importa referir o momento alto do dia. À entrada para o Estádio, nos últimos metros, vislumbrámos dois simétricos monumentos de incentivo, num excelente golpe da organização, motivando os corredores para a recta da meta.
Susana, mulher de Jorge Mendes

É por isto que vale a pena correr.

Rock In Rio - o engano

Estou sintonizado na Sic Radical, não cheguei a ver os Kaiser Chiefs (bons!). Estou sintonizado na Sic Radical e a chorar. Quase.

Mas ver James é sempre qualquer coisa de extraordinário. Vi-os em Cascais e no Campo Pequeno. Mas ao ver pela televisão o concerto de hoje no Rock In Rio, senti que me enganei a mim mesmo ao não estar presente na Bela Vista. Momentos houve em que me arrepiei. 
Viram o Tim Booth a dançar? Brutal...
Aprendi a gostar deles devia ter uns 12 anos. Obrigado Tio " Miguel". Educação também é isto.


Agora tocam os Xutos, os quais já vi algumas vezes e são sempre bons. Vão animar a malta para o Bruce.

E quanto a Bruce Springsteen? Bom, é um dos eternos. Aos 4 ou 5 anos já cantava as suas músicas. Quem não se lembra da capa do disco em que Boss mostra, para delírio de muita senhora púdica, o seu rabo em calças de ganga, à frente da bandeira dos Estados Unidos?
Vi-o em 1993, no antigo Estádio dos viscondes. Lembro-me dele ter entrado em palco como se nada fosse, guitarra ao pescoço, parecia um tipo que ia ajeitar alguma coisa no palco. Era assim, o Boss.


As minhas crenças e a minha dignidade impediram-me de marcar presença neste festival de fantochada, ao qual, com muito orgulho, nunca fui. E a minha estupidez e teimosia impediram-me de marcar presença e curtir esta noite.
Nestas alturas sinto-me arrependido de não lá estar.

E porque hoje é só bricolage...

Este post serve para que a comunidade deste grande Fórum que é o Simão Escuta (oi?) possa, não só discutir alguns temas, como deixar aqui sugestões para próximos posts que ajudem os leitores a compreenderem melhor este maravilhoso mundo da ciência que tem um nome ligeiramente efeminado. A bricolage.

Posto isto, só necessitam debitar o que querem que seja aqui abordado de futuro.
Por exemplo:

- como colocar calhas na sala?
- como colocar calhas no quarto?
- como colocar calhas na sala e depois no quarto?
- como colocar calhas na sala mas indo primeiro ao quarto?
- como colocar calhas na sala que anteriormente pensei que iam para o quarto?
- como afagar o chão da sala?
- como é que conserto (repito, conserto, aqui ninguém arranja nada) um bico do fogão?
- como é que consigo satisfazer um homem na cama?
- como é que faço um filtro de partículas para mais tarde utilizar numa bomba antónia?
- etc..

Enfim. O céu é o limite.

Se encontrarem algum outro blogue que faça tanto Serviço Público quanto este, traga-nos, que nós devolvemos a diferença.


A Gerência.