Diário nos USA - dia #3, São Francisco (Califórnia) - 10 Jun 13

Depois do pequeno-almoço na taberna dos bebedolas da noite, o destino foi Market Street.
Pelo meio, a bandeira de Portugal…no dia de Portugal! Perguntei a um funcionário do hotel o porquê, mas foi simplesmente porque tinham um grupo grande de portugueses naquele dia, e quando assim é, costumam colocar a bandeira do país correspondente. Uma simpatia, que por coincidência, fez-me sorrir. Quer dizer, eu sorri por causa duma americana que estava a passar ao lado.



Depois dum passeio pela zona das lojas, acabei por comprar um cartão de dados para um mês, para poder publicar os artigos quase em tempo real. E porque dá jeito andar a viajar e conseguir ver mapas e marcar estadias algures, porque o preço de balcão é sempre mais elevado.
 
Teste Bing Vs Google: Simão Escuta

Era altura de voltar ao Hop on Hop Off desde o Civic Center (o tal da Junta de Freguesia) até à Golden Gate, onde almocei de improviso, numas mesas com vista privilegiada para a ponte.
Enquanto almoçava, um helicóptero aproximou-se, voou por cima da ponte e depois passou por baixo, entre ela e a água, seguindo depois o seu trajecto. Estava lá um Zé qualquer a curtir…fiquei com inveja.




A Golden Gate é realmente muito parecida com a nossa, mas existem algumas diferenças:


Entretanto, se alguém estiver interessado em por termo à vida, o melhor é escolher outro local. Aqui serão apenas mais um: 
(a zona com mais “lá vou eu” é a do poste de iluminação nº 69, entre 128! É a prova que um tipo se não salta para cima duma bifa neste Verão a fazer um 69, salta do 69. É quase igual.)

A vista é realmente bonita. Mas a da nossa também! E sim, chamei-a de Salazar, porque é o nome original dela. Entretanto passou a chama-se 25 de Abril, mas não sei se é justo alterar o nome dum monumento quando se “troca de política”.

Segui até Fisherman’s Wharf, onde existe uma parte “empresarial” marítima, mas onde também desenvolveram um género de centro comercial a céu aberto, com vários tipos de lojas e restauração. Por falar nisso, este é o local certo para se provar a especialidade: caranguejo.



E encontrar o Zoltar (alguém lembra?).


Daqui podemos ver Alcatraz, não muito perto, não muito longe. E claro, do Pier 39 (pontão), ficamos embevecidos a ver leões marinhos! É verdade, uma colónia deles acabou por fazer deste pontão a sua casa há já bastantes anos.



Depois de sair de Fisherman’s Wharf, voltei a passar por uma loja de mexicanos ilegais que vendiam máquinas fotográficas. Fiz-me de menos homem do que sou (porque um homenzarrão não precisa de máquina, regista na cabeça) e aceitei, finalmente, comprar uma boa máquina fotográfica, uma Canon que não tira cafés mas faz tostas místicas com vista para o mar.
Depois de experimentá-la fiquei com a sensação que sou um anormal: em vez de ter gasto tanto dinheiro em tabaco e whisky desde os meus 9 anos, tinha poupado e já tinha comprado uma coisa destas há mais tempo…tinha ficado com melhor recordação do Diário na Ásia.



Bom, e quem vai a São Francisco e não vai ver o bairro dos panucas, é como ir a Roma e não ver o Papa (porque é que se diz sempre isto?! Ninguém vê o Papa quando lá vai!). Portanto meti uma rolha…digamos que, no cú, que isto é mesmo assim, e lá fui eu (inspirado aqui):

                                                                A partir dos 3:20, épico.

Ora bem, o bairro (Castro) é perfeitamente normal. Nota-se mais uma bicheza ou outra (lembrar diferença entre homossexuais e bichonas), mas nada de transcendente. Acredito que no passado fosse mais notório, mas hoje em dia a homossexualidade é vista de maneira diferente, e os panucas andam à vontade em qualquer sítio dos USA (e ainda bem). 




O que distingue este bairro dos outros são as bandeiras em jeito arco-íris (símbolo gay) que percorrem as ruas que vão desembocar ao Bairro de Castro. Está visto. E não, ninguém se meteu comigo. A minha masculinidade topa-se à distância.

Em São Francisco decorre um género de evento que é o Off The Grid. Basicamente são zonas onde as carrinhas de comida (as nossas rulotes) páram e a malta vai almoçar/jantar. Só que em bom. Ou, pelo menos, com melhor oferta. Portanto decidi ir lá. Só que não fui. Mas eu fui, só que não encontrei nada. E eu tentei. Só que o site não devia estar actualizado e NINGUÉM nesta cidade faz ideia do que é isto. E pronto, foi esta a minha experiência no Off The Grid. Apanhei transportes, andei a pé, subi colinas… Espectacular. Recomendo.

Restou-me dar mais uma volta de eléctrico, agora de noite e seguir para o hotel.


Mas há já uma coisa triste a relatar: a quantidade impressionante de sem abrigos que existem nesta cidade.


Amanhã há mais. Props.

6 comentários:

  1. diááááááárioooooo :)))))
    (agora vou ler! :p)

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  2. fico tão contente que até deixo uma receita para ti: bacalhau à brás (em versão light, para quem precisa de emagrecer)

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  3. Desculpei-te o vídeo dos gatos (nunca tiveram piada, também não iam ter agora)para dizer, uma vez mais, que é admirável o diário que fazes das viagens. É que isso dá trabalho, porra! *

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  4. Também pediste algum desejo ao Zoltar?

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  5. Deixa-me adivinhar pediste o mesmo desejo ? :P

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