Rescaldo das eleições, Parte 2 (análise de resultados)

Entre abstenção (que nalgumas zonas superou os 60%), votos brancos e votos nulos, temos um total de 54%. Ou seja, mais de metade dos eleitores existentes no País. 
- não querem saber de política, estão-se a marimbar para o dever cívico e criticam porque...sim;
- cansaram-se dos escândalos que existiam e continuam a existir...e desistiram.

Em qualquer um dos casos, é triste. Mas triste a um nível global. Triste porque se deve sempre votar, mesmo que em branco. E triste porque realmente muita gente já se questiona se vale a pena, atendendo ao que se passa e a não se verem alternativas credíveis. 

A nível dos resultados propriamente ditos, impressionante verificar que o PS tem 36% do total de votos, contra apenas 16% do PSD. A diferença é abismal. 

Os Independentes, com mais ou menos apoio, estão em crescendo. E isso leva-me a dizer o que já penso há muito tempo: mais que partidos, interessam pessoas. 

Porque tirando alguns políticos caídos do céu (OK, não são alguns, são muitos, demasiados) que sempre foram parasitas e construíram uma vida não de defesa do País, da verdade e da democracia, mas que construíram uma vida para si próprios, todos estudaram mais ou menos as mesmas coisas, todos têm boas noções de Economia e Gestão. Só que uns são mais sérios que outros. E é nesses que convém apostar. O problema? Hoje em dia mais parece um jogo de atirar a moeda ao ar.

Carrega Portugal. Apesar de tudo, que seja um momento de viragem.

24 comentários:

  1. Eu penso que a abstenção, mãos dadas com a aposta em independentes, e um pouco na distância entre PS e PSD (porque, no fundo são o mesmo), revela que o eleitorado está farto dos partidos e da situação onde nos trouxeram.

    Preferem o voto de protesto, na oposição, em independentes, ou abstendo-se.

    O eleitor Português está mais atento, já não vota como se num clube de futebol.

    Isso são boas notícias.

    Um abraço, amigo POC

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Aqui entre nós, só falta os benfiquistas aplicarem este modelo a eles próprios. Shiu... Abraço.

      Eliminar
  2. Um voto em branco não é o mesmo que um voto nulo ou abstenção! O voto em branco conta (à excepção da eleição para a presidência da república, porque é uma eleição directa) e é um voto de protesto.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Certo, não é igual, se o dei a entender, não era minha intenção.

      Eliminar
  3. Respostas
    1. Desde que não votes no Vieira...Ah, não.

      Eliminar
  4. Eu pela primeira vez não votei, e não votei por uma razão muito simples. Não acredito neste regime.
    Não sou daqueles que defendem o Salazarismo, ou uma ditadura, mas também não acredito nesta democracia representativa, em que é impossível tomar as medidas correctas.

    Para mim, as eleições autárquicas representam mesmo o pior da democracia, vemos candidatos (como aquele do Partido Trabalhista de VNG) que me fazem lembrar os comentários de alguns anónimos na Blogoesfera.

    Vemos autarcas presos serem eleitos.

    Eu que vivo em Sintra, vi no último mês serem batidos todos os recordes de recuperação urbanística, em que todos os parques infantis foram remodelados, todos os muros pintados e todas as estradas outrora esburacadas foram arranjadas, tudo para que uns quantos distraídos mudem o seu sentido de voto.

    Assisti a pessoas que conheço, e que nunca fizeram nada na vida, serem apresentadas como "empresários" em algumas listas.

    Tendo em conta tudo isto, não estaria em consciência, votando, e legitimando este folclore.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Compreendo. É a postura de cada vez mais gente. No entanto, não sei até que ponto não é melhor ir lá colocar um voto...inválido.

      Eliminar
  5. Sempre votei. Excepto este ano. Estou desiludida com isto, e votando num partido ou noutro, são exactamente iguais. Nenhum cumpre o que promete, apenas estão lá para o tacho. Cada vez penso em emigrar porque Portugal não anda, com votos ou sem votos aqui apenas vale a corrupção.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Infelizmente sou forçado a concordar. Não que não exista corrupção nos outros países, mas isto aqui..."já cheira mal".

      Eliminar
  6. Ó POC a diferença é bem, menor... esqueceste as coligações do PSD.

    Quanto ao resultado: Ninguem acha estranho não ser referido que apesar da contestação ao governo o PS baixa 2% na votação?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não tenho a certeza, visto que para este exemplo, apenas utilizei os votos exclusivos no PS.
      De qualquer forma, parece-me que os 2% que referes podem ser explicados pelo desânimo nacional. Um não serve, mas o outro também não vai servir. Julgo que é assim que muita gente pensa.

      Eliminar
  7. Olha, no meu caso sempre votei e sempre fui apartidaria
    (juntando Republica, parlamento e autarquicas já devo ter votado em todos os partidos).

    Porque para mim o que conta são as propostas e as pessoas.
    O que faz sentido para um País no ano X se calhar não faz sentido X anos depois.
    É necessario analisar cada caso , o contexto do pais na altura e as pessoas envolvidas, nesse sentido acho que a "fidelidade" partidaria impede uma visão imparcial.

    A grande dificuldade destas ultimas eleiçoes ( não só as autarticas) para as pessoas apartidarias é que como só votamos nas ideias e nas pessoas quando os candidatos são pessoas sem ideias ficamos com o trabalho estragado.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "quando os candidatos são pessoas sem ideias", GOLD.

      Eliminar
  8. " mais que partidos, interessam pessoas"

    Salazar, hitler e mussolini fizeram like.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu fiz like, isso quer dizer que automaticamente ganhei um bigodinho?
      opá eu não quero !!!!!!!! isso não é justo.
      Vou já escolher um partido .

      Eliminar
    2. @Jpacsousa, bem-vindo. (essa foi bem metida, mas esses senhores não são bem-vindos).

      @2w, se o bigode aparecer, envie foto por favor.

      Eliminar
  9. Há uma coisa importante, de que quase todos se esquecem: existem quase 1 milhão de eleitores fantasma, que já não existem, e que mesmo assim contam para a abstenção. Se retirarem esse milhão, a abstenção não é tão chocante. Não percebo o porquê deste ponto ser tão pouco referido...

    De qualquer das maneiras, penso que muita gente se esquece que pior que votar na pessoa errada é não votar. Talvez por ignorância, muitos pretendam mostrar o seu desagrado através da sua abstenção, quando pelo contrário, deveriam fazê-lo com o voto branco.

    Como costumo dizer sempre que vêm estas conversas à baila, houve gente que morreu para que pudéssemos votar. É um direito, mas também um dever.



    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bem-vindo. E somos só 4 milhões aptos a votar? Pouco. Mas sim, esses números farão bastante diferença.

      Concordo a respeito do dever.

      Eliminar
    2. Obrigado.

      Ontem à tarde falavam de mais de 9 milhões de eleitores...

      cumps

      Eliminar
  10. ainda ontem comentei isso algures, mais que um direito deveria ser um dever, uma obrigação. bah

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Teoricamente, sim. Nem que seja para o voto nulo.

      Eliminar
  11. e achas que vale a pena dar 12,60€ para o que estes broxes fazem por nós?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A questão financeira é delicada. No entanto, continuo a achar que votar (seja como for) é a solução.

      Eliminar