"Beijinhos" / "Um abraço"

Se ontem falámos sobre os americanos ridículos que atendem o telemóvel dizendo o próprio nome, hoje vamos debater a necessidade que os portugueses têm de se despedir constantemente, mesmo quando vão voltar a falar com aquela pessoa mais tarde.

Antes disso, e começando pela criação do Universo e aparecimento dos dinossauros, temos de pensar no que são o beijo e o abraço. Dou-vos 5 segundos para pensarem nisto.

OK. O beijo e o abraço deveriam ser algo íntimo. Eu não quero abraçar um colega de trabalho que não me diz nada. Eu não quero dar um beijo a uma amiga de circunstância (a não ser que seja de Ermesinde).
Então, porque raio vou mandar um abraço a um palerma qualquer? Epá, não vou. A partir de agora só abraço quem eu quero. Aliás, aos meus amigos, mesmo que homens, mando beijos. Porque gosto deles. Ou mando beijos ou mando-os para o...

Tenho outro sonho. Agora o meu sonho é estar a falar ao telemóvel, com quem quer que seja, e assim que o assunto está tratado/falado... desligo na cara!

Se há coisa em que os imbecis dos americanos ridículos são bons é a desligar telefones, pelo menos nas séries! "Olha, preciso que me investigues esta morada." E desligam. Brilhante.

12 comentários:

  1. POC, não andas a ver TV americana a mais, peracaso? :)

    (Tens razão em alguns aspectos, contudo: isso de mandar beijos e abraços a colegas de trabalho tb é coisa que me flagela, como aliás é sobejamente conhecida a minha aversão por beijos e abraços virtuais aqui na blogo...)

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    1. Peracaso, sim. Muito tempo livre, infelizmente. É a vida dum coxo. (Segredo: quando conheço normalmente uma rapariga, dou um aperto de mão. O resto já me parece intimidade)

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  2. Pois é!! Os gajos desligam sem mais uma palavra...!! loool

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  3. Os alemães também atendem o telefone a dizer o sobrenome, no entanto, são bons a desligar com um eficaz"adeus" ou "até à vista" versão auditiva.
    Beijos e abraços dependem da pessoa. Nos últimos anos o aperto de mão ganhou protagonismo em várias situações quotidianas. Se bem que, em festas, esta malta tende ao aperto de mão ao apresentar e depois de uns copos vai tudo corrido a abraços de despedida e isso incomoda-me um bocado (muito mais do que 2 beijos na cara).

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  4. Também gosto do "gotta go". Não sei se é representativo dos americanos, mas os ingleses são menos duros. Não mandam beijinhos e abraços, mas despedem-se. "Talk to you later", "Have a nice day", Take care", etc. Mas os portugueses são uma desgraça, de facto, e eu sou fraco em conversa de circunstância.

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    1. Essas opções já são mais razoáveis. Agora os beijos e abraços já me começam a dar cabo do sistema nervoso.

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  5. chamada entre 2 corruptos: Jorge Nuno!.. ah Vitor Pereira.. tás bom?.... sim pode ser o Pedrocas no domingo. pó c*r*lh*! (e desliga)

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  6. O meu truque muito pessoal: quando a chamada já me está a aquecer a orelha - ou seja, tudo o que leve mais que 5 minutos, ou então call centers em geral, que a esses dou o tempo de dizerem que andam à minha procura e não mais - afasto o telemóvel, gradualmente, da boca, e começo a queixar-me, cada vez mais looooonge, "Estou a deixar de o ouvir! Só ouço apitos! Não ouve apitos?", e desligo. Se for a conduzir, ainda é mais limpinho: atiro o telemóvel para o banco de trás e começo a gritar que não ouço nada (o que nem é mentira).

    Eu sei que passo por doida.

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    1. Muito bom. A táctica parece-me a roçar a perfeição. Sendo que a perfeição é conseguir falar entrecortado, ou lá como se diz.

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