O dia em que me envolvi com Justin Bieber

Escrevo-vos duma clínica de desintoxicação para pessoas que conviveram, dalguma forma, com anormais. E não estou a falar do Anónimo.

Tenho uma prima bem mais nova que, vá-se lá saber porquê, gosta do Justin Bieber. Quero compreender este fenómeno, mas custa-me. E custa-me ainda mais que a praga ataque a minha família. 
Quando era miúdo, as raparigas veneravam o Bon Jovi e mais um ou outro. Mas aquilo não era tão escandaloso. Não as via chorarem. Não sabia que o Bon Jovi pintava paredes de hotéis só porque sim. Se calhar ele até pintava, mas a globalização não existia desta forma.

Seja como for, detesto anormais. E putos anormais são a escória da sociedade. Porque depois vão ser homens anormais. Com dinheiro. O que piora a coisa.

Acabei por, contra os meus princípios, e após várias tentativas, conseguir comprar um bilhete de cinema para qualquer coisa sobre esse esterco, para dia 25 de Dezembro à tarde, com oferta duma t-shirt (uau!) e não sei quê.

Daqui por uns anos, e que não sejam assim tantos, espero que a minha prima, consciente e envergonhada, me coloque num pedestal por eu ter feito o que fiz.

Agora com licença, tenho de levar uma injecção aqui na clínica. 

6 comentários:

  1. ahahahaahahahahahahah! Grande primaço!!!

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  2. Quando fores velhinho pode ser que a miúda se lembre de ti e te leve uma canja a casa!

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  3. Um anti-psicótico nessa nádega depressa!

    Abaixo o Bibas!

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  4. Uma prima? Certo...

    Espero que, pelo menos, tenha sido uma compra online. É que sempre dá para negar e dizer que foi um hacker...

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  5. Quando fores sénior também te poderá levar, a passear ao domingo à tarde, ao jardim da Estrela para dares milho aos pombos :P
    Chica da Esquina

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  6. Sei de um truque infalível, que usei varias vezes, para não passares vergonha.

    Quando era miúda , eu e um primo meu costumava-mos ir ás piscinas de um hotel que eram só para os hospedes do hotel. Havia um acesso directo das piscinas à praia, e nós entrava-mos à socapa por ai , mas em vez de andar-mos normal, entrava-mos de costas. Na nossa ideia , se o segurança nos pergunta-se alguma coisa, dizia-mos que estávamos de saída.

    Como éramos miudos , acreditá-mos durante anos que funcionava, pois nunca ninguém nos disse nada.

    Anos mais tarde, fui , para grande vergonha minha, ver o filme das spice girls, e voltamos a entrar de costas (desta vez com uma amiga).
    Assim se por acaso nos depara-se-mos com um conhecido, dizia-mos que tinha-mos acabado de sair de outro filme.

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