A crise é uma utopia

Eu também gostava de ser milionário. Mas sem esquemas. Talvez o ideal fosse mesmo ser um palerma sem valor nenhum e cair-me o Euromilhões. Assim nunca poderiam dizer que alinhei em esquemas menos claros para me tornar rico.

Não sendo milionário, pertenço aos mais de 99% que detêm metade da riqueza mundial. Ou seja, metade da riqueza está na posse de 1% da população. Mais coisa, menos coisa.

Trata-se de um estudo (aqui e aqui) que também indica que a riqueza das 85 (não é engano, oitenta e cinco) pessoas mais ricas do mundo corresponde à riqueza da metade mais pobre da população mundial.

Mas ainda não acabou. Portugal é um dos países onde a riqueza dos do costume duplicou nos últimos 20/30 anos.

A crise é uma utopia. É fictícia. É informática. É política. É injusta. É viciada. É suja.




24 comentários:

  1. Mais do que numa crise económica (que, só por si, já é bem grande), nós estamos é mergulhados numa grande crise de valores.

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  2. Pois... É fictícia. É informática. É política. É injusta. É viciada. É suja. É uma desculpa para um realidade que nos lixa a todos (excepto a eles)

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  3. e depois há patrões assim: http://www.dn.pt/revistas/nm/interior.aspx?content_id=3640689

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    1. Só páro quando também tiver uma revista com o nome do meu tasco.

      (do Rui Nabeiro já conhecia, que grande homem)

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  4. Isto não vai parar mas um dia vai dar porrada.

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    1. Acredito que, um dia, alguém perca a cabeça.

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  5. Para que eu me possa refastelar no meu Boieng 747 com estofos de ouro e diamantes, tu contas os trocos. E como para mim isso é a lei da vida, ainda levas com o rótulo de piegas se te atreves a questionar ou a contestar.

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  6. Devia ter lido isto ontem. Agora, que devia começar a trabalhar, estou deprimida e com vontade de voltar para casa. Nice...

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    1. Então é para apagar o artigo, é isso?

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    2. Se não der para apagar todo o blog, sim.

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  7. A pior crise é a de valores. Essa é que mina e continuará a minar tudo.

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

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  8. Está visto que só há uma maneira de acabar com a pobreza: matar os pobres todos.

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    1. Um comentário feliz sobre a infeliz verdade na qual caminhamos.

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    2. A mim conseguiram me matar. Vários anos de dor, depressão e sonhos destruidos e carreira arruinada, desemprego e pobreza valeram me problemas de coração. Sim, a crise matou-me. Nao mata em campos de concentração mas mata de outras formas. Eu já estou condenada. Um dia sonhei e lutei. No outro, e há anos, a crise caiu me em cima e destruiu-me. Pouco a pouco a doença foi se instalando. Quantos mais haverá?

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    3. Lamento ler este relato. De qualquer forma, há que lutar. E o coração há-de acalmar, sem parar.

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  9. E a pergunta que se impõe é: até quando é que esta suposta "crise" vai durar? Até quando vai esta servir para beneficio de uns quantos? Mal de nós que temos que aguentar, como diz o sr BPI Fernando Ulrich "...ai aguentam, aguentam!"

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    1. Equidade, justiça e emprego em Portugal? 30 anos? 40? Mais?

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  10. 30 anos?..Nem aguento mais 3. Só penso em me matar todos os dias. Não aguento mais, nada muda, insuportavel, nem vale a pena andar cá só pra ser escravo. Lutas, mudanças, como? Estamos todos tão dispersos, é tuo tão sufocante. Qualquer dia acabo com isto, olhem e nao é pra ninguem ter pena, nem para chamar a atenção, dado que estou no anonimato. Posso sera a pessoa que se senta ao teu lado no metro Sou um de nós, a morrer a cada dia, a fingir sorrisos, com o coração partido e a juventude e os sonhos perdidos...para sempre, e cada dia a sentir se ridiculo por estar a dar um dia a mais á humilhante vida em vez de enfiar aqueles comprimidos todos pela garaganta abaixo e libertar-me da escravidão do governo. Sou um de tantos tantos outros. Tantos que a crise assassinou e VAI matar nos proximos anos.

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    1. A morte não é solução para nada. Quando menos se espera, as coisas mudam. Força.

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