Improvio Armandi. Quem?!

Sexta-feira foi um dia bom no (meu) PSI20. Queria comemorar. Dei conta de um maço de cigarros, um charuto, dois gins. Não satisfeito, ainda bebi meio cocktail de fruta, sem álcool. Tudo isto em hora e pouco. Peguei no comando da box e rebobinei a emissão do Goucha. Mas faltava qualquer coisa. E efectivamente faltava. Tinha-me esquecido de vestir os boxers e só percebi isso quando vi a vizinha da frente, a boa do 3º andar, a dizer-me adeus com muita alegria.
Pego no jornal, abro as páginas centrais à procura de uma Jessica (com ou sem Athayde) mas o que encontro são os Improvio Armandi. Im-quê? Serão vendedores de “réplicas” de camisas, ali para os lados da Feira de Carcavelos? Não. Afinal parece que fazem teatro, ou lá o que é isso.
Vesti as calças e fui ver o que era.

Entro no Auditório Carlos Paredes (Benfica) mascarado de Zé Cabra. Já estavam muitos paparazzi à porta. O espectáculo começava às 21:45 mas atrasou uns minutos, o que me deu tempo para preencher o papel que me pediram (uma frase que me viesse à cabeça) e investigar quem eram os Improvio Armandi. Cinco rapazes que prometem teatro de improviso. O objectivo é o público interagir directamente com eles, dando inputs para uma longa-metragem de completo improviso e humor.

Enquanto acendo outro charuto, vou relatar-vos como é que se desenrola uma noite com os Improvio Armandi.

Ao entrar na sala, os papéis são depositados num cesto. O espectáculo começa e é-nos explicado que vamos assistir a um filme, escolhido por nós. O apresentador/narrador pede aleatoriamente a alguns elementos do público para escolher um local, um objecto e um género de filme (este sorteado entre 6 opções). E com isto ficamos com dois trailers (o que dá nome à peça: Trailer) que vão ser apresentados de seguida, sem pausas, em completo improviso. No final, o público, através das palmas, decide qual dos dois filmes quer ver por inteiro. Depois, pelo meio do filme, os actores vão utilizando as frases do público, também de forma aleatória, o que nos traz momentos surreais.

Bom, mas no meu caso ganhou claramente a pior opção. A corrida de karts com Jack, o super-herói que foi trespassado por um guarda-chuva e ficou com super poderes, era melhor trailer. Mas no outro falaram em “nudismo”, e o povo foi logo atrás.
O filme vencedor:

Momento em que a Mãe Natureza apareceu a flutuar no sonho do lenhador Jack

Seja como for, não tive a Jessica mas tive uma noite muito divertida, diferente, original e mais um ou outro adjectivo que agora não me ocorrem.
Improviso é realmente difícil, mas eles conseguiram sair por cima com alguns momentos de muito humor.

Este artigo não é patrocinado, mas eu recomendo na mesma.

Podem ler mais sobre eles aqui.

Vou fumar mais um.

7 comentários:

  1. És doente, pá. Tem que ser sempre tudo em Benfica.

    Ps Zé Cabra quem é? É nosso? É da B?

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    1. Já "tem para lá umas cláusulas" e está emprestado ao Mónaco.

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  2. já não vou ao teatro desde aquela visita de estudo na 4ª classe para ver uma representação foleira dos Lusíadas ;( *chuif*

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  3. Ora ainda bem que foste e que gostaste. Sou amigo pessoal de um dos moços (o Hugo Rosa) e se quiseres posso informar-te onde e quando a grupo dele faz stand-up (chama-se Saia na Saída) e até arranjar-te uns bilhetes com desconto.

    PS: Não, não sou o agente deles (acho que nem sequer têm)

    Abraços

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    1. Saia na Saída, bom nome.
      Obrigado!
      Abraço.

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