Presentes de casamento: às vezes, a medição do ser humano

Ainda há dias estive no casamento de dois bons amigos. Aliás, fui padrinho, facto que me deixou dividido nos sentimentos: por um lado orgulhoso e lisonjeado; por outro, preocupado, pois quem me encarrega de tal responsabilidade, poderá não estar na plena posse das suas capacidades. Pessoalmente só me convidava para noivo, sei que seria muito acima da média no desempenho de tal função. No dia solene e nos outros a seguir.

Como padrinho, resolvi que o presente não seria dinheiro, o habitual hoje em dia. É que o dinheiro não vai servir de (quase) nada. Servir, serve, mas nunca (nunca) ficará associado a mim. Nunca os meus amigos (ou quaisquer outros noivos) irão ter ou usufruir de algo que, anos mais tarde, os irá recordar de mim. É impessoal.
Não estou a criticar quem o faz, já o fiz no passado, mas é assim que vejo as coisas. Portanto eu, o Zé e a namorada oferecemos uma viagem.

Esta lengalenga serve de introdução para quem casa com interesses financeiros. Serve de introdução para quem escolhe os padrinhos consoante o dinheiro que pensa receber de presente. Claramente os meus amigos não são essas pessoas. Mas há quem seja. Há quem se esqueça que o presente (seja dinheiro ou não) é uma amabilidade que nos fica bem a todos, como nos aniversários. É uma amabilidade que cada um utiliza como pode. Uns podem mais, outros infelizmente podem menos.

Atente-se no desabafo desta senhora noiva no Facebook:

Fonte



O Mundo está virado do avesso. 

13 comentários:

  1. Que pena ela não ter falado com o noivo. assim ele sempre se podia livrar de boa.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Noivo que casa com alguém assim, ou é igual ou um grande imbecil.

      Eliminar
  2. Concordo com o que dizes na totalidade. Só vou a casamentos de pessoas que me sejam realmente muito chegadas. Não estou para fazer fretes. O meu casamento também seria impossível ser mais intímo, mas foi assim que quisemos. O casamento (enquanto cerimónia tradicional, incluíndo copo de água) não nos diz nada, também por estas tretas e maus vícios das pessoas.
    Garanto que se estivesse na situação dos padrinhos aí da brazuca, desconvidava-me e enviava presente: uma poia do bóbi, em caixinha bonita com laçarote.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Já que o casamento desta senhora é um negócio, então merecia que lhe estragassem o dito.
      Entretanto, claramente é daquelas pessoas que casa no sentido de "forrar" a casa. E ai de quem não lhe comprar a torradeira XPTO. Ter um filho para alimentar e estudar não é desculpa.

      Eliminar
    2. Nem mais! Estas reacções, embora alheias e de pessoas que nos são totalmente estranhas, exasperam-me. O que por um lado é muito bom: é sinal que não nos revemos nestas atitudes.

      Eliminar
  3. Oh por amor de Deus, um pouco de futilidade a menos, por favor.

    ResponderEliminar
  4. Tristeza... enfim tenho pena de pessoas assim porque ela vai receber troco da mesma maneira... Se custa muito casar podia sempre optar por não o fazer...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Podiam era estragar-lhe o negócio. Por exemplo, não aparecer ninguém. E depois ver se o casamento era mesmo importante.

      Eliminar
  5. O meu irmão do meio casa no domingo e já lhe ofereci coisas que precisava antes do casamento e, mesmo assim, vou dar-lhe dinheiro - não tanto quanto gostaria -, porque realmente sei quanto custa um casamento - e já nem falo no que custa organizá-lo.

    Agora, eu sei que ele não me convidou para madrinha - ah, pois, não bastava ser irmã... - por causa do dinheiro, até porque quase andámos à porrada porque ele não quer que eu gaste o meu dinheiro com ele. Como sou mais velha, um par de palmadas resolveu o assunto.

    Nem fui eu, nem os outros dois padrinhos. Ele convidou as pessoas com quem ele gostava de partilhar esse dia. Claro que o dinheiro é importante, mas não mais do que as pessoas.

    Isto tudo, para te dizer que no Domingo tenho um casamento. Mete uma cunha para que haja muito sol. ;)

    ResponderEliminar
  6. Uma vergonha mesmo. Infelizmente ainda existe muita gente que escolhe os padrinhos com base na prenda que eles poderão dar. E também há quem não aceite ser padrinho para não terem que dar uma prenda maior como foi o caso de uns tios do meu marido. Muito triste a mentalidade desta gente que só vê dinheiro à frente.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim, parece-me uma vergonha semelhante não se aceitar ser padrinho por uma questão de dinheiro. Pressupõe-se que se existe um convite para padrinho, é porque existe confiança e amizade. E nesse caso, o dinheiro não importa.
      Portanto anda meio mundo a enganar o outro.

      Eliminar