Separação de lixo, aka Engenharia Aeroespacial

Hoje decidi partilhar um pouco mais de mim com o prezado leitor. E é por isso que vou falar do meu local de trabalho.
Ora bem, eu trabalho... numa empresa. É isso. Pronto, já disse.

Na empresa onde trabalho existem muitas pessoas, com muitas valências, de várias áreas, de área nenhuma. O normal. O que não é normal é estarmos a precisar de formação em engenharia aeroespacial. É que esta parece-me ser a derradeira hipótese para se conseguir fazer a correcta separação do lixo.

Como é possível existirem recipientes de cores diferentes (com legenda!) e publicidade fixa e móvel sobre a correcta separação do lixo e o problema persistir? Como? Porque é que o Gervásio não vem cá ensinar a malta? Fica a ideia.


16 comentários:

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  2. Se funcionar lá na tua empresa, pede ao Gervásio para passar lá pela minha chafarica. Se ele não for capaz do os ensinar, ao menos fica a conhecer os macacos com quem trabalho.

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    1. Anita, bons olhos a vejam. Gervásio a caminho.

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    2. Quem é vivo sempre aparece ;)
      Prometo tratar bem dele.

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  3. O meu problema é mesmo aqui em casa. Discussões de meia noite. Prevalece a ideia arcaica de que se separarmos nós o lixo, os senhores que trabalham nesses sítios, perdem o emprego...
    Como vez, o micro cosmo também é sinistro. Nem vale a pena pensar em multinacionais. O problema está na base.

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  4. Tenho uma teoria sobre essa dificuldade das pessoas: o processo nao funciona porque tem demasiadas variaveis.
    Tens o azul, o verde, o amarelo ,o vermelho(pilhas) e o castanho (organico) que no nosso caso nem é castanho é o cinzento para os indefinidos.

    Mas em cima disso tens que pensar o que fazer com um produto de plastico que tenha papel, com um vidro que tenha papel, com um cacareco de madeira que tenha tambem vidro, com um pedaço de borracha que tenha tecido, com o objecto de metal que tem plastico etc etc

    Não é instintivo.
    Seria preferivel um processo com menos variaveis, reduzir o alvo de material para reciclagem pelo menos nos primeiros anos. Com a logica de fazer pouco mas bem e depois quando fosse natural, aumentar a variedade de materiais.


    2w

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    1. É uma boa teoria. E compreendo-a. Mas na génese deste artigo, cai por terra, porque falo de coisas básicas e lógicas que estão trocadas. E cai por terra porque não tenho dúvida que é gente que se está a marimbar para o assunto.

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  5. chama o Sousa Cintra, especialista em organização de lixo na berma da estrada

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    1. "Como é possível? Isto é quase inacreditável...".
      Bronco do camano. Bem feita.

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  6. A minha Dona Lena -senhora que me ajuda de quando em vez lá em casa a deixar aquilo a parecer uma casa (habitável) - também me diz "a senhora não devia separar o lixo, está a tirar trabalho a muita gente..." Vou mandá-la para tua casa, Uva Passa (não te separa o lixo, e ainda te dá um jeitinho no pó) :)

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    1. Por essa ordem de ideias, também devemos renunciar à Via Verde e ficar horas na fila :)

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    2. Pelo menos controlas o gasto (eu às vezes questiono-me se aqueles débitos todos em conta serão reais, ou se alguém anda a meter a unha).

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    3. O problema das portagens é que fazem um débito de X passagens juntas. Mas para isso e para tudo, nada como registar todos os gastos. Hoje em dia já existem aplicações para telemóvel que são muito práticas.

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  7. Ora, não se vê logo que trabalhas numa empresa de daltónicos?

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    1. Muito perspicaz.
      Percebemos isso quando o Adalberto foi ver o Benfica - Arouca com o cachecol do Sporting.

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