Tudo o que sou, devo a Bud Spencer

Bud Spencer foi talvez o maior responsável pelo meu desenvolvimento enquanto ser animal e humano.

Desde pequeno, perdão, desde muito novo, fui contagiado pelo italiano pouco falador. Da cerveja Budweiser e do actor Spencer Tracy, Carlo Vicente Pedersoli transformou-se em Bud Spencer. Fácil: apaixonado pela Bud, fã do Spencer.
Antes, já tinha sido grande campeão de natação. Um verdadeiro atleta. Da piscina para o cinema foi uma braçada. Das dele.

Seja como for, em mais um momento inédito na blogosfera nacional (para não dizer em todos os órgãos de comunicação internacional), o Simão Escuta vem prestar a homenagem merecida a um dos grandes senhores dos nossos tempos. E também dos tempos dos nossos pais e avós, porque ele, o Bud, já não vai para novo.

Longe vai a época em que, no meio das brincadeiras lá fora, parava para ver televisão nos Avós. E entre a RTP1 e a RTP2, dia sim dia não, passava um filme do grande Bud.
Os melhores eram com o seu amigo Trinitá (interpretado por Terrence Hill). Basicamente, era mocada até mais não. Mas com um pingo de humor.
Cresci muito nessa altura a nível intelectual. Porque… quer dizer, o Bud Spencer só arreava na malta quando tinha motivos. E eu percebi: só devemos agir quando temos motivos para isso. Só que depois o Bud também arreava na malta porque era divertido. E eu percebi: temos de ser divertidos.



E se deixo grandes elogios a Bud Spencer, tenho de deixar umas palavras a quem, apesar de ter a barriga menos proeminente, me mostrou os seus filmes pela primeira vez: o meu Avô Mário. Um deleite vê-lo a rir e a bater-me em jeito “olha esta berlaitada!”. Contagiante.

O Avô faz hoje 80 anos. Ainda estou a tentar que Bud Spencer apareça no jantar de logo.

10 comentários:

  1. Grande bud spencer , tambem eu grande fa , e pouco valorizado parece me a mim nestes tempos acho que ainda via mos melhor uns filmezinhos destes rapazinhos do que portugais em festa e companhia

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  2. Lembro-me de ser pequenita (quatro-cinco anos talvez) e do meu pai ter esgotado todos os VHS desta dupla no VideoClub lá do bairro. Lembro-me que eram causadores de verdadeiras barrigadas de riso em família...

    Estranhamente só me apercebi que os filmes eram dobrados em Inglês há muito pouco tempo, quando revi um desses filmes no youtube.

    Tenho uma cena de um filme deles gravada na memória: avô Bud e o Terence Hill a cantar num coro, a dar um gozo descomunal ao maestro que com os nervos, partia as batutas. Não me recordo em que filme foi, mas era uma cena sensacional :)

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    1. Os tempos eram outros. E era um humor que, de alguma forma, resultava.
      Parabéns pelo pai, porque a soube educar ;)

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  3. Espectáculo, haja quem dê crédito a este grande artista. Grande em todos os sentidos.

    Agora tenho vontade de ver os filmes do Trinitá todos de uma vez. Ainda bem que se aproxima o f.d.s.

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    1. Estes filmes deviam fazer parte das aulas do 1º ciclo.

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  4. Parabéns ao avô.
    Posso estar a confundir mas não era o Bud que dava umas mocadas bem no topo da cachola dos tipos?

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    1. Obrigado :)
      Sim! Isso, as lambadas, etc..

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  5. Subiste mil pontos na escala de Trinita. É isto. Na minha casa somos enormes fans deste homem. E temos o Trinita N vezes a rodar em original claro enquanto estamos na cozinha. Awesome!!!

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    1. Essa cozinha produz portanto refeições abençoadas.
      Foi um artigo com pouca adesão, mas muita alegria, por saber que não estou sozinho.

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