Piada Farsola #66 - O cego e a loira

Um cego, sem se aperceber, entra num bar de mulheres. Senta-se no balcão e pede uma bebida ao empregado. Era a 24ª cerveja do dia. Já completamente embriagado, agarra no copo e grita:
- Vou contar uma piada de loiras!

A mulher ao seu lado diz:
- Devo avisar-lhe de 5 coisas antes que queira mesmo contar a piada:
1) O barman é uma mulher loira;
2) O gerente é uma mulher loira;
3) Eu sou uma loira de 1,75 e 90kg;
4) A mulher ao meu lado é uma loira profissional em Karaté;
5) A mulher ao seu lado é uma loira profissional em Kung Fu.
Portanto...ainda quer contar a piada?

O homem responde:
- Bom, deixe estar então. É que se tiver que explicar 5 vezes estou tramado, já não consigo.

Andam a mangar com as mulheres, olhem para isto:


Atenção, isto é uma falta de respeito para com elas.
Nós, no Simão Escuta, somos a favor da igualdade (especialmente a nível de mulheres nuas, ou seja, queremos que sejam todas igualmente giras e boas), portanto não toleramos situações destas. Posto isto, como mecanismo de compensação, e sempre na linha do serviço público, anunciamos desde já a criação, por todo o País (especialmente em Moimenta da Beira), de lugares de parqueamento exclusivos para elas e para as suas deficiências características.

São lugares com mais 20 centímetros, onde, basicamente, cabem um camião TIR e um Mini. Fomos buscar esta ideia à Coreia do Sul.


Simão Escuta: por um mundo melhor.

Papa Francisco a um preservativo da História

Bom, talvez não literalmente, mas para lá caminha.
Para já, o até agora Grande Papa Francisco, admite rever aposição da Igreja em relação ao celibato. Ele explica que o facto de haver privação de sexo é uma questão tradicional, que reflecte uma suposta maior dedicação e concentração na missão católica, com a qual ele até concorda.

Espero que a discussão surja no seio da Igreja e que efectivamente haja abertura para romper com uma tradição que talvez prejudique mais o catolicismo do que propriamente o beneficia (escândalos sexuais com menores, etc.).
Um padre ou uma freira não deixam de ser homens e mulheres, com tudo o que isso implica (tirando o Anónimo, a sexualidade faz parte de todos nós).

Depois disso, que venha a questão do preservativo (essa sim, julgo que mais delicada).

Se o Papa Francisco – respect: tem quebrado protocolos, não se esquiva aos assuntos importantes, parece ser a lufada de ar fresco que faltava – conseguir tudo isto, será verdadeiramente eterno.

Fica aqui a promessa de, quando eu e o Filipe formos no périplo pela América do Sul, tentarmos ver o seu San Lorenzo jogar:


Cristiano Ronaldo...outra vez? Sim, tem de ser. Surgiu outra prova

Em Espanha também gostam do Questiano Azeiteiro, mas não deixam de colocar o dedo na ferida (ao contrário de cá) quando julgam ter motivos para isso. Por exemplo, o Benfica foi incrivelmente prejudicado na final da Liga Europa, mas a comunicação social portuguesa preferiu elogiar um tal de Beto, um imbecil em forma de jogador de futebol. Em paralelo, quando o FCP é prejudicado num lance europeu - e só num - a comunicação social portuguesa faz capas e notícias de abertura porque o suposto melhor não ganhou e foi roubado. Já em Espanha, e ainda a respeito da final contra o Sevilha, apesar de estarem obviamente felizes, disseram de forma clara que tinham sido beneficiados e que existiram erros muito graves durante o jogo. Mas isto é só uma introdução, calma.

Voltando a Cristiano, e frisando que nunca coloco em causa o seu valor futebolístico, deixo mais uma prova inequívoca de como ele, num desporto colectivo, tem as prioridades trocadas. Ou, pelo menos, deixo mais uma prova onde fica explícito o seu egocentrismo desmedido, ridículo e lamentável. E, tal como na final da Liga Europa, também aqui são os espanhóis a “reclamarem”.

O cenário é a final da Liga dos Campeões, a maior prova do mundo, aquilo por que qualquer jogador sonha.
Derrotados, no desconto de tempo, Sergio Ramos salva o Real Madrid e marca o golo mais importante de toda a época, talvez o mais importante dos últimos 12 anos de história dos merengues. Toda a equipa fica louca e festeja efusivamente. Cristiano nem se mexeu. Foi o único elemento do Real Madrid (desde o roupeiro, ao jogador, ao adepto e ao simpatizante português do Ronaldismo) que não festejou. O único. A nível mundial. Exagero meu? Lamento, mas nem por sombras. Aliás, para quem segue o fenómeno do futebol, sabe que é recorrente Cristiano não festejar golos de colegas, ou, pelo menos, festejá-los com verdadeiro entusiasmo.
O seguidista ridículo de Ronaldo (aquele português que acha que temos de gostar dele só porque sim, sem conseguir argumentar) vai dizer que é montagem ou que ele estava concentrado na reviravolta. A questão é que não é montagem e quando se está concentrado na reviravolta, vai-se buscar a bola à baliza, sempre com “pica”, com ganas.

A prova:

Porque Cristiano não se mexeu? Simples: porque não foi ele a figura do jogo. Porque a decisão não foi dele. Porque lhe roubaram protagonismo. Já quando marcou um golo sem absolutamente relevo nenhum, com o jogo fechado, festejou da forma ridícula que viram. E porquê? Porque sabia que estavam, durante a final, a fazer um filme sobre ele. E, mais importante, porque o que ele estava a festejar não era a vitória, era ter batido um recorde de Messi.

Já contra Espanha, na decisão por penaltis, Cristiano quis marcar o último penalti para ser ele a estrela. Prejudicou o País (juntamente com quem permitiu que isso acontecesse – Paulo Bento) e, como paga (que os portugueses não mereciam), nem chegou a ter direito a marcar o suposto penalti da vitória… porque já tínhamos sido eliminados antes (os melhores marcadores de penaltis marcam sempre os primeiros, é uma questão de probabilidade de vitória, não de sorte ou azar).

Gosto muito dele futebolisticamente, acho que tem todo o valor do mundo, é um trabalhador incansável, e sem discutir o dinheiro exagerado que se movimenta, merece o que tem. Passou por dificuldades na vida, veio sozinho para Lisboa em miúdo, vem de origens humildes, o que quiserem. Tudo verdade. Mas nada, nada justifica estas atitudes. Nenhum colega de equipa gosta de ver ou sentir isto.


Se eu estivesse numa final daquelas, festejava que nem louco, mesmo que o golo fosse do Passos Coelho. 

Paloma, aceitas-me como teu marido se a Ivete Sangalo for nossa amante?

Não queria colocar assim as coisas, mas depois de ver, pela televisão, o concerto da Ivete no Rock in Rio, vejo-me forçado a ter esta conversa franca contigo.

Não me quero separar de ti. Não consigo. És o meu primeiro e único amor. Mas já viste as pernas da Ivete? 
E então, que achas 'mor? Oh 'mor, vá lá... 'mor, diz que sim, vá lá 'mor. Quantas vezes preciso dizer 'mor para tu aceitares? OK, vou deixar de ser ridículo. Bom, e então, em que ficamos?


Pronto, foi só uma pergunta, mulher, também não era preciso magoar...

A Marinho Pinto, aos portugueses, à Ana Carla (FAQ's e ideias sobre diferença entre abstenção/voto nulo/voto branco)

Ultimamente não tenho estado preparado para falar com propriedade sobre política, mas vou soltar o Miguel Sousa Tavares que há em mim (que está habilitado a falar sobre o que quiser) e conquistar a plateia de tal forma que vou ganhar assento directo no Parlamento. Ou no Parlamento ou no 413 que liga Manique ao Estoril.

Gastei algum tempo a estudar, investigar e pensar na diferença entre não votar, votar em branco e votar nulo. Não posso afirmar com certeza o que vou dizer, visto que existe um tipo de vazio informativo (talvez propositado) acerca deste assunto. Fica a minha opinião, aberta à discussão e à possível mudança, que respeita todas as opções. Excepto a abstenção literal, a do “não quero saber, sou um pau mandado”.

- Abstenção -
Votar é um dever cívico. Não votar pode eventualmente ser um dever moral. A linha que separa estes conceitos é mais ténue do que pensava. Não votar impede as pessoas de se manifestarem, terem uma opinião, reclamarem? Não. Se têm menos legitimidade que as outras que votaram? Talvez.
A grande (suposta) vantagem de não se votar é não financiar directamente os partidos, mostrando assim, duplamente, um sinal de protesto. Cada voto vale dinheiro (muito) e é canalizado para os partidos (se voto PSD, o dinheiro vai para o PSD; se votar branco julgo ser proporcional para todos). A possível desvantagem é que, se os partidos não se financiarem desta forma legal, provavelmente vão fazê-lo (ou fazê-lo com maior incidência) através dos “arranjinhos” do costume.

- Voto Branco -
Supostamente outra forma de protesto, quando na verdade, em teoria, estamos apenas a dizer “não sei, tanto faz, ganhe o Manel ou o António, para mim serve”. O que, efectivamente, não serve a ninguém.

- Voto Nulo -
Das duas uma: ou somos burros e achamos que dá para colocar duas cruzes, emendar votos e etc., ou estamos a protestar. Ou seja, para protestar, temos de invalidar o boletim (cortar, riscar, escrever uma mensagem – “SLB Campeão dos Campeões” serve). A diferença para o Voto Branco é exactamente mostrar que “tanto faz quem ganha” não é solução. Em princípio, prefiro um Nulo a um Branco.

Resumo: estatisticamente, não fazemos diferença quando optamos por uma das 3 soluções apresentadas. Não impedimos nada. Não fazemos um “rebenta a bolha” nas eleições. Se votarem apenas 10 pessoas no País, a legitimidade da eleição é a mesma da que se votarem 9 milhões.


Secção de Perguntas e Respostas (FAQ's) para ajudar o eleitor Português


“Então, como vou votar em consciência?” POC ensina.
Todos os políticos, sejam de esquerda, centro ou direita, estudaram nas mesmas escolas, aprenderam o mesmo, uns mais inteligentes ou perspicazes que outros, mas, na prática, tecnicamente todos sabem o mesmo. Na minha opinião (que é sempre a mais acertada, modesta e humilde – como o Cristiano Ronaldo), mais do que votar em partidos e olharmos para partidos, devemos olhar para a pessoa. O que fará realmente diferença é a formação do indivíduo, o carácter, os princípios.

“Mas é tudo uma cambada ó POC, todos iguais!”. POC concorda em parte e esclarece.
O sistema político está viciado. Muitos jovens vão para as Jotas já a pensar no tacho. Vão para as Jotas como candidatura a emprego, tirar um curso superior é apenas porque é suposto, mas não é o mais importante, até porque depois dá-se um jeito se for necessário (Sócrates, Relvas, etc.). Não querendo generalizar, muitas pessoas vão para a política pelos motivos errados. Mas tão ou mais grave é outro ponto: os partidos elegem os seus cabeças de lista de forma não democrática (a excepção é o novo LIVRE, que o meu amigo Flip comparou, e bem, a uma espécie de “primárias” nos Estados Unidos), ou seja, aberto aos interesses do costume. Basicamente, quem chega a determinado lugar num grande partido, teoricamente só lá chega se já tiver a lição bem estudada e encomendada: safar amigos, fazer negociatas estranhas, etc..

“Então em que ficamos?” POC não sabe. Mas faz o que pode.
Votar fora dos partidos tradicionais pode ser uma opção. É giro votar num partido que só trata dos animais ou da Natureza, mas não chega (faz sentido a existência e até gostava que tivessem assento nalguns momentos, porque realmente é necessário proteger os animais e Natureza dos Animais). Voltando atrás, talvez votar num partido “normal”, mas novo, seja uma boa solução. Um como o de Marinho Pinto.

“O quê? O Marinho Pinto? Mas ele não tem swag para isto!” POC põe os pontos nos i’s.
Eu não disse para votarem nele. Pessoalmente até acho que não tem perfil (mas hey, o que é mesmo ter ou não perfil?). Diz coisas que não serão as mais correctas. Di-las de forma pouco elegante. Terá utilizado o cargo de Bastonário da Ordem dos Advogados para além das suas competências, deixando má imagem junto dos mesmos. Tudo isto é legítimo. Mas também me parece claro que já disse coisas certas, já mostrou ser contra algumas das poucas vergonhas que se fazem por este País.
Marinho Pinto foi o grande vencedor das eleições de ontem. Sem dúvida. E por isso, parabéns. Comparo-o ao Sporting de Lisboa nas últimas eleições: elegeram um Bruno de Carvalho que era um corte com o seu passado visconde (mas que mantém o nível do ridículo) porque já estavam fartos de esquemas.
Se acho que é esta a solução no futuro? Não. Mas compreendo-a. Porque olhando para tudo o que mexe, este não parece ser igual (para o bem e para o mal).
Com isto, quero dizer olá à minha amiga Ana Carla, dizer-lhe também que, por vários motivos, espero vê-la como assessora de Marinho Pinto. Nem que seja para o Departamento de Coisas.

“E o nosso Dom Duarte, que tem a dizer disto tudo?” POC também não sabe, porque não tem falado com ele, mas também tem umas palavras para vocês.
A Monarquia, da boa, não quer dizer que seja uma má solução. Porque um bom Rei também se aconselha, também ouve os diversos quadrantes. Digo mais: o verdadeiro monarca não alinha em lobbies e esquemas. O problema é que o Rei é só um, não há grande escolha, é brincar à política com moeda ao ar, pode vir numa colheita boa ou numa péssima. Imaginem que o Rei é fumador e atira as beatas para o chão. Não pode ser um bom líder. Continuo na democracia.

“Isto já vai longo e eu tenho mais que fazer. Notas finais por favor.” POC concorda e assente.
Pegando nas palavras sobre a Monarquia, importa dizer outra coisa: é que o verdadeiro democrata também não alinha em lobbies e esquemas. A política está suja, está ferida de morte.
De ontem, podemos concluir que os portugueses votam anti. Votam anti Governo, mas sabem que quem está à espreita não é melhor. Sentem não ter escolha. Os grandes (PSD/PP e PS) perderam em toda a linha.
Infelizmente lembro-me de Isaltino Morais. Um aldrabão (não sou eu quem é o diz, é o Tribunal). Roubou mas Oeiras cresceu. Se na política são todos aldrabões, então que governem da prisão, mas ao menos façam do País uma Oeiras em condições (editado: para não induzir em erro, não podemos ser governados por Isaltinos, o lugar deles é na prisão e o povo devia apupá-los, não aplaudi-los. Uma vergonha).


Mais a sério, façam o que fizerem, façam-no em consciência. Não sejam extremistas. E comam um bitoque.

Piada Farsola #65 - Emigração e as saudades de quem fica

O marido vai trabalhar para outro País. A mulher, no aeroporto, despede-se:
- Quero notícias tuas todos os meses. Prometes?
- Por carta ou por email?
- Por cheque.

Nunca um Boquete teve tanto destaque

Ontem disputou-se a final da Liga dos Campeões de futebol feminino. Foi no Restelo. E um dos golos foi marcado pela espanhola Vera Boquete.

O Simão Escuta vem desde já avisar que não vai fazer trocadilhos só porque um boquete deu em golo. 

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Bacalhau à Zé do Pipo


1 lombo(s) de bacalhau
2 cebola(s)
1 Lt leite
4 c. sopa azeite
1 folha(s) de louro
q.b. sal
q.b. Pimenta
1 tigela maionese
750 g puré de batata
azeitona(s) preta(s)



1. Ponha o bacalhau a demolhar no dia anterior. Depois de bem demolhado, corta-se o bacalhau em postas. 
2. Leva-se a cozer com leite.
3. Entretanto, picam-se as cebolas e levam-se a estalar com o azeite, o louro, sal e pimenta e um pouco de leite de cozer o bacalhau. A cebola deve ficar branca e macia e nunca loura.
4. Depois de cozido, escorre-se o bacalhau e coloca-se num recipiente de barro.
5. Deita-se a cebola sobre as postas de bacalhau, que depois se cobrem completamente com a maionese. Enfeite com o puré de batata e leva-se a gratinar. Junte também azeitonas pretas.


Não me avaliem pelo que escrevo, mas sim pelo meu corpo

Helena Costa é a primeira mulher a ser treinadora profissional no futebol masculino. Trabalha oficialmente desde hoje no Clermont (2ª divisão francesa). Impressionante. Desejo-lhe sinceras felicidades.

A notícia não é nova, mas a novidade é que hoje foi a conferência de imprensa da sua apresentação ao público. E Helena, a respeito das perguntas acerca do facto de ser mulher num desporto de homens (antes que me chamem de machista, convém lembrar que no futebol masculino só jogam homens), respondeu com grande nível e disse: “Avaliem-me pelos resultados, não por ser mulher”. Respect.


Já eu, e pegando nas palavras sábias de Helena Costa, queria aproveitar a oportunidade para pedir às leitoras que não me avaliem pelo que escrevo, mas sim pelo meu corpo. Obrigado.

Contribui: aos 10.000 Likes e 10.000 Tweets, Paolla Oliveira conhece POC

É verdade. Seguindo a ideia da eloquente Rosa Cueca, e porque faz sentido e é perfeitamente exequível, lançamos aqui mais um Movimento de grande importância para os portugueses e para uma franja de habitantes nas Malvinas.


Assim que este Movimento atingir os 10 mil Likes no Facenice e 10 mil Tweets no Twitter, Paolla Oliveira, a nossa Paloma de “Amor à Vida”, será informada que estarei disponível para a receber, conhecer, tirar fotografias, jantar e ter filhos com ela.
O encontro será, ou no Eduardo das Conquilhas, ou no Rio de Janeiro.

Paloma, se me estás a ler, e acredito que sim, um dia terás que namorar com alguém, não é? O padeiro do Bruno só parece bem nos Globos de Ouro, já eu pareço sempre, inclusivamente quando estou de Mineiro (o que, de repente, até me dá umas ideias em que tu és a estrela principal), portanto… Anda, vamos conhecer o mundo juntos. Provavelmente pagas tu, eu pago as bebidas. Um beijo.

Respect Mineiro

Pedimos desde já a ajuda dos nossos milhões de leitores no Brasil para fazerem chegar esta mensagem à nossa Paloma Khoury, que é como quem diz, Paolla Oliveira. Obrigado.



Simão Escuta, por um mundo melhor. E com mais Paloma.

Mulheres e crianças; O outro rescaldo do Jamor (ou uma carta aberta à PSP e à FPF)

Os jogos da Taça de Portugal são e sempre foram sinónimo de festa, de convívio, de camaradagem. É certo que devia ser assim em todos os jogos, mas isso levar-nos-ia a outra discussão. No entretanto, a final da Taça, no parque do Jamor, eleva ao expoente tudo aquilo que referi anteriormente: festa, convívio, camaradagem e…churrasco.

A tradição “manda” que se vá para a mata, onde as famílias e amigos se juntam num piquenique que mais parece um restaurante ambulante. Pelo menos foi assim no nosso caso.
Foi fantástico. Comida e bebida cumós ricos, boa disposição, quedas, frases para a história, bola, karaoke… Houve de tudo. Ao lado, alguns adeptos do adversário faziam o mesmo, em total paz e harmonia. O pior veio depois…

Com uma hora de antecedência, fomos para o estádio. Talvez tenhamos demorado quinze minutos até à porta da Maratona. A partir daqui, a Taça acabou. E não só pela confusão à entrada, mas já lá chegaremos.

Tratadas como animais (e ninguém devia tratar assim os animais), as pessoas ficaram autenticamente encurraladas devido à deficiente preparação (recorrente) da PSP e da Federação para este jogo. Num local onde entram, talvez, cerca de doze mil adeptos, existiam, salvo erro, quatro torniquetes a funcionar. Pior, não fizeram nenhum cordão para receber, organizar e encaminhar as pessoas.
Por exemplo, quando vamos para o aeroporto, devido à quantidade de gente presente, somos logo encaminhados para diversas filas, as quais começam com baias de segurança que obrigam as pessoas a percorrerem um “labirinto” com a extensão necessária e possível. Com isto, organiza-se e previne-se a confusão. No estádio, fizeram umas mini filas ridículas, mas já depois do perigo passar, depois da confusão, quando espaço é coisa que não falta no Jamor.

Famílias, mulheres, crianças e pessoas mais velhas foram obrigadas a passar por maus momentos. Nós, malta mais nova, ainda aguentamos estas coisas com alguma destreza, mas ninguém merece passar por algo assim para entrar num espectáculo, seja ele qual for.
O perigo existiu. Apesar de nenhuma tragédia ter acontecido, algumas pessoas magoaram-se ou viveram momentos de muita tensão. Durante bastante tempo, ninguém se conseguiu sequer mexer. Tentámos proteger uma criança que ia com o pai ao nosso lado, mas proteger é tentar apenas não magoar muito quem está encurralado ao nosso lado.

A PSP quis sacudir a água do seu capote, mas a mim não me enganam com comunicados e declarações ridículas. Haja vergonha. Haja coragem de assumir os erros. Haja vontade de corrigi-los. As pessoas não se aglomeraram todas a trinta minutos do início do jogo. As pessoas foram entrando e foram-se aproximando da entrada naturalmente. E muitas, tal como nós, foram com bastante antecedência para a entrada. Querem culpar os adeptos (que sim, há sempre imbecis que empurram – por serem mesmo imbecis ou por acumularem essa característica com o álcool), quando a maior culpa é deles. Tivessem preparado aquele “funil” de entrada com condições para ninguém se magoar nem se gerar o pânico.

O Estádio Nacional não terá as melhores condições, é certo. Mas com alguns ajustes e uma preparação eficiente por parte da PSP e da Federação, as coisas funcionam. Ou, pelo menos, funcionam muito melhor. É preciso é existir verdadeiro interesse em saber receber quem pagou para ser bem tratado, que é o que espero quando pago por uma coisa.

Se pensam que os maus momentos terminaram aqui, estão muito enganados.

Na bancada, quem paga tem direito ao seu lugar. Que é sentado. Quem apoia mais efusivamente, gosta de estar em pé. Aceito. Mas ou estão todos juntos, ou não podem estragar o jogo aos outros. O que se passa é que alguns adeptos ignoram o seu lugar e vão para o muro que separa a bancada da pista de atletismo. Ou seja, completamente fora do seu lugar, tapam a visão de muitos outros adeptos (as famílias, amigos, mulheres, crianças). Há quem se conforme, mas também há quem reclame e peça para as pessoas se sentarem.
Aos inúmeros pedidos de compreensão junto daqueles que tapavam a visão do relvado, a resposta foi, em alta voz “querem sentar, vão para a tribuna!”, com óbvios maus modos.
Um senhor na casa dos 60 anos, umas filas atrás do muro, gritou a reclamar, queria que saíssem da sua frente. Um filho de trinta cães (desculpa rapaz, não sei o teu nome, mas este assenta-te bem) saltou do muro, entrou na bancada para discutir com o senhor (com idade para ser pai dele) e, de repente, deu-lhe um soco, um murro, o que quiserem, em cheio na cara dele. Mas um soco a sério, punho fechado. A polícia estava a ver tudo a poucos metros de distância. Tudo. Não mexeram uma palha. A confusão estoirou na bancada, com mais pessoas envolvidas, e muitos pediram a intervenção da polícia. Que foi necessária, para, no mínimo, prender aquele adepto e fazer repor a ordem junto de outros imbecis. Este adepto do meu clube (e ali éramos todos Benfica), passou o resto do jogo a virar-se para trás e a dizer “lá fora mato-te”.

Eu vi isto a umas 6 ou 7 filas de distância. Não me contive. Não aguento, não consigo lidar com estas coisas, com injustiça, com selvajaria. Levantei-me, chamei o imbecil de tudo o que consegui, pedi para ele vir fazer aquilo comigo, chamei a polícia, tudo. Fiz uma triste figura. Tenho os meus princípios, mas depois não sei manter uma conduta correcta a 100%. E tenho que melhorar nisto, porque enervo-me e arrisco-me bastante.

A Taça acabou ali. Para mim, pelo menos. Tive bastante dificuldade em retomar a concentração no jogo, e nunca o fiz totalmente. Festejei o golo, continuei a sofrer, mas de maneira diferente. Festejei a conquista, fiquei bastante feliz por sermos vencedores, mas as coisas não se apagam da minha memória.
Nada justifica o que se passou antes e durante o jogo.

Ouvi alguns relatos de pessoas a dizerem que nunca mais vão voltar ao Jamor. Talvez até aos estádios. E eu compreendo. Ao ver estas coisas, também sinto alguma vontade de passar a ver os jogos em casa. Até ao dia em que o farei.

Acabou o jogo e voltámos à mata, onde fomos novamente tão bem recebidos. Mas a Taça já não era a mesma.


Termino, dizendo que a sociedade portuguesa está inundada de lixo. Lixo.

Globos de Ouro, os Óscares do Portugal ridículo (mas com Paloma)

Este domingo cheguei tarde a casa, estava a começar a gala dos Globos de Ouro da SIC/Caras. Andava distraído a ler as notícias e fui vendo o programa. Deixei-me estar por dois motivos: curiosidade e Paloma.
 
Venham daí ler este magnífico artigo!


A curiosidade era para perceber a dimensão do (suposto) maior evento da televisão portuguesa, onde glamour e charme andam de mãos dadas. Estava a imaginar a passadeira vermelha - mas só imaginei porque devo ter chegado depois dessa parte – cheia de gente, anónimos ao monte a tentarem vislumbrar as suas estrelas preferidas. Calculo que se isso aconteceu, foi a pagar.

Primeiro é necessário referir que, quando a concurso para melhor treinador de 2013 aparecem José Mourinho e especialmente Paulo Bento, acho que estamos conversados quanto à credibilidade do evento. Pior, quando é Paulo Bento a vencer o prémio, percebemos que isto é só para encher chouriços e que eu próprio, jogando uma época de Footbal Manager, também podia ganhar.

Depois vi uma plateia bem composta mas com algumas clareiras. Não encher um evento destes, dá logo má impressão. É como ver os Óscares com 10 lugares vagos ao lado do Jack Nicholson.
Depois vi uns concertos porreiros, mas normais. Pelo meio, o  espectáculo deprimente que organizaram com a Floribela do agora Djá(lo), o grande João Ricardo e a dupla Quim Roscas e Zeca Estacionâncio. Os actores não terão (toda a) culpa, mas ficaram mal na fotografia, especialmente os dois primeiros. O que me leva ao segundo dos motivos para ter visto o programa: Paloma.

Paolla Oliveira, a Paloma, de Amor à Vida, tem a minha idade. É brasileira. Tem um ar doce, de miúda educada, simpática. Tem ar de quem me deseja ardentemente e quer fazer sexo ternurento e selvagem só comigo. É gira que dói. Parece a mulher normal, do dia-a-dia, mas que não deixa de ser uma estátua, principalmente pela classe que aparenta ter. Mas também ela me deixou um amargo na boca, pois pareceu-me que o vestido não era nada por aí além e que a maquilhagem era algo excessiva. Sim, sou um homenzarrão, uma besta, sou do Benfica, um macho latino…mas percebo da poda.



E vocês perguntam: mas que raio tem a Paloma que ver com o deprimente espectáculo? E eu respondo: os portugueses já são gozados que cheguem pelos brasileiros, já julgam que somos todos bimbos, de garrafão na mão…e agora a Paloma volta ao Brasil a julgar que é tudo verdade, que fazemos espectáculos medíocres onde nem o Simão Escuta é convidado.


Paloma, outra coisa, se me estás a ler, o Bruno não é para ti. Esse padeiro anda quase enrolado com a outra piranha da novela. Estamos aqui, eu e o Menir, prontos para te fazermos feliz. Envia um email, OK? Depois atendo-te. Obrigado.

Quanto tempo demoras de casa ao trabalho?

75 minutos de terror. As pessoas julgam que os grandes problemas do mundo são a fome, a guerra, a crise e a dúvida na continuidade de Jorge Jesus à frente do Benfica. Mas estão todas erradas. O grande flagelo da Humanidade é o trânsito.
Enquanto não chego ao serviço, tento ocupar o tempo que estou na viatura a pensar em coisas importantes da vida. Ao fim de 75 segundos desisto, invoco condições psicológicas e passo exclusivamente a pensar na possibilidade de vir morar para Lisboa.

75 minutos porque não existiram acidentes. Porque quando alguém adormece com o tédio da (não) condução, dá um toque no carro da frente e depois é ficar a fazer contas de somar aos minutos.

75 minutos para ligar Cascais a Lisboa. Eu sei, eu sei, sair às 0730 é pedir o inferno. Amanhã saio às 0700 e voltamos a fazer contas. Mas no entretanto, quanto tempo demoram vocês até ao trabalho? Alguma técnica para se distraírem? Ouvir rádio ajuda, mas não me salva.


Não fazia sentido existir uma faixa exclusiva para autores de blogues rascas que sejam campeões do triplete? Ideia vencedora.

O fim da carreira do mais talentoso POC de todos os tempos

Faz hoje 9 meses que os astros se alinharam para me castigarem por diversos pecados que cometi nos últimos anos. Alinharam-se e não foram meigos. Deram-me um acidente de mota com, no pé direito (o dos golos de antologia), 4 fracturas: 3 mais usuais e que não recuperaram muito bem + 1 rara que está em estado razoável.

A provável nova cirurgia fica adiada. Daqui a uns meses reavalia-se e, caso a dor não tenha diminuído bastante, vai haver bro(n)ca neste pé.
Entretanto o seguro há-de pegar neste processo e atribuir um nível de incapacidade e um valor em euros, que espero que não sejam peaners. Senão vamos ter que nos aborrecer.

Com isto, quero anunciar o fim da minha carreira desportiva a nível profissional. Ainda há esperança que seja apenas um até logo. O paredão, as provas de atletismo e especialmente os relvados precisam de mim. Foram muitos recordes nas provas de 10 quilómetros, foram muitos golos, muitas taças e muitos prémios. Foi ser o melhor jogador intergaláctico durante 24 épocas consecutivas, apenas com 1 ano de interregno devido a uma entorse no cérebro.
Mas como a esperança existe, não vou desistir. Vou voltar mais forte, mesmo sabendo que quando voltar a bater penaltis, é possível que os marque tão mal quanto o Rodrigo.


Aproveito a oportunidade que o Administrador desta espelunca me está a dar para agradecer publicamente a quem me ajudou, principalmente nos primeiros meses. Falo da família, amigos e “anónimos” deste espaço. Falo da Monica Bellucci, da Catherine Zeta-Jones, do Batatinha, do Badaró e do Elvis. Falo de quem estava e se foi embora.

Os gatos são desligados?

Pois. Não tenho facebook, por isso não sei se já toda a gente viu, mas cá vai. 

Um cão atacou um miúdo. À séria. O gato da família estava por perto. É ver para crer:


Os bilhetes mágicos, daquela que pode ser a época de uma vida

Para recordação, para o bem ou para o mal que se aproxima, fica aqui a prova do esforço que fiz para estar sempre presente.


À esquerda:
- Red Pass (acesso a todos os jogos do campeonato);
- Bilhete Leiria (final da Taça da Liga);
- Bilhete Jamor (final da Taça de Portugal).

À direita:
- Bilhete Turim (final da Liga Europa).


Foi com dedicação que gastei dias de férias em filas para assegurar que tinha estes bilhetes. 
Foi com raça que fiz noitadas nas filas. 
Foi com orgulho que gastei dias de férias para viajar.
Foi com pena que vi os euros voarem num curto espaço de tempo.
Mas foi com a certeza que, aconteça o que acontecer, valerá a pena, pelo Benfica, pelos amigos, pela hipótese (talvez) de uma vida. 

Aos poucos que, como eu, sofrem a sério por uma coisa tão irracional, que gostavam de ir a estes jogos, mas não podem, um abraço. Levo-os a todos, não no coração, que esse é para o amor de uma mulher (e de amigos e família), mas num bolso ou numa mochila ou qualquer coisa do género.

Carrega! 
Se não desfizer o outro pé até 4ª feira de manhã, depois de ter estado na inesquecível epopeia de Amesterdão (ou 'esterdan como o nosso Jesus dizia), estarei também em Turim!


TUDO A SALTARRR!

Bom senso: a ser desprezado desde 1900 DC

Ao ver a gravidade da situação, avisou o 4º árbitro do sucedido, pedindo para parar o jogo, e correu para prestar auxílio ao jovem. Salvou-lhe a vida, ou, pelo menos, evitou que a situação tomasse outras proporções. Mas em contrapartida, o árbitro expulsou-o por ter entrado em campo sem autorização.

Eu pergunto: onde fica o bom senso desta gente? A vida humana não vale mais que qualquer regra meramente técnica? Se o árbitro teve a capacidade de perceber a gravidade da situação, se percebeu que não houve nenhuma “artimanha” (como simulação de lesões), necessita retirar um médico de campo? E quando alguém se magoar no que falta decorrer do jogo, ligam para o seguro a pedir um médico?

Com a devida distância (a todos os níveis), já estou a imaginar precisarem novamente do médico e sair algo como Mafamude (bela recordação):



Problemas com a manutenção da casa?

Já tiveram problemas com a manutenção da casa? Existem alguns fenómenos difíceis de explicar. Talvez até já tenham acontecido convosco. Estão bem documentados neste vídeo:


Amor também é isto (e o que uma mulher a sério faz por futebol)

Em Espanha moram duas mulheres que acabam por ser um exemplo daquilo que é amor pelo futebol e pelo próprio namorado.

A primeira, de 24 anos, tremendamente sexy e ternurenta, oferece sexo oral durante uma semana (ou sexo à séria durante uma noite) em troca de um bilhete para a final da Liga dos Campeões, entre Real e Atletico de Madrid. Ela promete até “Limpieza de tuberías”, o que traduzido em Camões, dá qualquer coisa como… isso, limpeza de mangueiras.



A segunda oferece sexo durante uma hora (com jogos e várias posições) em troca do mesmo bilhete, visto que eles (ela e o namorado) são dois e só têm um bilhete. Altruísmo e devoção, tudo na centrifugadora do amor.


Já eu estou a oferecer sexo animalesco e inesquecível para mulheres (novas e maduras), em troca de um lugar para ver a final no meu sofá. As interessadas deverão enviar o currículo, acompanhado de fotografia de corpo inteiro, frente e verso, e de declaração dos pais em como garantem que a sua filha é uma jóia de moça e que não tem nenhuma DST.

Obrigado.

Ponte de Lima a inovar na pornografia

Tenho um primo afastado que me diz "Para trás mija a burra". Mas isto não tem nada que ver para o caso.

A verdade é que a indústria pornográfica alcançou um novo marco. Em Ponte de Lima, um painel publicitário de turismo passou a transmitir pornografia gratuita aos seus habitantes e visitantes. 

Piratas informáticos conseguiram alterar o conteúdo do painel, sendo que, quando a polícia se aproximou para tentar resolver o assunto, o filme passou a incluir personagens com uniformes policiais.
A brincadeira só terminou quando o painel foi desligado. 
Com um pouco mais de visão, tinham enviado para lá os senhores das pipocas, gelados, pão com chouriço e preservativos. E assim, para além do óbvio, também a Economia ia crescer durante aqueles momentos.

O Simão Escuta aproveita para esclarecer que não está envolvido neste acontecimento. 

Castelo de Leiria conquistado

Mais uma taça. Mas para quando o fim dos petardos?


Próximo destino aqui da malta: Turim.

Beber para esquecer

Ao segundo Solero desabafei a minha vida toda ao empregado do restaurante.