Notas rápidas:
- os maduros pendurados na entrada do recinto a tocar, parecem enjaulados que estão ali em exposição;
- o recinto é porreiro;
- a percentagem de homens que lava as mãos depois de aliviar a cerveja é de 1.24%. São esses que depois vos dão um aperto de mão e estão muito divertidos. Cambada de porcos;
- o som é bom;
- estrangeiros para cacete;
- colocar o "último" concerto (o cabeça de cartaz) para as 23 horas dum domingo, é coisa de imbecil. Tal como ter jogos de futebol a começar na Luz às 21:30 de domingo;
- Legendary Tiger Man é bom;
- ouvir Smokers outside hospital doors (The Editors) ao vivo é do camano;
- Two Door Cinema Club era o que esperava, tudo a mesma onda, mas...boa onda. E eu gosto mesmo ali de duas ou três.
Análise aos 3 cabeças de cartaz:
Green Day - grande concerto, estavam com pica, estavam com vontade, divertiram-se em palco. E isso passa para fora. Grande interacção com o público. Momento épico quando chamam um qualquer Manuel ao palco para tocar com eles.
Depeche Mode - A enchente. Os meus preferidos, deram (mais uma vez) um concerto sem chama, sem interacção, sem garra. A música e o som é que são fantásticos, e um tipo gosta sempre e tal. Só não é estar a ouvir o CD porque ao vivo a música é diferente. A ideia que tenho é que parece just another day at the office. E é. Mas eles têm obrigação que o público não perceba.
Kings of Leon - a banda das pitas. Conhecia uma ou outra. Talvez três ou quatro. Estão praticamente a tocar o CD, não há interacção nenhuma, são fraquinhos no palco, todos parados...o tempo todo. A sonoridade é bastante boa, as músicas ficam no ouvido, toda a gente as sabe. Banda que se ouve bem, fazem um bom trabalho, mas falham ao vivo. OK, afinal não são só banda de pitas, agora já os "respeito". Mas Sex on fire não é, definitivamente, a melhor música deles, apesar de ser a loucura na plateia. A sério, tocaram músicas que dão 15-0. Se o nome não fosse assim, se o refrão não fosse com "sexo"...não era isto tudo.
Melhor banda ao vivo: Green Day (sem discussão ó cambada de tonhós)
Particularidades dum festival e dum Autor:
Pessoas que estão enjauladas o ano todo, não conhecem outros seres vivos e são largados assim no meio dum festival...é mau. Um trintão (ou trintinha, como eu), já não tem muita paciência para aquela loucura parva e histérica só porque sim. Que tanto faz estarem os Depeche Mode em palco como o Zé Cabra, só guincham sem saberem o que está a acontecer, só porque "é fixe" e porque sou "muita maluco";
Ter miúdas que não me conhecem de lado nenhum, a pedirem-me para as colocar às cavalitas é fixe. Mas como não eram frequentadoras do tasco (inexplicavelmente), não tiveram direito a subir;
Foi o meu primeiro festival por inteiro. Provavelmente, a não repetir. Foi-me oferecido e gostei, mas não pagava este dinheiro para isto. Continuo a preferir ter ido ao antigo Super Bock Super Rock.
Festivais e coiso não são para mim. Ir a concertos isolados, sim.
Adenda:
Ontem quando saí de mota, a passar entre os carros parados num semáforo, vi o Anónimo a gregoriar-se no carro da amiga, cabeça de fora, pendurada na janela...e todo um cenário dantesco. Sorri e lembrei-me do Aquele Gajo, quando vinhamos do News e ele fez o mesmo em plena A5. Acabei a dar uma mangueirada no carro com o Zé Tó, para não estragar a pintura e para os pais do Aquele Gajo não toparem nada de manhã. Éramos putos.