Cristiano Ronaldo Vs Lionel Messi - para quem ainda tinha dúvidas

Pois é. Estava há muito tempo sem malhar no Azeiteiro. Não pode ser.

Ora, uma das grandes discussões do nosso tempo é a questão de se saber quem é o melhor jogador do mundo. Que todos sabemos ser Messi, mas fingimos que "ah e tal, são diferentes e o C'stiano é mais completo e trabalha muito e tem a Irina e adoro aquele cabelo".

Quem me conhece ou já leu minimamente sobre isto, sabe que acho Cristiano um jogador formidável, fora-de-série, uma máquina. Mas que tem o azar de jogar na mesma época de Messi. 
Quando apreciamos algo ou alguém, devemos fazê-lo sem coração. Porquê? Porque se eu quero saber quem é o melhor do mundo, estou-me borrifando para a sua nacionalidade. Cristiano Ronaldo não é mais por ser português, tal como os outros não serão mais por serem quem são. Aliás, se fosse por empatia, o Linic nem nos 50.000 melhores estava.
Sim, tenho aqui uma disfunção qualquer em relação a ele. Pode ser por dois motivos:
- ter feito um manguito aos adeptos benfiquistas, quando jogava pelo Manchester United;
- chegar-me pouco oxigénio ao cérebro.

Sem mais rodeios, e para terminar este assunto, deixo-vos o inquérito feito pelo jornal Marca, jornal desportivo de referência em Espanha, jornal de Madrid e "assumidamente" defensor de tudo o que é Real Madrid.
Ora, os resultados são avassaladores: apesar dos votantes serem na maioria madrilenos (e do Real), Messi é considerado o melhor do mundo. 

Messi - 60%
Ronaldo - 14.4%
Falcao - 10.6%

Todos os resultados aqui.

Depois da esmagadora maioria de jogadores e técnicos do mundo "votarem" Messi, chegou a altura dos madrilenos se renderem às evidências. Só em Portugal se teima em defender o contrário "porque sim, porque é português". 
Não sou menos patriota por não gostar de Ronaldo e por achar que Messi desiquilibra muito mais, tem melhores números, é mais novo, tem os golos mais fantásticos e uma magia naqueles pés.

E sim, o ideal era vê-lo numa grande equipa inglesa e ver como se saía. Até lá é assim.

14/01/2011 - Lisboa - Madrid (Diário na Ásia - #1)

Depois duma directa, encontrámo-nos no aeroporto de Lisboa. O dia tinha chegado.
Às 7:30 disse aos pais e mana que os amo, e seguimos, eu e Jota, para Madrid, em escala para Banguecoque. 55 minutos, quase tantos como o tempo que demorámos desde a aterragem até chegarmos ao check-in madrileno. O aeroporto de Barajas é, sem dúvida, maior que a Feira Popular.

Na fila do check-in estava um maduro com lábios de botox, agarrado ao telemóvel, a ver fotografias duma loira "way above his league". Deve ter dinheiro. Ou então ela é parva. Na fila ao nosso lado estava uma tailandesa a quem já devem ter pensado utilizar o saca-rolhas.

O  gigante Boeing 777, o nosso Air Force One

Estamos a voar com a Thai há já quase 9 horas. Mas estou tranquilo, não parecem mais de 8. Aliás, dentro 1 ou 2 horas devemos chegar ao destino.
Mas onde é que anda a segunda refeição?! A primeira não foi nada má.

Turbulência no Air Force One.

À direita tenho uma espanhola que fuma aqui ao meu lado. É vapor de água, porque diz que não aguenta tantas horas sem fumar. À esquerda o cabrão do gordo que parece o Clark Kent inchado, dorme desde que cá entrámos.
Chegaremos às 5h locais, o início dum novo dia. De agora em diante, sigo na hora destes chineses.
Se não escrever mais, é porque afinal não chegámos.

PS: afinal a viagem começou dia 15. Podem ser efeitos do Malarone.


Nota da Gerência: o Malarone é utilizado na profilaxia da Malária. Como possíveis efeitos secundários, registam-se cansaço, diarreia, dores de cabeça, tonturas, febre and so on...é o diabo-a-sete. É, basicamente, para a loucura.