Ainda não faleci

Mas podia. Até estive para falecer já por duas vezes, só que entretanto acabaram-se-me as hortaliças e depois passou-me.

Neste momento sou um coxo a meio gás. De manhã estou no elaborado processo de recuperação deste pé direito que agora parece um esquerdo. Depois entro ao serviço (sempre quis muito entrar ao serviço, dá um ar de trabalho duro e sério). 
E que importa isto? Pois. 

Escrevo este artigo para dizer que o Simão Escuta não morreu. Mas anda moribundo. E se nuns dias penso em reanimá-lo, noutros penso que mais vale desligar as máquinas, que para blogues sobre nada já existe muita coisa. E parecendo que não, escrever todos os dias coisas parvas sobre coisas parvas, acaba por ser um bocado... idiota.

Aproveito a oportunidade que a Administração do tasco me está a dar para, de lágrima no olho, agradecer publicamente a todos os leitores que me contactaram a questionar por este período sabático. OK, foi só o Pai Coronel. 

Não tenho planos para o futuro, quero apenas um mundo sem guerra, sem fome... mas com bitoques.


(O facto de ter recebido alguns comentários e mesmo emails, fez-me sem dúvida vir aqui deixar estas palavras. É realmente estranho, interessante e reconfortante perceber que algumas pessoas vêm aqui para ler alguma coisa que, teoricamente, as faça esboçar um sorriso - apesar da fraca qualidade do Autor e suas Piadas Farsolas. Obrigado.)

Double-O-Seven e a queda do céu


Ontem fui com o Coronel a ver o Double-O-Seven.
Utilizei a aplicação da “m. Ticket” da Vodafone/ZON (disponível em iOS e Android) para comprar os bilhetes e correu bastante bem. É simples e eficaz, e consegui comprar com desconto ZON. Depois, é só abrir a mensagem recebida e “mostrá-la” a uma máquina que lê o bilhete. E é seguir e passar as filas. Recomendo.

Voltando ao Bond, James Bond, classifico-o como um Regresso ao Futuro. Não aprofundo mais este comentário por razões óbvias. O filme está nice. Bom início, sempre a esgalhar. Mas ficou-me um sabor agridoce na boca, faltou qualquer coisa que não sei bem explicar. Talvez se eu pudesse exprimir-me a dançar em vez de escrever, vocês me percebessem melhor.


De qualquer forma, não deixa de ser um bom filme de entretenimento e de mais um bom capítulo da saga. Não o melhor, mas com alguns dados interessantes para o futuro. E Daniel Craig é um bom Bond. Para tempos modernos, parece-me excelente.

Quem ainda não viu o filme não pode saber que vai aparecer a irmã gémea do 007 e que afinal ela é vilã e acaba por emigrar para o Belize em troca de tremoços para a eternidade. E que os bons vão ganhar no final do filme.

E podem sempre ver a Berenice Marlohe.

Regresso ao Futuro - Portugal na vanguarda

Lembram-se do filme? Bem giro ir ao futuro e voltar com os números da lotaria. 
Pois bem, desta vez não foi Michael J. Fox que foi ao futuro, foi mesmo um dos nossos quase leitores.

"Quase leitor? Mas que espécie de leitor é essa?", pergunta o inquieto e assíduo leitor. 
"Um quase leitor é aquele tipo que diz que vem cá, que conhece, mas na verdade nem sabe que o tasco tem minis à descrição", responde o Autor. 
No fundo, um tipo que tem as prioridades da vida trocadas, acrescento eu.

Ora bem, o quase leitor enviou, para a Redacção do tasco, uma fotografia tirada esta tarde, a qual nos remete automaticamente para um dos filmes da trilogia do Regresso ao Futuro.
Para quem perceber primeiro onde está o Regresso ao Futuro, recebe, na compra da 1ª mini gratuita, a 2ª de borla.


Hmm...que dia é hoje?!
Quanto à Le Bon Gourmet, talvez fosse boa ideia elucidar-nos sobre o que se passou aqui...


Simão Escuta: por um mundo melhor. E sem aldrabices.

O Efeito Borboleta

Todos gostaríamos de ter oportunidade de voltar atrás e emendar algumas coisas do passado. Todos talvez não. Até tenho uma visão que me diz que "se foi assim, é porque tinha de ser".

Mas ontem dei por mim a pensar que sim, que gostava de poder voltar atrás num Delorean ou algo parecido, de fazer como Doc Brown e Marty McFly e atravessar o tempo. Emendaria alguns erros dramáticos que cometi. E depois Back to the Future, para voltar ao dia de hoje e ser alguém melhor.
Será que se emendasse esses erros, iria interferir com o meu futuro? Com o de estranhos? Sim, decerto. Mas garanto que seria melhor para todos os que me rodeiam.


Tal como acontece provavelmente com todos nós, já dei por mim a pensar coisas como (e não vou pensar na típica "se tivesse rodas, era um camião"): 
- se não tivesse parado neste semáforo, ia dar-se um acidente que mudaria a minha e outras vidas;
- se não tivesse falhado um golo certo, a equipa subia divisão e teria de fazer diferentes deslocações, uma das quais fatal;
- se não tivesse criado este blogue, talvez não perdessem tempo a lê-lo, talvez saíssem mais cedo do emprego, talvez dessem de caras com o amor da vossa vida;
- se não tivesse caído numa esparrela, hoje seria mais feliz.

Esta sucessão de acontecimentos que poderiam ter-sido-mas-não-foram, e dos que infelizmente-aconteceram-e-fizeram-com-que-a-vida-não-fosse-assim-tão-boa, fazem parte dum fenómeno que percente à Teoria do Caos. Ou seja, imaginem que o simples bater de asas duma borboleta, pode fazer com que a sua deslocação de ar dê origem a um tufão no outro lado do mundo. Ridículo, não? A borboleta é uma alegoria, mas metaforicamente falando, faz sentido. A vida é, realmente, um conjunto de acontecimentos que se dão uns com os outros. E que se influenciam mutuamente. É este o Efeito Borboleta.

Diagrama da Trajectória de Lorenz

Ashton Kutcher, o bonitão que só faz comédias (That 70's Show), entre elas as românticas, é actor e co-produtor do filme Efeito Borboleta (2004). Já tinha ouvido falar dele, mas nunca tinha visto. Aconteceu ontem. Em boa hora. E claro, descobri que, afinal, o Kutcher não faz só filmes de beijinhos na boca e mundos perfeitos. Porque eles, os perfeitos, não existem.


Não querendo estragar a história do filme, digo-vos que fiquei siderado a olhar para a televisão. A respirar fundo, tanto de alívio como dor.
Nós, personagem, com oportunidade para reviver memórias passadas e poder alterá-las, somos invadidos por repercussões incríveis e inesperadas quando alteramos o futuro.

Mas a minha pergunta final é: quantos finais diferentes iria necessitar para emendar a minha vida? Um. Só um.