Estudo exaustivo ao cérebro do Português - Aula 1 (parqueamento)

Damos hoje início a mais uma rubrica de interesse público, particular e animal. Hoje vamo-nos sentar na mesa redonda (Anónimo, tens um lugar lá fora) e debater o parqueamento automóvel.
Trago este tema porque é um bom primeiro exemplo para estudarmos, com afinco, o cérebro do Português. Vamos a isso, com um exemplo prático.

Há dias vou para estacionar a viatura (devido a compromissos profissionais, não tenho carro nem automóvel, mas sim uma viatura – é assim que eles dizem) quando, de repente, um automóvel em sentido contrário, cruza a estrada à minha frente, faz um atalho, e atira-se para os dois lugares que estavam livres (atrás e à frente estavam garagens).
Como o yoga que nunca cheguei a fazer tem estado a fazer efeito, respirei fundo e esperei, em “cima” dos lugares, que a senhora parqueasse o seu automóvel primeiro para eu depois ficar com o lugar de sobra. Mas a senhora puxou o travão de mão. E tinha o seu automóvel exactamente a meio dos dois lugares.
Como não cheguei a fazer yoga, abri o vidro, para, em tom audível, desenrolar-se a acção:
- “A senhora desculpe, mas está a ocupar dois lugares.”
- (ar de pedante) “Mas quer estacionar?!”.

Pronto. Como diz o outro, o dia até me estava a correr bem… até me desafiarem desta maneira. Como achei inacreditável a pergunta, não respondi e voltei a dizer “está a ocupar dois lugares, sua puta”. Só que também não a quis elogiar, porque há alturas para tudo, até para ser puta, mas claramente não era ali. E portanto retirei a prostituição do pensamento e não a cheguei a ofender.
Como a senhora não tinha vergonha na cara, volta a perguntar “mas quer estacionar?!”. Pronto. Comecei a colocar munições no revólver e disse que sim. Ela lá compreendeu que era melhor fazer alguma coisa e subiu o carro, de maneira a eu poder estacionar. Mas como além de sem vergonha não tinha muito jeito, não conseguiu ocupar bem o seu lugar.

Pois bem. É com este exemplo que podemos concluir que muitos portugueses são uns imbecis (eu sei que não gostas Lenita, mas a palavra adequa-se), animais, sem vergonha, mal educados e sem civismo.
A vaca, se eu não quisesse estacionar, tinha deixado assim o carro/automóvel, porque o “próximo” não importa. Só “eu” importo.


Vaca, se me estás a ler, tira o Like da nossa página, OK? Somos taberneiros, mas temos mínimos.

Para perder mais uns leitores: parqueamento à patrão

Gosto muito. De bitoques e parqueamentos.

Um tipo pega no carro (alguns pegam na viatura, outros pegam de...bom, adiante) e vai para casa. Ouve uma música, canta e encanta pelo caminho e chega à sua rua. "Ahhh, fim do dia, finalmente em casa". 

Errado. Já só existem lugares na outra rua, porque a minha está completamente lotada. "Ah mas em Serapilheira da Serra moram assim tantas pessoas?", pergunta o caro leitor. A resposta é não. Mas vivem muitos que são completos inergúmenos.

Passo a explicar. Existem alguns automobilistas que não precisam apenas de um, mas sim dois lugares de parqueamento. Porque são especiais. Porque têm carros especiais. E porque têm direitos que eu, por exemplo, não tenho. Nem quero.

Não sejam assim, a senhora não tinha espaço!!!

Sabe sempre bem passar pela rua e ver gente a estacionar como bem lhes apetece, sem respeitar nada nem ninguém. Como entra, é como fica. É à patrão!

Estou a pensar avançar com uma de duas soluções:

- uma mais dispendiosa:


- outra mais em conta e mais...elegante. Deixar isto no vidro da viatura:


E pronto, agora que perdemos mais uns leitores, podemos seguir em frente e parquear no lugar dos deficientes. Porque também é de valor, vê-los a eles e elas a estacionarem à porta do restaurante ou do centro comercial, porque padecem duma deficiência mental grave que não lhes permite raciocinar, mas permite conduzir.

Anónimo, um grande abraço, venham de lá esses ossos!