Cera que ganha, não se mexe

Algum de vós, meus pategos, já utilizou gel no cabelo? Nolito, não estou a falar contigo. Já? Pois. E cera?

Os factos reportam-se há poucos dias. 
Mas para vos enquadrar, nos últimos anos optei por um visual diferente. Por dois motivos:
- tenho um pólo da Lacoste e, com cabelo grande, poderia ser confundido com um adepto do Sporting;
- apetecia-me mudar radicalmente para começar a espalhar magia.

A primeira premissa consegui resolver. A segunda parcialmente. Percebi que só tendo aulas com o Luís de Matos ou o David Copperfield é que me safava nesse tema mágico.
Posto isto, andei durante algum tempo, de cabelo rapado. Máquina 3, 2, 1, 0.5 e desenhos lamentáveis em alturas de forró, foram uma constante.


Ora o que cresce, acaba por mirrar. E desta vez resolvi, depois de alguns meses do cabelo ir crescendo, fazer um corte. Disse: é para cortar um bocado e pode fazer o que quiser.
Depois dumas tesouradas e de me esfarriparem o cabelo (ou qualquer outro termo feminino para quando se corta para dar aquele jeito meio despenteado e não muito certinho), até fiquei agradado. Não estava totalmente betinho, dava para trabalhar e para andar mais à vontade ao fim-de-semana.

Eis que aconteceu o inevitável nestas situações: 
- "ah, mas deixe-me penteá-lo assim e assado que já percebi que vai ficar mais ao encontro do que deseja."
- "era o que faltava, eu não uso gel."
- "mas eu ponho-lhe cera, o seu cabelo só lá vai assim...e prometo que não se vai notar que o tem."
- "OK, mas se ficar minimamente parecido com o C'stiano, parto isto tudo."

E pronto. Ficou "sim senhor". Gostei. Não se via nada no cabelo e estava nice, simples, uns farripos para aqui, outros para ali.
Perguntei que tipo de cera teria de usar, disseram-me que era "mate". Como não queria ser enganado com produtos da especialidade, fui ao Continente e pedi ajuda a uma senhora. Precisava do meu mate.
Trouxe para casa o que mais se aproximava disso. Dia seguinte, a prova.
Duche, cera...mau resultado. Notava-se um bocado, não conseguia despentear como queria, não segurava tão bem...um fiasco. E eu pensei "epá, és mesmo uma nódoa, amanhã tentas de novo". E assim fiz.
Veio o amanhã e...exactamente a mesma coisa.
Desisti!

Moral da história em dois actos:
1 - para acertar na cera certa, é preciso um truque de magia;
2 - em breve lá vou eu usar a minha máquina de ter por casa.