Corrida pela Selecção - toda a verdade

Como já todos falaram sobre os 8 km's da Corrida pela Selecção, que se passou no sábado, já posso agora eu falar.

O Gordo inscreveu-me online há umas semanas. Eu tratei do pagamento. 
Chegado ao Estádio Nacional para levantar o dorsal e acessórios mariquinhas (t-shirt, braçadeira) na semana passada, fui confrontado com a minha não inscrição: afinal de contas, não tinha pago. Não que seja caloteiro, que não sou (quem me conhece, sabe que sou capaz de transferir € 1 que fiquei a dever dalguma coisa mundana), mas fui ao homebanking e devo ter falhado um algarismo de segurança e não reparei. Resultado: estava fora da competição!

O caos instalou-se na tenda, percebi claramente que estavam com medo que fosse morder os calcanhares às lebres durante a corrida. 
Passaram-me à pessoa responsável (vou chamá-la de Tânia, para preservar a sua identidade), que disse que seria mesmo impossível, que até gostava de ajudar, que nunca tinha visto ninguém tão persistente (ela queria dizer "chato"), mas que não havia nada a fazer. Ou arranjava a inscrição dalgum amigo que desistisse ou teria que ver pela televisão.
Meditei durante segundos e percebendo que não era obrigatória a utilização da t-shirt da Selecção, arranjei a solução. Devido à simpatia (à séria) da Tânia, disse-lhe, em segredo, que ia fazer fotocópia dum dorsal e ia participar na corrida. Ela retorquiu, dizendo que os seguranças me punham fora. Eu fiz-lhe ver que eu era uma jóia de moço e não merecia esse tratamento. Ela disse que ia estar na corrida, e que se me visse, poderia ter problemas. Mas a isto respondi que se fosse eu a vê-la primeiro, já não contava. Foi aqui que a desarmei.

A equipa de design gráfico do Simão Escuta trabalhou arduamente na véspera da corrida e o resultado foi este:
Podem ver-se marcas amadoras no verso do papel (tinha riscas)

A inscrição estava, afinal, validada!

Sábado equipei-me com a t-shirt branca de corrida do tasco e lá fui eu, no meio da maralha.
Em ritmo lento, eu, o Gordo e o Preto chegámos ao fim, cortando a meta abraçados.

O meu Tio mais velho, com 52 anos, terminou em 29º da geral, com 28 minutos e direito a um bilhete para o jogo da noite. Dá para acreditar?
O mais novo fez a entrada na pista de tartan já com a minha priminha (a do C'stiano Rónaldo), ficou para a posteridade.

Mas importa referir o momento alto do dia. À entrada para o Estádio, nos últimos metros, vislumbrámos dois simétricos monumentos de incentivo, num excelente golpe da organização, motivando os corredores para a recta da meta.
Susana, mulher de Jorge Mendes

É por isto que vale a pena correr.