Aí está, para os desatentos, a primeira grande surpresa
deste Mundial da corrupção.
Segundo a comunicação social portuguesa e seus adeptos sem o
mínimo conhecimento de futebol, Portugal tem (tinha?) uma grande equipa e ia,
no mínimo, golear Merkel e sus muchachos.
Resultado? Isso. Goleada, mas ao contrário.
Continuamos favoritos a passar o grupo em 2º lugar, mas da
humilhação já não nos livramos. Nem deixamos de ter:
- Paulo Bento limitado a nível técnico-táctico;
- Pepe com problemas de controlo emocional;
- Patrício assim-assim;
- João Pereira básico;
- Moutinho fora da posição e em baixa de forma;
- Meireles já sem capacidade para estes jogos (dura, no
máximo, 60 minutos);
- Miguel Veloso que o melhor que dá à equipa é o apelido;
- Nani há dois anos a aquecer a bancada de Old Trafford;
- Cristiano fora da sua posição;
- etc. e tal.
Estas e outras condicionantes, num 11 titular, não me dão
grande confiança. Lamento.
Poderia tentar explicar (ou socorrer-me
de quem sabe) sobre o que não funciona tacticamente. Já individualmente é
outra coisa, estamos limitados à mediania da maior parte dos nossos jogadores.
Mas um conjunto mediano (e sim, temos 2 ou 3 fora-de-série) bem orientado pode
transformar-se numa grande equipa. Coisa que a nossa não é. Aliás, viu-se pela
vergonhosa qualificação feita. Só temos ido às grandes competições porque
alargaram o número de participantes.
O que é triste é ver que não houve entrega, raça, dedicação.
Nem preparação. Enquanto estávamos a tirar selfies
em Nova Iorque, os alemães estavam a treinar nas temperaturas de jogo, fosse a
céu aberto, fosse em simulações climáticas em ambiente controlado. Eles, que
mais que nós, sofrem com a temperatura, pois a amplitude habitual é ainda
maior.
Voltando à entrega, é triste ver uma equipa sem capacidade
de reacção perante adversidades (golo sofrido, expulsão, etc.). Acontece a
todos, é verdade. A nós é que acontece em demasia.
A ideia que dá, é que muitos daqueles meninos importam-se
mesmo é em ter estilo em campo, parecerem muito homens e acharem-se superiores
aos outros. Pois eu acho que, muito pior que perder (e perder bem), é virar a
cara à luta. É não deixar boa imagem. Até compreendo que, para aqueles
jogadores que são ou já foram orientados por grandes técnicos, seja complicado
lutar perante o vazio táctico da equipa. Porque contra equipas bem construídas –
e com qualidade individual – o resultado será, provavelmente, mau. Não que vá
ser sempre mau, mas se fosse possível fazer uma estatística, simulando 10 vezes
o jogo com os alemães, talvez tivéssemos 6 derrotas, 2 empates e 2 vitórias. De qualquer forma, mesmo que psicologicamente seja complicado, não se pode aceitar tamanha falta de entrega.
Para finalizar, porque a parte gira vem no próximo artigo, tenho
orgulho em ser Português, mas, por vários motivos, não tenho orgulho nesta
Selecção. São coisas bem distintas, que o português não compreende.
Contra os Estados Unidos, Carrega Portugal! Caso contrário, e na
impossibilidade de um bom resultado, façam-nos rir novamente. Para sofrer a
sério, temos o Benfica.
Sábado... Fight! (OK, este artigo só valeu por esta música... Brutal. Brutal!)


