À atenção da PSP

Às 18 horas e 13 minutos de hoje, uma loira (de raízes escuras), a conduzir um Smart branco de matrícula 98-FV-59 na Avenida Padre Cruz, tinha as unhas pintadas de cor-de-rosa, com 2 centímetros de comprimento e em bico. 
E também atirou uma beata pela janela. A porca. 

Mulheres e crianças; O outro rescaldo do Jamor (ou uma carta aberta à PSP e à FPF)

Os jogos da Taça de Portugal são e sempre foram sinónimo de festa, de convívio, de camaradagem. É certo que devia ser assim em todos os jogos, mas isso levar-nos-ia a outra discussão. No entretanto, a final da Taça, no parque do Jamor, eleva ao expoente tudo aquilo que referi anteriormente: festa, convívio, camaradagem e…churrasco.

A tradição “manda” que se vá para a mata, onde as famílias e amigos se juntam num piquenique que mais parece um restaurante ambulante. Pelo menos foi assim no nosso caso.
Foi fantástico. Comida e bebida cumós ricos, boa disposição, quedas, frases para a história, bola, karaoke… Houve de tudo. Ao lado, alguns adeptos do adversário faziam o mesmo, em total paz e harmonia. O pior veio depois…

Com uma hora de antecedência, fomos para o estádio. Talvez tenhamos demorado quinze minutos até à porta da Maratona. A partir daqui, a Taça acabou. E não só pela confusão à entrada, mas já lá chegaremos.

Tratadas como animais (e ninguém devia tratar assim os animais), as pessoas ficaram autenticamente encurraladas devido à deficiente preparação (recorrente) da PSP e da Federação para este jogo. Num local onde entram, talvez, cerca de doze mil adeptos, existiam, salvo erro, quatro torniquetes a funcionar. Pior, não fizeram nenhum cordão para receber, organizar e encaminhar as pessoas.
Por exemplo, quando vamos para o aeroporto, devido à quantidade de gente presente, somos logo encaminhados para diversas filas, as quais começam com baias de segurança que obrigam as pessoas a percorrerem um “labirinto” com a extensão necessária e possível. Com isto, organiza-se e previne-se a confusão. No estádio, fizeram umas mini filas ridículas, mas já depois do perigo passar, depois da confusão, quando espaço é coisa que não falta no Jamor.

Famílias, mulheres, crianças e pessoas mais velhas foram obrigadas a passar por maus momentos. Nós, malta mais nova, ainda aguentamos estas coisas com alguma destreza, mas ninguém merece passar por algo assim para entrar num espectáculo, seja ele qual for.
O perigo existiu. Apesar de nenhuma tragédia ter acontecido, algumas pessoas magoaram-se ou viveram momentos de muita tensão. Durante bastante tempo, ninguém se conseguiu sequer mexer. Tentámos proteger uma criança que ia com o pai ao nosso lado, mas proteger é tentar apenas não magoar muito quem está encurralado ao nosso lado.

A PSP quis sacudir a água do seu capote, mas a mim não me enganam com comunicados e declarações ridículas. Haja vergonha. Haja coragem de assumir os erros. Haja vontade de corrigi-los. As pessoas não se aglomeraram todas a trinta minutos do início do jogo. As pessoas foram entrando e foram-se aproximando da entrada naturalmente. E muitas, tal como nós, foram com bastante antecedência para a entrada. Querem culpar os adeptos (que sim, há sempre imbecis que empurram – por serem mesmo imbecis ou por acumularem essa característica com o álcool), quando a maior culpa é deles. Tivessem preparado aquele “funil” de entrada com condições para ninguém se magoar nem se gerar o pânico.

O Estádio Nacional não terá as melhores condições, é certo. Mas com alguns ajustes e uma preparação eficiente por parte da PSP e da Federação, as coisas funcionam. Ou, pelo menos, funcionam muito melhor. É preciso é existir verdadeiro interesse em saber receber quem pagou para ser bem tratado, que é o que espero quando pago por uma coisa.

Se pensam que os maus momentos terminaram aqui, estão muito enganados.

Na bancada, quem paga tem direito ao seu lugar. Que é sentado. Quem apoia mais efusivamente, gosta de estar em pé. Aceito. Mas ou estão todos juntos, ou não podem estragar o jogo aos outros. O que se passa é que alguns adeptos ignoram o seu lugar e vão para o muro que separa a bancada da pista de atletismo. Ou seja, completamente fora do seu lugar, tapam a visão de muitos outros adeptos (as famílias, amigos, mulheres, crianças). Há quem se conforme, mas também há quem reclame e peça para as pessoas se sentarem.
Aos inúmeros pedidos de compreensão junto daqueles que tapavam a visão do relvado, a resposta foi, em alta voz “querem sentar, vão para a tribuna!”, com óbvios maus modos.
Um senhor na casa dos 60 anos, umas filas atrás do muro, gritou a reclamar, queria que saíssem da sua frente. Um filho de trinta cães (desculpa rapaz, não sei o teu nome, mas este assenta-te bem) saltou do muro, entrou na bancada para discutir com o senhor (com idade para ser pai dele) e, de repente, deu-lhe um soco, um murro, o que quiserem, em cheio na cara dele. Mas um soco a sério, punho fechado. A polícia estava a ver tudo a poucos metros de distância. Tudo. Não mexeram uma palha. A confusão estoirou na bancada, com mais pessoas envolvidas, e muitos pediram a intervenção da polícia. Que foi necessária, para, no mínimo, prender aquele adepto e fazer repor a ordem junto de outros imbecis. Este adepto do meu clube (e ali éramos todos Benfica), passou o resto do jogo a virar-se para trás e a dizer “lá fora mato-te”.

Eu vi isto a umas 6 ou 7 filas de distância. Não me contive. Não aguento, não consigo lidar com estas coisas, com injustiça, com selvajaria. Levantei-me, chamei o imbecil de tudo o que consegui, pedi para ele vir fazer aquilo comigo, chamei a polícia, tudo. Fiz uma triste figura. Tenho os meus princípios, mas depois não sei manter uma conduta correcta a 100%. E tenho que melhorar nisto, porque enervo-me e arrisco-me bastante.

A Taça acabou ali. Para mim, pelo menos. Tive bastante dificuldade em retomar a concentração no jogo, e nunca o fiz totalmente. Festejei o golo, continuei a sofrer, mas de maneira diferente. Festejei a conquista, fiquei bastante feliz por sermos vencedores, mas as coisas não se apagam da minha memória.
Nada justifica o que se passou antes e durante o jogo.

Ouvi alguns relatos de pessoas a dizerem que nunca mais vão voltar ao Jamor. Talvez até aos estádios. E eu compreendo. Ao ver estas coisas, também sinto alguma vontade de passar a ver os jogos em casa. Até ao dia em que o farei.

Acabou o jogo e voltámos à mata, onde fomos novamente tão bem recebidos. Mas a Taça já não era a mesma.


Termino, dizendo que a sociedade portuguesa está inundada de lixo. Lixo.

Ponte de Lima a inovar na pornografia

Tenho um primo afastado que me diz "Para trás mija a burra". Mas isto não tem nada que ver para o caso.

A verdade é que a indústria pornográfica alcançou um novo marco. Em Ponte de Lima, um painel publicitário de turismo passou a transmitir pornografia gratuita aos seus habitantes e visitantes. 

Piratas informáticos conseguiram alterar o conteúdo do painel, sendo que, quando a polícia se aproximou para tentar resolver o assunto, o filme passou a incluir personagens com uniformes policiais.
A brincadeira só terminou quando o painel foi desligado. 
Com um pouco mais de visão, tinham enviado para lá os senhores das pipocas, gelados, pão com chouriço e preservativos. E assim, para além do óbvio, também a Economia ia crescer durante aqueles momentos.

O Simão Escuta aproveita para esclarecer que não está envolvido neste acontecimento. 

Às vezes dá vontade

Já sentiram vontade de chamar alguém à razão? Mesmo que fossem os supostos detentores da razão? Pois bem, está aqui um belo exemplo. 
Podia ser aplicado aos responsáveis (Benfica/Martifer) pela manutenção do estádio da Luz:


Fábio Porchat: o maior.

Haja coragem: apresentou queixa por mulher não querer fazer sexo

"Um homem tem de fazer sexo de manhã e à noite", disse, à polícia, o habitante de Vila Nova de Gaia.
Se não tivesse maltratado a mulher, teria toda a razão. Assim, acabou preso.

E se fosses tu a tentar subir a escadaria da Assembleia da República?

Pois. Tinhas levado um enxerto. 
Haja coerência. Amanhã, com que direito é que os polícias vão impedir os civis de fazerem o mesmo? 

No fim do dia, a justiça é baseada em equidade. Com este episódio, acabaram por parecer meros políticos...

Apanhado do melhor Jesus em Guimarães

Versão Dslargarem-me
Versão A caminho da pildra? Nem pensar.
Versão Eddie Murphy, no filme Caça-Polícias, 1984
Versão Songoku
Versão Paulo Fantoche Fonseca diz que Jesus ganhou em 3 campos
Versão  Mr. Miyagui
Versão GTA5

Petardos, lasers e corrupção

Visto que a corrupção desportiva em Portugal dura há já 30 anos e ninguém faz nada (como ontem se verificou mais uma vez no jogo Braga - Porto), é hora de olharmos para dentro, resolvermos problemas internos e depois voltarmo-nos a focar nos outros.

No Benfica, temos assistido a cenas absolutamente lamentáveis. Actos que me envergonham, porque não me revejo neles e porque, para mim, ser do Benfica é sinónimo de termos valores enquanto pessoas. E esses valores andam a escapar-nos, por culpa de meia dúzia.

Alguém sabe explicar porque razão se rebentam petardos durante um jogo de futebol? Qual é o interesse, a graça, o objectivo, o apoio? Um estrondo que assusta as pessoas, que provoca surdez momentânea (e sabe-se lá mais o quê) a quem estiver por perto...para quê?!
O Benfica já foi avisado pela UEFA. Corremos o risco de sermos castigados (além de monetariamente) com jogos à porta fechada ou fora do nosso estádio. E estes imbecis continuam a fazer o mesmo? Para quê? Para depois irem rebentar petardos porque a UEFA nos castigou? 

E os lasers? Porque razão se aponta um laser a um jogador adversário? É para se rirem com os amigos? São simplesmente imbecis por fazerem isso. Quem faz e quem se ri.

Estas pessoas têm de ser identificadas e impedidas de frequentar recintos desportivos. Enquanto sócios ou simples adeptos, julgo termos o dever de protegermo-nos a nós e aos nossos. E para isso é necessário que quem esteja no Estádio se revolte com isto e ponha termo ao assunto, como eu já o fiz por uma vez. Arrisquei-me, é verdade, porque não sabemos que tipo de pessoa está do lado de lá. Mas se me quisessem aviar forte e feio, entretanto já tinha a bancada comigo. 
De qualquer forma, é chamar stewards ou polícia (ideal) e correr com esta gentalha dali para fora.

A bem do Desporto.

Com o mal dos outros posso eu bem

Mais do que o resultado do dérbi de ontem, mais do que as atitudes vergonhosas, incenciárias, irresponsáveis, ridículas, mentirosas e lamentáveis dos dirigentes e adeptos dos viscondes (que ocorreram antes, durante e depois do jogo), vou-me debruçar sobre um relato que ouvi antes do jogo e duas cenas presenciadas por mim.

- Adeptos do Benfica roubaram um cachecol a uma sportinguista que passava pelo complexo do Departamento de Sócios/Adidas/MediaMarkt. Pegaram-lhe fogo.
- Adeptos do Benfica quiseram meter-se com um senhor mais velho porque depois do jogo trazia o cachecol verde e branco ao pescoço.
- Adeptos do Benfica insultaram um adepto sportinguista depois do jogo, porque vinha trajado à Sporting.

Sinto-me envergonhado. Profundamente envergonhado. Isto não é futebol. Mas pior, isto não é o meu Clube.
Fico triste de saber que existem pessoas assim. Mas eu sei que existem. Agora...benfiquistas assim?! Uma vergonha. Insisto, uma vergonha.

Com certeza estes anormais não têm princípios nem educação. E com certeza, não devem ir aos jogos fora, porque se fossem, não gostavam de serem tratados assim.

Sempre vi adeptos do Sporting na Luz. E sempre sem problema. Ontem mesmo tinha ao meu lado uma sportinguista. Quanto muito eu chateio-os porque sou um absoluto descompensado enquanto vejo o meu Benfica. Mas não entro por estes caminhos. Nunca.


Enquanto não tivermos polícia interventiva e que apanhe esta gente que estraga o Desporto e a Sociedade dentro e fora do Estádio, as coisas não mudam. Até lá, temos que ser nós, sócios e adeptos, a defender o bom nome e o respeito que o nosso Clube sempre teve.

Para mim, esta gentinha era toda presa. E podiam ficar numa cela com os inergúmenos que pegaram fogo ao Estádio.
Estes heróis alavancados pelos milhares de adeptos do mesmo clube não têm um pai, irmão, amigo ou etc. que seja do rival? 

Desporto não é violência.

E os anormais dos lasers que sejam identificados também.
Quero é o meu Clube limpo e respeitador, que saiba receber.

As atitudes inqualificáveis dos viscondes? Com o mal dos outros posso eu bem.